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domingo, 30 de dezembro de 2012

A MAGIA DO CAMINHO REAL




“Hoje consigo ver claramente as raízes que distorcem nossos sentimentos e emoções naturais e as outras que apenas nos ferem e nos separam de nós mesmos, dos outros e, consequentemente, do Todo ou Deus.

Sob meu ponto de vista, tudo parte de duas raízes “Compreensão e Julgamento”, que por sua vez criam dois troncos “Aceitação e Rejeição”. Além disso, as duas energias básicas que movem o mundo em todos os aspectos são “Amor e Medo”.

Existe, em todas as nossas ações, o gesto primordial de pedido de amor.

Em nosso trabalho, esforçamo-nos para fazê-lo bem feito e sermos aceitos, elogiados, premiados ou remunerados…

O que significa isso? Estamos, na realidade, pedindo amor.

Em nosso círculo social, queremos ser aprovados, elogiados, aplaudidos e admirados – mais uma vez, pedindo amor.

Até o gesto mais simples, como uma olhada no espelho, uma escovada no cabelo, na tentativa de agradar o outro, contém em si, implicitamente, um pedido de amor.

Em nossas relações íntimas ou familiares, estamos claramente buscando amor. Absolutamente tudo gira em torno dessa busca, nunca totalmente saciada, porque partimos da premissa errada de que esse amor tem que vir “do outro”!

Enquanto não encontrarmos nossa própria fonte interna, viveremos na frustração de não sermos totalmente amados e, em consequência, não amaremos.

Como podemos nos amar se não nos aceitamos?

Estamos habituados a chamar de amor as emoções que são absolutamente opostas a ele, tais como paixão, apego, dependência e até mesmo culpa.

Na paixão, vivemos um encontro químico, em que o outro é apenas um objeto de abastecimento para a nossa carência, a projeção de nossa idealização do perfeito; daí a posse que todo apaixonado exerce, transformando o amor em prisão e morte.

No apego, o hábito comanda a relação; é o medo do novo, do desconhecido, da solidão. Muitas vezes preferimos o que não gostamos, somente porque já o conhecemos, e não nos arriscamos em busca do que realmente poderíamos gostar. É o medo nos comandando.

Na dependência, é a auto-invalidação que determina o que vamos fazer. Nos sentimos tão incapazes de nos suprir, tão inferiores ao outro, que pensamos poder viver apenas através dele. Ainda o medo de “não ser”.

Na culpa sofremos e cuidamos com ansiedade do objeto amado por nos sentirmos responsáveis; se acontecer algo errado, sempre será porque fizemos algo de malfeito: é a onipotência em relação ao outro. Esse tipo de relação muitas vezes esconde um ódio implacável.

E o amor, o que será???

Amor é liberdade de ser …

No amor nos comprazemos com a felicidade do outro; a alegria está no dar, em ser capaz de fazer o outro feliz, na aceitação total…

O fundamental para encontrar essa fonte de energia inesgotável é a aceitação incondicional do que e como somos.

Algumas pessoas confundem aceitação com acomodação ou conformismo.

Não é bem assim. Na verdade são opostos, pois, enquanto a acomodação é a submissão e a escravidão a algo além de nossas forças, a aceitação é uma ação de responsabilidade, é assumir aquilo que É SUA ESCOLHA!!!!”


Texto de Anna Sharp

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Autoavaliação

 
Uma das características de personalidade que contribui para a baixa avaliação de si mesmo é o perfeccionismo: ninguém só tem bons resultados.

Quando erramos ficamos tristes, fazemos autocrítica, aprendemos da experiência e, rapidamente, temos que nos "perdoar" e seguir em frente.

O ideal é só cobrar de si o empenho, o ato de ter feito o melhor que podia: o resultado negativo irá gerar tristeza, mas menos abatimento.

Há os que não se perdoam e ficam se martirizando, rememorando inúmeras vezes os erros cometidos: é uma autoflagelação improdutiva e inútil.

É extremamente improdutivo ficar "chorando o leite derramado". A intolerância consigo mesmo impede a pessoa de exercer suas potencialidades.

Flávio Gikovate

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Rédeas do destino


 

“Aquilo que existe em mim e faz parte de mim, pode ser transformado.
Aquilo que é do outro, e faz parte do outro, só pode ser transformado pelo outro;
E será compreendido e aceito por mim dentro dos meus limites.
 
Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz.
Mas não tenho o poder de controlar o que ele faz ou diz.
Não posso afirmar: “aquilo que você fez ou disse me feriu”.
Eu é que me feri com aquilo que o outro fez ou disse.

Sou dono das minhas emoções, sensações e sentimentos.
Sou dono das minhas atitudes, pensamentos e palavras.
Não é coerente dizer que fiz algo com alguém só porque alguém fez outra coisa comigo primeiro.
Agindo assim, sou apenas resposta e eco.

É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir.
É mais sensato perceber que sou senhor das minhas ações, e se faço ou fiz algo, sou o grande responsável por isso.
Reconheço que as rédeas do meu destino estão em minhas mãos.
E me recuso a segurar as rédeas do destino do outro.

Busco o amor em sua mais bela expressão.
E por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro.
Quero amar com liberdade.
Quero amar com plenitude.
Quero amar… antes de tudo porque é bom amar…”

Kau Mascarenhas


domingo, 11 de novembro de 2012

Vícios Invisíveis




Quando pensamos em vícios, geralmente é no sentido físico, como fumar ou apostar, por exemplo. Mas os vícios que nos oferecem os maiores desafios estão muito abaixo da superfície e não são tão facilmente visíveis.

Todos nós temos vícios abaixo da superfície que incluem: necessidade de aprovação, de reconhecimento e de atenção; alimentar comportamentos negativos dos outros; desejo de controlar; caos, raiva e julgamento.

Com qual deles você se identifica mais?

Seu livre arbítrio permite que você decida se quer estar viciado na Luz ou no Ego.

Estar consciente de nossos vícios mais profundos tornará mais fácil resistir a eles na próxima vez que surgir uma oportunidade de abrir mão de uma solução rápida em prol da merecida alegria eterna, que vem quando somos Criadores em nossas vidas.

Fonte: Yeruda Berg - Sintonia diária

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Saúde Emocional

Pergunta a Osho: Eu reparei que, quando sinto raiva, tristeza ou preocupação, ela se reflete numa sensação física no estômago, no plexo solar. Às vezes, se estou muito perturbado, esse sentimento é tão forte que tenho dificuldade para dormir e não tenho vontade de comer. Você pode falar a respeito?


Todo mundo está carregando um bocado de lixo no estômago, porque esse é o único espaço do corpo em que você pode reprimir as coisas. Não existe outro. Se você quer reprimir alguma coisa, você tem de fazer isso no estômago.

Você quer chorar — a sua mulher morreu, a pessoa amada morreu, um amigo seu morreu —, mas chorar não parece adequado. Se chora a perda de alguém, é como se fosse fraco, então você reprime o choro. Onde você vai pôr esse choro?

Naturalmente, tem de reprimi-lo no estômago. Esse é o único local disponível no corpo, o único local oco onde você pode armazenar as coisas.

Se você reprime no estômago... E todo mundo reprime esse tipo de emoção — amor, sexualidade, raiva, tristeza, choro e até risadas. Você não pode dar uma boa gargalhada, isso parece rude, vulgar. Em muitas culturas, se a pessoa dá uma boa gargalhada, significa que ela não tem educação. Então você reprime tudo.

E por causa dessa repressão você não consegue respirar fundo, a sua respiração é superficial. Se você respira fundo, essas feridas causadas pela repressão liberam energia. Você fica com medo. Todo mundo tem medo da respiração abdominal.

Toda criança, quando nasce, respira pela barriga. Olhe uma criança dormindo; a barriga sobe e desce, não o peito. Nenhuma criança respira com o peito; elas respiram com a barriga. Elas são completamente livres, nada as está reprimindo. O estômago delas está vazio de repressão, e esse vazio tem uma beleza no corpo.

Quando o estômago tem muita coisa reprimida, o corpo se divide em duas partes, a inferior e a superior. Você deixa de ser um só e passa a ser dois. A parte inferior é descartada. A unidade é perdida; surge uma dualidade no seu ser.

Você pode até ser bonito, mas não é mais gracioso. Você está carregando dois corpos em vez de um e sempre haverá uma lacuna entre os dois. Você não consegue andar com graciosidade, parece que tem de carregar as pernas. Na verdade, quando o corpo é um só, as suas pernas é que carregam você. Se o corpo está dividido em dois, então é você que tem de carregar as suas pernas.

Você tem de arrastar o corpo, como se ele fosse um fardo. Você não consegue fazer uma boa caminhada, não consegue dar umas boas braçadas na água, não consegue apreciar uma boa corrida — porque o corpo não é um só.

Para fazer todos esses movimentos, e apreciá-los, o corpo precisa ser reunificado. É preciso criar um uníssono outra vez; o estômago terá de passar por uma limpeza completa.

Para fazer essa limpeza no estômago, é necessária uma respiração muito profunda, porque, quando você inspira e expira profundamente, o estômago joga fora tudo o que ele está carregando. Nas expirações, o estômago se esvazia.

Por isso é tão importante uma respiração profunda. A ênfase deve recair nas expirações, de modo que o estômago possa se livrar de tudo o que ele está carregando desnecessariamente.

E, quando o estômago não está mais carregando emoções dentro dele, se você tiver constipação, de uma hora para outra ela também desaparecerá. Se estiver reprimindo emoções no estômago, haverá constipação porque o estômago não está funcionando livremente. Você está exercendo um controle profundo sobre ele; não lhe dá liberdade.

Portanto, se as emoções forem reprimidas, haverá constipação. A constipação é uma doença mais mental do que física; ela pertence mais à mente do que ao corpo.

Mas, lembre-se, eu não estou dividindo a mente e o corpo em dois. Eles são dois aspectos do mesmo fenômeno. Mente e corpo não são duas coisas separadas; o seu corpo é um fenômeno psicossomático. A mente é a parte mais sutil do corpo, e o corpo é a parte mais grosseira da mente.

E eles afetam um ao outro; andam juntos. Se você estiver reprimindo alguma coisa na mente, o corpo começará uma jornada de repressão. Se a mente liberar alguma coisa, o corpo também liberará. É por isso que eu enfatizo tanto a catarse nas meditações que desenvolvo. A catarse é um processo de limpeza.


Fonte: Osho, em "Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa"

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A voz da alma

Acalme os seus pensamentos.
E tranquilize a sua alma.
Quando você apazigua a sua mente, é transmitida ao seu espírito a paz!
A voz da alma se cala, quando você deixa com que a sua mente se atormente com pensamentos tortuosos, pensamentos que só trazem a você sentimentos de tristezas, amarguras...
Mas quando você coloca a sua mente para serenar; quando você começa ... a mandar embora da sua mente todos os maus pensamentos, e começa a dar espaço para os bons fluidos tomarem conta dela,
fazendo por alguns instantes, que os bons fluidos envolvam o seu ser...

Sentirá uma leveza em seu espírito; sentirá que a sua alma começará a se expressar!
Ela vai começar a se expressar de alguma forma...
Poderá ser com uma lágrima cristalina...
ou com um riso de paz interior...

Um suspirar profundo...
Trazendo para fora de si, todas as suas mágoas, todas as angústias, todas as suas aflições!
Deixe sua mente livre neste momento...

Dê um livre acesso para a serenidade; para a paz.
Quando você cala a mente, você desprende a voz da alma.


Desconheço Autor.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Concentra-te em ti


 
 
Quando tudo está mal, concentra-te em ti.
Quando tudo à tua volta está a ruir, pensa que o movimento do Universo quando quer que tu
entres dentro de ti próprio, faz ruir tudo à sua volta.
É um movimento perpétuo.
Tu sais da tua energia para ir buscar segurança nos outros.
Tudo o que é fora de nós é mais fácil.
Tudo o que é fora de nós é mais confortável.
É seguro.

Entrar dentro de ti próprio é que é difícil.
Aí dentro estão tristezas, mágoas, ressentimentos e admoestações.
Aí dentro está escuro.
Aí dentro está frio.
Por isso, é compreensível que fujas de aí de dentro a sete pés.
E te agarres aos outros.
E ao te apegares aos outros, estás a provocar o Universo para agir.

O Universo não pode permitir que te mantenhas fora de ti.
Portanto, vai ter de te retirar a segurança que encontravas no teu
relacionamento com os outros.
E como é que o Universo te retira essa segurança?
Simples.
Quebra a tua ilusão de que esses relacionamentos fossem altamente satisfatórios.
E como é que o Universo quebra a tua ilusão?
Desiludindo-te.

De repente, sem porquê, as pessoas nas quais tu depositavas tanta
confiança, zangam-se contigo, fazem asneiras, não te dão a atenção
devida, ficam doentes, morrem.
Todo este movimento de perder os outros – ou melhor,
a ilusão de relação idílica que tens com os outros – tem um único e singelo propósito.

Fazer-te olhar para ti. Sentir a tua própria energia.
Faz-te ver-te.
Faz-te criar alguém que gostarias de ser.
Que te orgulhas de se
Todo este movimento coloca-te indubitavelmente na tua própria dimensão emocional.
Faz-te sentir.
E através do sentir, mesmo que seja dor, mesmo que seja alegria, esse sentir vai fazer-te abrir o canal. Vai fazer-te subir pelo canal.

Vai ensinar-te a vir cá acima buscar segurança no único lugar do céu que pode realmente dar-te segurança.
Nos seres de luz.
No Eu Superior.
E, em última instância, em Mim.
 
 
 
 

sábado, 15 de setembro de 2012

Saia da prisão da sua mente

 
 
Tudo no Universo se move da ordem para a desordem, da desordem à ordem;
do ódio para o amor, do amor ao ódio;
da inteligência para a não inteligência, desta para a inteligência;
de emoções negativas para positivas e de emoções positivas para negativas.
Esta é a natureza da mente.
Se você precisa escapar, é da mente que você precisa escapar.
Vá além da mente.
É assim que você se ilumina...
Se você se mantiver nos confins da mente, o problema estará lá.
Despertar é sair da prisão (mente).
Se você sair da mente, então estará vivendo realmente.

(Sri Bhagavan)
 
 
 
 
Não é fácil sair da dualidade criada pela mente.
Mas se você não começar, nunca vai conseguir.
Exige-se disciplina, compreensão e amor para conseguir essa proeza.
E esse exercício pode começar com a meditação.
Meditar é observar. Observar o movimento da mente, observar o que sente, observar o seu corpo, a sua respiração, os sons do ambiente externo. Observar a nossa natureza.
Essa observação é feita sem julgamento. Simplesmente aceita-se o que é.
Temos muita dificuldade em aceitar a vida como ela se apresenta.
Não sabemos o por que de nada, mas julgamos tudo.
Só temos o conhecimento de uma pequena parte, quem conhece o todo é Deus.
Somos reféns dos nossos julgamentos.
A própria Bíblia nos diz isso. Que somos julgados de acordo com os julgamentos que fazemos.
No livro Um Curso em Milagres há um trecho interessante sobre o julgamento. O trecho diz que o Jardim do Éden, citado na Bíblia, é um estado mental onde não havia julgamento. E que Adão e Eva saíram do paraíso porque comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ou seja, a condição de paraíso é um estado mental de não julgamento. Ao julgar, saímos do paraíso.
E esse paraíso pode ser vivido aqui e agora, se pararmos de julgar.
Estou falando de julgamento por que ele é o responsável pela dualidade. Ao parar de julgar, saímos da dualidade e entramos na Unidade.
Se tivermos a compreensão que tudo que vivemos aqui é uma ilusão, fica mais fácil lidar com a dualidade. O que é real, é o que é eterno.
Se o que vivemos é temporário, é transitório, então não é real. Pare e olhe para as situações que o incomodam na sua vida. Você acha realmente que essa situação será vivenciada por você pela eternidade? Tudo muda. A única certeza na vida é a mudança. Se alguma situação está se repetindo ou se perpetuando é por que ela tem algo a lhe ensinar. Assim que você aprender, ela não precisará mais fazer parte da sua vida. E a mudança começa com a aceitação. Rejeitar ou desprezar um problema, não resolve o problema, não o livra da situação. Encará-lo e trazê-lo para a luz é a melhor forma de liberar e ficar em paz.
A medida que vamos fortalecendo a nossa percepção quanto a quem realmente somos, vamos vencendo as artimanhas da mente e passamos a nos manter equilibrados emocionalmente perante as situações apresentadas, pois, teremos o conhecimento de que tudo passa, só o que é real permanece para sempre.
Nossa natureza é espiritual. Nossa natureza é de união. Não somos separados, nem um dos outros, nem de Deus. Somos Todos UM. A sensação de sermos separados existe por causa do julgamento. Além de não julgar os outros, não julge a si mesmo.
Tudo isso é muito contrário a tudo que aprendemos. Mas pense bem: todos aprendemos a julgar os outros e a si mesmo, e onde estamos por causa disso?
Liberte-se do vício de julgar e veja o que acontece com você. Uma sensação de paz, de alegria genuína, de plenitude, de amor. Não tem como definir. É um milagre. Parar de julgar é unir-se a Deus.
 
Manoela Souza


domingo, 9 de setembro de 2012

O som do silêncio

 
 
 
Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos, aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua, aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora.

Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores….

Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim.

Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.

Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu .

Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o seu “eu”, a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o santuário que é a sua vida.

Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.

Texto de Paulo Roberto Gaefke

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Movimento



 

Quando tudo está mal, concentra-te em ti. Quando tudo à tua volta
está a ruir, pensa que o movimento do Universo quando quer que tu
entres dentro de ti próprio, faz ruir tudo à sua volta. É um movimento
perpétuo. Tu sais da tua energia para ir buscar segurança nos outros.
Tudo o que é fora de nós é mais fácil. Tudo o que é fora de nós é mais
confortável. É seguro.

Entrar dentro de ti próprio é que é difícil. Aí dentro estão tristezas,
mágoas, ressentimentos e admoestações. Aí dentro está escuro. Aí
dentro está frio. Por isso, é compreensível que fujas de aí de dentro a
sete pés. E te agarres aos outros. E ao te apegares aos outros, estás
a provocar o Universo para agir.

O Universo não pode permitir que te mantenhas fora de ti. Portanto,
vai ter de te retirar a segurança que encontravas no teu
relacionamento com os outros. E como é que o Universo te retira
essa segurança? Simples. Quebra a tua ilusão de que esses
relacionamentos fossem altamente satisfatórios. E como é que o
Universo quebra a tua ilusão? Desiludindo-te.

De repente, sem porquê, as pessoas nas quais tu depositavas tanta
confiança, zangam-se contigo, fazem asneiras, não te dão a atenção
devida, ficam doentes, morrem. Todo este movimento de perder os
outros – ou melhor, a ilusão de relação idílica que tens com os outros
– tem um único e singelo propósito.

Fazer-te olhar para ti. Sentir a tua própria energia. Faz-te ver-te. Faz-
te criar alguém que gostarias de ser. Que te orgulhas de ser. Todo
este movimento coloca-te indubitavelmente na tua própria dimensão
emocional. Faz-te sentir. E através do sentir, mesmo que seja dor,
mesmo que seja alegria, esse sentir vai fazer-te abrir o canal. Vai
fazer-te subir pelo canal.

Vai ensinar-te a vir cá acima buscar segurança no único lugar do céu
que pode realmente dar-te segurança. Nos seres de luz. No Eu
Superior. E, em última instância, em Mim.
 
Fonte: O Livro da Luz

sábado, 1 de setembro de 2012

Aceitação - O início da transformação



A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma circunstância é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, sendo fracos.
 
De verdade, se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando. Aceitando-nos.

A aceitação é detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.
 
É difícil aceitar uma perda material ou afetiva: uma dificuldade financeira; uma doença, uma humilhação; uma traição.

Mas a aceitação é um ato de boa vontade, mente aberta, sabedoria e humildade, pois ao contrário do que muitos pensam, a vida em si, não está sob nosso controle.

As pessoas são como são e a única pessoa que podemos mudar somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano.

Brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se, são reações emocionais carregadas de resistência.
 
A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar e fazer barulhos.

Aceitar é paz, entendimento, leveza.
 
Aceitar não é desistir, é estar lúcido do momento presente e se assim a vida se apresenta, assim deve ser.Aceitação é colocar-se pronto para ver a dificuldade de outro ângulo, de outro prisma.
 
Sem o peso que nós colocamos ou imaginamos ter.

No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou fatos trazem as respostas e as saídas para o problema.

Simples assim!!

Tudo é movimento. Nada é permanente.

A nossa tendência "natural" é resistir, não aceitar. Combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento.

Dessa forma prolongamos a situação.

Resistir só nos mantém presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais pesado.

Quando não nos aceitamos ficamos amargos, revoltados, aprisionados, frustrados insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza e esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades, nunca trazem solução.

E, muitas vezes achamos que os outros ou as coisas são responsáveis pelos acontecimentos. E não são.

Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio.

Aceitar é o que nos leva à Fé. Aceitação é um passo concreto para deixar a vida mais leve, mais alegre e mais saudável.


Ter muitos propósitos a serem atingidos é nossa atitude saudável diante da vida.Estar grato colabora e muito para aprender a aceitar.

Aceitar se refere ao momento presente, ao agora. No instante que você aceita, você se entrega ao que a vida quer lhe oferecer e novas idéias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento.
“A dor existe, mas sofrer é excepcional, é uma escolha”.

Quer ser feliz? Aceite!

Não se esqueça: Você só pode mudar a você mesmo.


Autor: Desconhecido


terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Bordado


Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto ela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:

- Mãe, o que a senhora está fazendo?

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.

Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:

- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:

- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?

- Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?

- Por que estavam cheios de pontas e nós?

- Por que não tinham ainda uma forma definida?

- Por que demorava tanto para fazer aquilo?

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:

- Filho, venha aqui e sente em meu colo.

Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!

Então minha mãe me disse:

- Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:

- Pai, o que estás fazendo?

Ele parece responder:

- Estou bordando a sua vida, filho.

E eu continuo perguntando:

- Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.

O Pai parece me dizer: 'Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e... Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.'

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.

É que estamos vendo o avesso da vida!

Do outro lado, Deus está bordando...


Texto de Damásio de Jesus

 

 
Hoje ouvi algumas vezes uma música do Jorge Vercilo - O que eu não conheço.
Esse texto e a música tem muito em comum.



O que eu não conheço
Jorge Vercilo

O mais importante do bordado
É o avesso
É o avesso
O mais importante em mim
É o que eu não conheço
O que eu não conheço
O que de mim aparece
É o que dentro de mim Deus tece
Quando te espero chegar eu me enfeito, eu me enfeito
Jogo perfume no ar
Enfeito meu pensamento
Às vezes quando te encontro
Eu mesma não me conheço
Descubro novos limites
Eu perco o endereço
É o segredo do ponto
O rendado do tempo
É como me foi passado o ensinamento

sábado, 25 de agosto de 2012

Seja fiel a si mesmo

Seja fiel a si mesmo.  
Uno, tem que ser responsável para com o ser. 
Sempre ouça seus próprios sentimentos - não há necessidade de olhar ao redor...  . 
Não olhe para os outros.  Olhe para si mesmo e deixe a raiva - que assumam o risco!!.    
Antes que uma criança tome consciência do que é real, ela tem sido ensinada a suprimi-lo. De forma inconsciente, as formas mecânicas, ele vai para suprimir sem saber o que ele está fazendo. .Não há maior risco que a supressão.
Se você suprimir você, perderá todo o entusiasmo pela vida. Você vai perder toda a vida. É tóxico.. envenena o ser. 
Ouça... Ouça o coração, e tudo está lá, traga-o para fora.  
Seja fiel a si mesmo - não há nenhuma outra responsabilidade...  
Uno tem que ser responsável para com o ser.  
Você é responsável perante o seu próprio ser.
 


OSHO


Acho interessante esse posicionamento de OSHO. Afinal, há maior traição do que trair a si mesmo?
Ser fiel a si mesmo não quer dizer que devemos e podemos sair por ai agindo sem respeitar os demais. Ser fiel a si mesmo não é ser fiel ao seu ego. É ser fiel ao seu ser. Ao seu eu verdadeiro, a sua essência. Como em essência somos um só, somos puro amor, a nossa essência sabe como agir e o que escolher de forma a beneficiar a todos.

 

sábado, 11 de agosto de 2012

Você se conhece por inteiro ou só a metade?






METADE

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.



Música de Oswaldo Montenegro

domingo, 15 de julho de 2012

Sincronicidade


Você sabia que o Universo se comunica conosco o tempo todo e nos envia respostas, mensagens e sinais, de acordo com nossos desejos e necessidades?

Estes sinais se manifestam através do fenômeno que conhecemos como sincronicidade, ou seja, no momento em que você necessita de algo, ou de que alguma situação aconteça, aquilo se manifesta repentinamente em sua vida.

Mas eles não se apresentam somente com soluções grandiosas ou espetaculares. Manifestam-se igualmente nos acontecimentos rotineiros.

A prova incontestável de que você está vivendo e atuando numa parceria harmoniosa com a vida, é a presença destas sincronicidades em seu dia-a-dia. Para percebê-las, é necessário que você esteja atento e consciente de que o Universo sempre responde, de alguma forma, a todos os seus pedidos.

Se você vinha recebendo estes presentes e, de repente, eles pararam de acontecer, saiba que algo saiu do eixo em seu plano de vida. É indício de que você se deixou perturbar por alguma forma de negatividade que gerou um curto circuito em seu equilíbrio.

Este é um sinal de que é hora de se re-equilibrar, se harmonizar e re-conectar com seu ser existencial, aquele que direciona suas ações sempre para um caminho positivo para você e para o mundo.

Um dos meios de evitar esta desconexão é parar de julgar, a si próprio e as outras pessoas. Esta atitude impede que criemos novos laços cármicos, geradores de sofrimento."

Texto de OSHO

domingo, 8 de julho de 2012

Como encontrar sua intuição



Diferencie pensamentos de intuição e tenha real poder pessoal

Falar em intuição é fácil, difícil é saber distingui-la de um mero pensamento. Teoricamente, todos os seres humanos são intuitivos, pois a intuição é nossa própria voz que chega direto à nossa mente e coração, sem influências e más interpretações. Ela não tem, na verdade, nada de místico.Ela é real e faz parte de nossas vidas desde sempre.

O que acontece é que vivemos numa sociedade na qual o silêncio é pouco aproveitado e valorizado. Se estamos sozinhos, nos fazemos companhia criando um diálogo sem fim dentro da mente, como se fôssemos pessoas tagarelas, pulando de um assunto a outro, sem muita conexão, apenas para preencher o vazio.

Conexão consigo mesmo

E, quando estamos com alguém, pensamos ser estranho ficarmos em silêncio, pois a sociedade impõe "fazermos sala", darmos atenção, etc. Então, o que realmente preenche nossas vidas são uma série de pensamentos artificiais de coisas que precisamos fazer, de situações que já se foram, de preocupações, ansiedades, justificativas internas e um monte também de besteiras com quais não precisaríamos perder nosso tempo.

Mesmo assim, de vez em quando somos brindados com um momento de grande lucidez e calma, no qual temos certeza do que precisamos fazer. Quando isso se dá, sabemos que estamos experimentando intuição. Porém, como se pensa que é algo do qual não temos controle, acreditamos que é um momento especial que somente poucas pessoas podem vivenciar e continuamos presos em nossas rotinas de dúvidas.

Por isso, aqui vão algumas dicas de como acessar a intuição todos os dias, melhorando sua qualidade de vida:
  • Cultive o silêncio, mesmo quando estiver sozinho. Você não precisa pensar o tempo todo para ser eficiente;
  • Pensar é diferente de ter pensamentos. Isso significa que é melhor ter qualidade do que quantidade. Se você já decidiu algo, ficar pensando e repensando se é mesmo o que devia ter feito, só irá lhe deixá-lo mais inseguro e desgastado;
  • Foque mais no presente. Lembrar do passado e projetar o futuro também gasta energia e tempo precioso. Além disso, lhe impedem de prestar atenção ao que realmente é importante no seu dia-a-dia;
  • Todos os dias reserve um momento para entrar em conexão consigo mesmo. Tente perceber o que realmente está sentindo e quais são os pensamentos mais frequentes. Pode ser que você esteja se enganando ou não se permitindo realizar algo e, isso só é possível de perceber quando nos aquietamos;
  • Não duvide de si mesmo. Se você sentir que deve fazer algo, faça. Não se ridicularize ou se deixe vencer pelo raciocínio. Muitas vezes a intuição nos leva por caminhos improváveis que são exatamente aquilo que precisamos para sermos felizes.

Texto de Vanessa Mazza
Fonte: http://www.personare.com.br/como-encontrar-sua-intuicao-m690




domingo, 24 de junho de 2012

Renascimento é respiração


Renascimento é respiração
Tudo o que vivemos se reflete na nossa respiração e por isso é muito freqüente dizermos e escutarmos coisas como "estou com o peito apertado", "tenho me sentido sufocado", "não tenho tido tempo nem para respirar", "preciso tirar umas férias para experimentar outros ares", "estou sem inspiração", etc. Mesmo sem percebermos, falamos muito de respiração. Mas respiramos pouco e mal... Isso pode ser fácil e rapidamente mudado. Da mesma forma que as tensões da vida geram tensões na respiração, quando desenvolvemos consciência da nossa respiração e a tornamos relaxada e fácil, estamos produzindo um efeito em todos os campos da nossa vida. Os efeitos do Renascimento são profundamente terapêuticos e diariamente presenciamos curas de disfunções respiratórias, stress, ansiedade, fobias, pânico e diversos outros desequilíbrios. Mas o que é mais freqüente são os relatos de alívio, bem-estar, surgimento de compreensão, integração, aceitação, experiências prazerosas de contato com o próprio corpo e aprofundamento em estados meditativos.

Um pouco da história

Tudo começou no Oriente, com os iogues e professores de meditação. Algumas das técnicas de respiração chegaram ao Ocidente e, nos anos 70, um americano estava tomando um banho quente quando começou a sentir que já era hora de sair (aquele amolecimento que sentimos após muito tempo no calor). Leonard Orr ficou curioso para saber o que aconteceria se ficasse por mais uma hora ainda. Ficou, e após alguns minutos sua respiração começou a se alterar e passou a ter a experiência de estar revivendo seu nascimento. Quando sua vivência terminou, estava se sentindo profundamente relaxado, tranqüilo, feliz e "renascido" - daí o nome Renascimento (Rebirthing). Por muito tempo se acreditou que os resultados obtidos com uma sessão de Renascimento se devessem à água e não à respiração e que seu propósito fosse o de reviver o nascimento e renascer. Hoje em dia, ainda que a água (tanto fria quanto quente) tenha influência no processo, a maioria das sessões são realizadas "a seco".

Como é feito e a quem se destina

Numa sessão de Renascimento, inspiramos e expiramos pela mesma via (nariz ou boca), ligando a inspiração e a expiração, sem pausas - o que chamamos de Respiração Circular. Ajudamos a inspiração para que ela seja profunda e permitimos que a expiração seja solta e relaxada, sem interferências. É só isso que precisamos fazer, o resto acontece. Após alguns minutos começamos a experimentar diversas sensações físicas, tais como alterações de temperatura corporal, formigamentos, pequenos espasmos, tremores prazerosos, etc. Também começam a surgir memórias, emoções, sensação de estar fora do corpo ou de reviver algo específico. O importante no Renascimento é permitir que as coisas aconteçam e continuar respirando sem interferir, apenas acompanhando e observando seu corpo. Após cerca de 1h começamos a experimentar um profundo bem-estar, vitalidade e relaxamento. As sessões de Renascimento duram em média 1h e meia, podem acontecer individualmente ou em grupo, na água ou "a seco", em consultório ou na natureza. Os diferentes ambientes induzem diferentes estados de relaxamento e percepção corporal, emocional e mental. Essa técnica não tem contra-indicação e portanto se dirige a todos que queiram experimentar expansão, prazer e bem-estar, além de estados alterados de percepção. Numa sessão, a técnica é explicada e demonstrada por um Renascedor experiente, que também acompanha todo o processo.

Os Cinco Elementos do Renascimento

Tudo aquilo que algum dia você rejeitou ou recriminou, está guardado no seu sistema como um conteúdo reprimido (tensão mental e corporal), esperando que você lhe dê atenção e o integre ao seu bem-estar.
Através do Renascimento podemos eficientemente integrar esses conteúdos usando as sensações físicas para obter acesso ao nosso Inconsciente. Descrevemos Os Cinco Elementos como o check list do Renascimento. Quando todos os elementos estiverem presentes, a Integração deve ocorrer.
Jim Leonard (não confundir com Leonard Orr), o elaborador dos Cinco Elementos, disse: "o período de tempo que se inicia com o começo da respiração circular e termina com uma integração é conhecido como um "Ciclo Respiratório". Uma das maneiras de descrevermos a diferença que os Cinco Elementos exercem no Renascimento é dizer que seu uso encurta o Ciclo Respiratório. Quando os Cinco Elementos são usados com perícia, cada ciclo respiratório pode ter apenas alguns segundos de duração".
Um conteúdo pode e deve ser integrado conforme vai surgindo, desde o início, quando ainda está num nível sutil. Se não for integrado nessa fase inicial, vai deixando de ser sutil, vai se tornando mais e mais intenso, até que sejamos forçados a nos entregarmos a ele. Se os Cinco Elementos não são usados, a "entrega forçada", será o método para se conseguir alcançar a integração (infelizmente muitos Renascedores não conhecem em detalhe ou não aplicam os Cinco Elementos - trabalham apenas com o primeiro e suas sessões costumam gerar sofrimento). A integração a nível sutil (com o conhecimento e o uso dos Cinco Elementos), promove sensações de conforto e segurança no Renascimento.


Apresentamos a seguir, de forma bastante resumida, os Cinco Elementos:

Primeiro Elemento: Respiração Circular

Significa que o ar entra e sai pela mesma via (boca ou nariz, e que a respiração acontece sem solavancos, sem pausas - mal termina uma fase (inspiração ou expiração), já começa a outra e elas têm a mesmo duração. Ênfase na inspiração e no relaxamento da expiração.

Segundo Elemento: Relaxamento total

Significa que não há qualquer controle sobre a expiração, aproveitando cada uma delas para permitir que o corpo e a mente se entreguem e se soltem mais e mais profundamente.

Terceiro Elemento: Consciência Detalhada

Significa estar presente e percebendo cada sensação do corpo, emoção surgindo, sentimento, imagem, pensamento, som, diálogo interno, etc.

Quarto Elemento: Integração ao Êxtase

Significa não lutar contra nada, mas sim permitir que tudo se expresse em você - sem ajudar, sem atrapalhar, apenas dando as boas vindas a tudo o que acontece, da forma como acontece. Este elemento induz a mente a experimentar extaticamente (são na verdade um amplo conjunto de reconhecimentos, como por exemplo, reconhecer que "é muito melhor esse conteúdo estar vindo à tona agora, que estou respirando numa sessão de Renascimento, do que amanhã, quando estarei falando em público").

Quinto Elemento: Faça o que fizer, sempre funciona

Significa que não há uma respiração errada - mesmo que você faça uma respiração bem diferente da do renascimento, pouco eficiente em termos de integração, ainda assim algo em você irá se integrar. É um elemento que gera relaxamento, pois é necessária uma certa prática para se estar atento a todos os quatro primeiros elementos.

Fonte:http://www.renascimento.com.br/renascimento/deep.htm

Recomendo a todos essa experiência maravilhosa. É realmente transformador.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A mente é um tipo de droga



A mente é um tipo de droga, ela o mantém drogado.
Você tem que se livrar da mente,  você tem de colocá-la de lado.
Então não há questão alguma de se entender, você simplesmente vê a verdade.
É uma questão de ver, não de entender.
... Eu estou levando você em direção ao estado de não-mente  e você está tentando entender isso através da mente, isso é impossível.
A mente não tem qualquer capacidade de entender a não-mente, a não-mente é incompreensível,
obviamente, a mente não consegue compreendê-la, consegue somente negá-la.
Coloque a mente de lado.
Enquanto você estiver me escutando, não tente entender, simplesmente escute silenciosamente.
Não considere se o que eu estou dizendo é verdade ou não.
Não se preocupe com sua verdade ou inverdade.
Não estou lhe pedindo para acreditar, por isso não há qualquer necessidade de pensar sobre sua verdade ou inverdade.
Me ouça exatamente como você ouve os passarinhos cantando ou o vento passando através dos pinheiros ou o som da água correndo.
Mas você permanece fixo na cabeça.
A cabeça o mantém quase bêbado com pensamentos, idéias, interpretações.
Tome cuidado com a sua mente!
Você nunca pensou sobre ela como uma droga, ela é uma droga muito sutil e a sociedade vai drogando-o desde a sua infância.
Ela se torna parte e parcela da sua vida e colore tudo.
O que quer que você veja, você vê através dela,
o que quer que você escute, você escuta através dela, e ela é rápida para interpretar a favor ou contra.
Ao me ouvir, se você estiver pensando sobre a favor ou contra, você continuará me perdendo.
Você não sabe aonde você se encontra, o que está fazendo, quem é você. Todo o meu esforço aqui é para trazê-lo para os seus sentidos, da sua mente para os seus sentidos.
A mente o mantém em um tipo de loucura.
A mente é loucura, a diferença é somente de grau.
As pessoas loucas foram um pouco além de você, isso é tudo.
Pode ser que você esteja na mente uns noventa graus, uma outra pessoa em noventa e nove, e uma outra cruzou a fronteira de cem graus, então ela é louca.
Mas o único homem são é aquele que se retirou da mente, porque então a sua visão é clara, sem nuvens, sua consciência é pura, como um espelho sem qualquer poeira.
Meditação significa desligar-se dessa corrente: nem pensar nem sonhar,  simplesmente ser. E então, de repente, você verá o que estou dizendo. Não será uma questão de estar convencido da sua veracidade, será uma realização. E a verdade nunca é uma conclusão, ela é sempre uma realização, uma revelação."
 

OSHO

terça-feira, 22 de maio de 2012

Intimidade



Todo mundo tem medo da intimidade — se você tem consciência disso ou não, é outra coisa. Intimidade significa expor-se perante um estranho — e somos todos estranhos; ninguém conhece ninguém. Somos estranhos até para nós mesmos, porque não sabemos quem somos.

A intimidade aproxima você de um estranho. Você tem de baixar todas as suas defesas; só então a intimidade é possível.

E o medo é tanto que se você baixar todas as suas defesas, todas as suas máscaras, quem sabe o que o estranho fará com você? Todos escondemos mil e uma coisas, não só dos outros mas de nós mesmos, porque somos produtos de uma humanidade doente, com todos os tipos de repressões, inibições, tabus.

E o medo é tanto que com alguém que seja um estranho — e não importa que você tenha vivido com a pessoa por trinta, quarenta anos: a estranheza nunca deixa de existir — parece mais seguro manter algum tipo de defesa, uma certa distância, porque o outro pode levar vantagem sobre as suas fraquezas, sobre as suas fragilidades, sobre a sua vulnerabilidade.

Todo mundo tem medo da intimidade. O problema se complica ainda mais porque todo mundo quer intimidade. Todo mundo quer intimidade porque, do contrário, estaríamos sozinhos no universo — sem amigos, sem um amor, sem alguém em quem confiar, sem ninguém a quem você possa abrir todas as suas feridas.

E as feridas não podem se fechar a menos que estejam abertas. Quanto mais você as esconde, mais perigosas elas se tornam. Elas podem se tornar cancerosas.

Por um lado a intimidade é uma necessidade essencial, portanto todo mundo anseia por ela. Você quer que a outra pessoa seja íntima, de modo que a outra pessoa abaixe as defesas dela, torne-se vulnerável, abra todas as suas feridas, derrube todas as suas máscaras e falsas personalidades, fique nua como ela é.

E, por outro lado, todo mundo tem medo da intimidade — você quer ser íntimo da outra pessoa, mas não abaixa as suas defesas. Esse é um dos conflitos entre amigos, entre pessoas que se amam: ninguém quer abaixar as próprias defesas e ninguém quer se expor em total nudez e sinceridade, abrir-se — e ambos necessitam de intimidade.

A menos que se dispa de todas as suas repressões, inibições — que recebeu da sua religião, da sua cultura, da sua sociedade, dos seus pais, da sua educação —, você nunca será capaz de ser íntimo de alguém. E você terá de tomar a iniciativa.

Mas se você não tiver nenhuma repressão, nenhuma inibição, então também não terá feridas. Se viver uma vida simples, natural, não existirá medo da intimidade, mas a excepcional alegria de duas chamas aproximando-se ao ponto de quase se tornarem uma única chama. E o encontro será imensamente gratificante, satisfatório, realizador.

Mas, antes de tentar chegar à intimidade, você deve limpar completamente a sua casa.

Apenas um homem que pratica a meditação pode permitir que a intimidade aconteça. Ele não tem nada a esconder. Tudo o que ele temia que alguém viesse a saber, ele próprio já deixou para trás. Em seu coração ele guarda apenas o silêncio e a compaixão.
Osho, em "Intimidade: Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros