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domingo, 28 de agosto de 2016

Você não é o que pensa que é


Aquilo que você chama de “meu jeitinho” não é você. Suas manias; aquilo que te deixa melindrado, delimitando espaço ou pedindo licença porque não se permite, porque tem medo de intimidade, porque tem medo de perder a sua individualidade, não é você. Você não é o seu conjunto de particularidades, apenas as criou para poder realizar o seu projeto de sofrimento. Você não é uma personalidade em constante ameaça, que só pensa em proteger tudo que é seu: seu tempo, seu espaço, seus amigos, seu país, seu umbigo, sua culpa, suas coisas, seus melindres.

O amor dissolve o ego e nele você perde o controle sobre aquilo que você pensa que é e sobre aquilo que você pensa que é seu. O amor desestrutura e você é o amor, portanto tem medo de encontrar a si mesmo. Seu controle disfarçado de proteção é a sua resistência em se encontrar. Seu controle é o mantenedor do mecanismo ilusório que te faz sofrer chamado ego e este mecanismo é o que te faz ir contra o fluxo amoroso que está pacientemente tentando te guiar todos os dias pelo caminho da felicidade.

É preciso soltar o leme, soltar a resistência ao que é bom pra você e aceitar que você não sabe qual é o melhor caminho, pelo menos enquanto servir a dois senhores (ego/amor). O ego te faz desejar coisas, quanto mais você deseja mais se distancia destas coisas. Quando você atrai algo motivado pelo desejo a sensação de falta continua presente e com ela o medo. É bem provável que apesar de possuir o que tanto desejou o sofrimento também esteja presente nesta relação. Você é tudo, o que deseja e o objeto desejado e nada está te faltando. Enquanto não entrar em fusão amorosa com objeto desejado o resultado será sempre sofrimento porque está olhando a partir da falta. Se eu quero amor eu me torno amor, simples assim. Se eu vejo algo a partir do amor eu admiro, eu não quero pra mim, eu contemplo com uma felicidade tal que me torno aquilo que muito provavelmente se manifestará em minha vida, eu me fundo com o objeto amado. Para que isso aconteça é necessário sair do próprio umbigo, quem deseja é o umbigo, é o ego, o amor só expande a admiração ao objeto admirado. O amor tem tanto que sai de si e se estende até o outro porque sabe que não está limitado a uma história num corpo, o amor sabe que também é o outro. Você não é esta pequena história com começo e fim dentro de um corpo. Você o amor, você é a Vida, ilimitada, eterna, sem tempo nem espaço, em comunhão com tudo e com todos.


Texto de Marcela Leal

domingo, 21 de agosto de 2016

A cegueira do julgamento


Você não tem todas as informações envolvidas numa cena pra julgar. Você nunca terá! Você nunca tem como saber o que está acontecendo de verdade se tentar identificar a cena de acordo com o que você tem na mente. É por isso que, ao olhar para uma cena, devemos apenas observar. O que significa observar? Significa não colocar a sua interpretação do fato na cena. A partir do momento que você interpretou, de acordo com as referências que tem na sua mente; referências estas frutos de crenças, você julga, e então não vê mais nada como é de verdade.

A partir do momento que você julgou a cena a sua visão real se turva, você entra no medo e começa a projetar a partir do medo. É como se você criasse em cima da cena real uma cena imaginária. Você olha pra cena e busca no cenário apenas elementos que confirmem seu medo, você não está mais vendo. Você está cego!

Por exemplo: Um casal de namorados. O rapaz sai em viagem de trabalho e numa das noites posta uma foto de uma taça de vinho numa rede social (ele gosta de vinho estava bebendo com um amigo no bar do hotel antes de dormir). No mesmo instante, a namorada em casa vê a foto da taça de vinho e, na mente dela, de acordo com as crenças DELA, vinho significa romantismo, e seu namorado + uma taça de vinho = traição. Como ela entra no medo, afinal já foi traída, não existe mais nenhuma possibilidade de interpretação para esta foto, só a possibilidade de traição mesmo. Então ela começa a fuçar as redes sociais dele e vê fotos e trocas de comentários dele com uma garota bonita (prima dele, mas ela não sabe) e enlouquece. O ego a afasta para que julgue sozinha, o ego sentencia e decide que o réu é culpado de acordo com a viagem que o medo na cabeça dela criou. O ego dá o veredito final. 
O veredito final será sempre a separação, a função do ego é a separação. Então a garota desliga o celular e no dia seguinte não atende nenhuma das ligações do rapaz, afinal ele é um traidor e aquele vinho ele estava tomando com aquela garota numa noite romântica. Ela decide terminar tudo, por mensagem. Pergunta se até hoje o cara da taça de vinho sabe o que aconteceu?

É preciso muito diálogo e pouco julgamento pra que as pessoas se entendam. Por outro lado entrar num caminho sem volta é fácil porque todos nós temos problemas de autoestima. Rejeição e sofrimento nos relacionamentos infelizmente nos parecem algo mais “seguro” do que lidar com este desconhecido ameaçador chamado amor ou esta desconhecida chamada paz. Poucos de nós conseguem ultrapassar esta barreira de mentiras e viver as coisas de forma verdadeira e pacifica. É preciso limpar todas a crenças pra se relacionar de forma verdadeira com quem quer que seja, sem olhar pro outro através das lentes de uma mentira qualquer. Esta mentira certamente não é o outro. Você não conhece o outro. Se disponha a conhecer sem julgar. Portanto, muito cuidado ao olhar pra uma cena, não julgue, a partir do momento que você acha que sabe o que esta acontecendo você já esta mentindo. Só quem tem todas as informações envolvidas em uma cena é Deus ou o Todo, como preferir. E é a ele que você deve recorrer pra que te mostre a verdade sobre o fato. Não julgue, peça a verdade sobre o que está vendo, reconheça que você não sabe o que está acontecendo e ela virá, sem sofrimento. A verdade é feliz!
Texto de Marcela Leal

domingo, 14 de agosto de 2016

O NÃO REAL E AS MENTIRAS



"Assim, quando você se esconde atrás de fachadas, o real começa a morrer"
E essa é uma das leis fundamentais da vida: tudo aquilo que você esconde, se for errado, continuará crescendo. Aquilo que você expõe, se for errado, desaparece, evapora ao sol, e se for correto será nutrido. Exatamente o oposto ocorre quando você esconde alguma coisa correta, ela começa a morrer porque não está sendo nutrida. Ela precisa do vento, da chuva e do sol. Ela precisa de toda a natureza disponível para ela. Ela consegue crescer somente com a verdade, ela se alimenta com a verdade. Pare de lhe dar seu alimento e ela começa a diminuir.
E as pessoas estão acabando com aquilo que é real nelas e reforçando aquilo que não é real. A sua face não verdadeira se alimenta com mentiras, por isso você tem que continuar inventando mais e mais mentiras. Para dar sustentação a uma mentira você terá que mentir cem vezes mais, porque uma mentira só pode ser sustentada por mentiras ainda maiores.
Assim, quando você se esconde atrás de fachadas, o real começa a morrer e o não real prospera, torna-se mais robusto. Se você expuser-se, o não verdadeiro irá morrer, ele estará pronto para morrer, porque o não verdadeiro não consegue permanecer no aberto. Ele consegue permanecer apenas em sigilo, na escuridão, nos túneis da sua inconsciência. Se você o trouxer à consciência, ele começará a evaporar.

OSHO

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Espiritualidade e iluminação



Se espiritualizar ou se iluminar não são os objetivos. Enxergar é o objetivo! Iluminação é ver! Ver primeiro a si mesmo para ver o outro. Iluminação é o fim de todas ilusões. Enquanto acharmos que espiritualidade é um "algo a mais" que nos oferece proteção, uma moda de "boas vibrações", um meio de alcançar um "eu iluminado" ou ainda um dom místico exclusivo de poucos, estamos ainda na cegueira da dualidade. Enquanto acharmos que existe uma espiritualidade separada da vida, estamos ainda fechados a nos ver em todos os aspectos.
Espiritualidade é consciência! E ela abrange tudo. Como você se relaciona? O que sente/pensa, normalmente? Quais os teus hábitos alimentares? Sente propósito no que faz? Está vivendo o presente em paz? Consegue ver o papel que desempenha no ambiente aonde está? Como lida com os conflitos? Está aberto a se compreender e sair do vitimismo? Vê o que o teu relacionamento quer te despertar? Consegue enxergar através do outro? Saiu da programação mental coletiva? Quais são os teus medos?
As questões são muitas. Mas todas são respondidas, pois a essência da busca é essa... Compreensão! Entendendo que o sofrimento vem da inconsciência, do não entendimento, você, naturalmente, se abre a verdade e se liberta das projeções mentais. E então, abre os presentes que vêm do ser, que são abundantes e inomináveis. Eles já estão guardados em você.
Desperte!

Texto de Valéria Centenaro

terça-feira, 21 de junho de 2016

Entendendo as emoções: Medo e Coragem, duas faces da mesma moeda



As histórias de ficção encantam a humanidade desde o início dos tempos porque revelam segredos escondidos no inconsciente. Embora interfiram em nosso jeito de ser, não raro, demoram a ser decodificados. Justamente lá, no inconsciente, por ser território selvagem, as sombras atuam e terminam por alterar nossas vidas. Através das aventuras imaginárias narradas nos livros ou nas telas, o herói enfrenta vilões perigosos, encontra dificuldades inesperadas, precisa superar limites, aprende com perdas e frustrações para no final encontrar o maior tesouro: ele próprio.
A ficção, no fundo, conta a história de cada um de nós disfarçada com outra roupa, cenário e maquiagem. A necessidade que temos do herói nasce ao identificarmos a coragem indispensável para enfrentar nossos dragões e permitir que o melhor em nós floresça. O guardião dessa ponte que todos precisam atravessar é o medo.
O medo é o pai de todas as sombras. O ciúme nasce do medo de que a pessoa amada nos abandone; a inveja vem do medo de que a vida do outro seja mais bonita que a nossa; a raiva nada mais é do que medo de olhar no espelho e enfrentar quem realmente somos; a mágoa surge no momento que nosso medo tenta nos defender das nossas próprias limitações; a vitimização nasce do medo de negar os desafios inerentes à evolução; a fuga da realidade é o medo de enfrentar a verdade. A lista é enorme, porém temos sempre o medo à espreita na tentativa de nos impedir a caminhar através da fantástica e infinita Estrada da Luz.
“As maiores batalhas são travadas dentro de nós”, costumava repetir o velho monge do mosteiro da montanha. Ignorar o cárcere o torna ainda mais cruel. Os heróis apenas são assim denominados porque ousaram enfrentar as suas próprias sombras, justo aquelas que mais tememos ou fingimos não existir. “Só há coragem onde antes existia o medo”, alertava. 
O medo surge do instinto animal de sobrevivência e pode nos ser útil para alertar de perigo próximo. Apenas isto, pois além disto o medo se torna sombra, domina e aprisiona nos porões dos sentimentos densos e pensamentos obscuros. Na prisão sem grades do medo, costumamos negar a cela por não enxergarmos o que nos limita, paralisa ou tira do caminho. Mais do que sexo, poder ou dinheiro é o medo que acaba por mover parte do mundo. Só que para o lado errado.
Tudo que a vida quer da gente é coragem. Coragem para mergulhar dentro de si, se conhecer por inteiro e se transformar. Deixar para trás ideias e atitudes ultrapassadas, inventar um novo jeito de ser. Coragem para aceitar e abraçar o caminho, após vislumbrá-lo. Depois, coragem para percorrê-lo. Nisto consiste a valentia de enfrentar o medo escondido nos labirintos escuros da alma com as lamparinas do amor e da sabedoria. Sim, nossas sombras são os grandes adversários a serem enfrentados, entendidos e transformados. 
A cada sombra iluminada é como se o herói – não esqueça, cada qual é o herói da própria história – adquirisse uma nova espada ou magia e ficasse mais forte para continuar rumo à missão de salvar a linda e amada princesa. Ou seja, lapidar a pedra da existência até que se revele o diamante da alma. Pura luz. É para isto que as histórias servem, é isto que as histórias querem nos revelar.
Repare que em alguns terrenos da vida já caminhamos com tranquilidade e despidos de qualquer medo. Situações que antes apavoravam, hoje estão superadas por completo, nos permitindo transitar sem maiores sustos ou tensão. Já não representam mais obstáculos. Significa que já tivemos coragem de enfrentar alguns de nossos medos. São dificuldades e traumas ancestrais, sociais ou culturais que impedem de dizer “sim” quando entendemos ser o correto, de falar “não” quando nos faz mal, de escolher livremente quem queremos ser e por onde seguir (mesmo que muitos, ainda assombrados por medos e preconceitos, gritem que estamos errados ou para recuarmos).
Enfim, de viver o melhor da nossa essência. Desde o medo do quarto escuro da infância até a enfrentar um superior no ambiente de trabalho que discordamos do seu modo de agir, mas calamos por recear perder o emprego ou, por temer conflitos, em estabelecer limites necessários na convivência familiar para encontrar a verdadeira paz no lar. Assim, aos poucos, conseguiremos afinar a percepção, desalgemar as escolhas e revelar a beleza que existe dentro de cada um de nós na exata medida que enfrentamos os medos e nos transformamos.“Cada momento deste significa uma batalha vencida. Neste instante sorria consigo em silêncio como forma de prece, você adquiriu um novo dom. Os medos são ritos de passagem, ou portais, que ultrapassados aprimoram e fortalecem o andarilho na grande travessia da vida. A coragem do herói reside na alma todos. Use-a”, ensinava o velho monge.
Autor: Yoskhaz 
Fonte: http://estaremsi.com.br/entendendo-as-emocoes-medo-e-coragem-duas-faces-da-mesma-moeda/

sábado, 7 de maio de 2016

CONSCIÊNCIA: O CAMINHO PARA ESCAPAR DO SOFRIMENTO




A maior parte do sofrimento humano é desnecessária. Ele se forma sozinho,
enquanto a mente superficial governa a nossa vida.

O sofrimento que sentimos neste exato momento é sempre alguma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é.  No nível do pensamento, a resistência é uma forma de julgamento. No nível emocional, ela é uma forma de negatividade. O sofrimento varia de intensidade de acordo com o posso grau de resistência ao momento atual, e isso, por sua vez, depende da intensidade com que nos identificamos com as nossas mentes. A mente procura sempre negar e escapar do Agora. Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente.

Por que a mente tem o hábito de negar ou resistir ao Agora? Porque ela não consegue funcionar e permanecer no controle sem que esteja associada ao tempo, tanto passado quanto futuro, e assim ela vê o atemporal Agora como algo ameaçador. Na verdade, o tempo e a mente são inseparáveis.

Imagine a Terra sem a vida humana, habitada apenas por plantas e animais. Será que ainda haveria passado e futuro? Será que as perguntas “que horas são?” ou “que dia é hoje?” teriam algum sentido para um carvalho ou uma águia? Acho que eles ficariam intrigados e responderiam: “Claro que é agora. A hora é agora. O que mais existe?”

Não há dúvidas de que precisamos da mente e do tempo, mas, no momento, em que eles assumem o controle das nossas vidas, surgem os problemas, o sofrimento e a mágoa.
Para ter certeza de que permanece no controle, a mente trabalha o tempo todo para esconder o momento presente com o passado e o futuro. Assim, a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, ficam encobertos pelo tempo e a nossa verdadeira natureza é obscurecida pela mente. Todos nós sofremos ao ignorar ou negar cada momento precioso ou reduzi-lo a um meio para alcançar algo no futuro, algo que só existe em nossas mentes, nunca na realidade. O tempo acumulado na mente humana encerra uma grande quantidade de sofrimento cuja origem está no passado.

Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, não crie mais tempo, ou, pelo menos, não mais do que o necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de “criar” tempo? Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do Agora o foco principal da sua vida. Se antes você se fixava no tempo e fazia rápidas visitas ao Agora, inverta essa lógica, fixando-se no Agora e fazendo visitas rápidas ao passado e ao futuro quando precisar lidar com os aspectos práticos da sua vida. Diga sempre “sim” ao momento atual. O que poderia ser mais insensato do que criar uma resistência interior a alguma coisa que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à própria vida, que é agora e sempre agora? Renda-se ao que é. Diga “sim” para a vida e veja como, de repente, a vida começa a trabalhar mais a seu favor em vez de contra você.


Extraído do livro O poder do Agora de Eckhart Tolle

sábado, 5 de setembro de 2015

Ho'oponopono





"Eu limpo para estar na Presença de Deus. Uma vez lá, a Divindade me dará tudo que é perfeito e correto para mim. Eu só sei isso. Esta é a Meta da minha vida. Se  eu tenho qualquer meta ou objetivo, é estar na Presença de Deus."
Dr. Ihaleakalá Hew Len - 23 de Janeiro, 2008

Em Havaiano, Ho'o significa “causa”, e ponopono quer dizer “perfeição”, portanto Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo”.
Você pode através desse sistema se livrar das recordações que tocam repetidamente na sua mente (aquela conversa mental interna incessante - principalmente depois de situações estressantes e desagradáveis) e encontrar a Paz.
Sem os pensamentos se repetindo, sem crenças limitadoras, sem condicionamentos, sem as lembranças dolorosas, um espaço vazio se abre dentro de você.  O Ho’oponopono lhe permite soltar estas recordações dolorosas, que são a causa de tudo que é tipo de desequilíbrios e doenças. Na medida em que a memória é limpa, pensamentos de origem Divina e Inspiração ocupam o vazio dentro de você. A única coisa que devemos fazer é limpar; limpar todas as recordações, com quatro simples frases que abrangem tudo:
Sinto muito.                Me perdoe.                Te amo.                  Sou grato.

As frases estão relacionadas às quatro jóias de Jesus: 
Compaixão - Humildade - Amor -  Gratidão.

Lembrem-se, um problema é uma memória repetindo uma experiência do passado. O Ho’oponopono é um apelo a Divindade para cancelar as memórias que estão se repetindo como problemas. O Dr. Len mantém      essa frase em mente sempre; “A paz começa comigo”, é o que ele procura praticar embora ainda tropece vez ou outra.

Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas memórias que compartilhamos com as outras pessoas. Pesquisas mostram que á todo momento existem 11 milhões de “bits” de informação em nossa volta, mas só percebemos 15 “bits”, e são em cima desses “bits” que julgamos as coisas! Portanto, não sabemos o que realmente está acontecendo. Então dizemos para a Divindade; “Se existe algo acontecendo em mim que me faça vivenciar as pessoas de determinada maneira, eu gostaria de liberar isso.” Largando de mão essa vontade de consertar as coisas, de mudar as pessoas, deixando Deus fazer, nós mudamos nosso mundo interior o que causa uma mudança também no mundo externo.
Ser 100% responsável é um caminho de pedras, por ser o intelecto tão insistente. Quando nos ocorre um problema o intelecto sempre busca alguém ou alguma coisa para culpar. Insistimos em procurar fora de nós a origem dos nossos problemas. 

A kahuna* Morrnah Simeona, professora do Dr. Len, ensinava que; ”Estamos aqui somente para trazer Paz para nossa própria vida, e se trazemos a Paz para nossa vida tudo em nossa volta descobre seu próprio lugar, seu ritmo e Paz.”. 
Esta é a essência do processo Ho’oponopono.

*”Kahuna” em Havaiano significa “guardião do segredo”


Fonte: http://www.hooponopono.ws/o-que-e.php

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O QUE É E COMO SE CONSTRÓI “O CORPO DE DOR”




Para a maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos- o pensamento acontece em nós.
“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.
A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.
O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.
A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.
A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo- a ameaça vem da mente.
O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.
Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja- tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: INFELICIDADE.
Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.
O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.
Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos- o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.
Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida.
Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.
Pode ser um verdadeiro choque quando- talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.
A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes- e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.
Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um “corpo de dor”, no entanto seria sensato escolher alguém que não tivesse um “corpo de dor” tão denso. O começo da nossa libertação do “corpo de dor” está primeiramente na compreensão de que o temos.
É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente.
No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.
A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.

Texto de – Eckhart Tolle

sábado, 31 de janeiro de 2015

O Arquétipo do Sabotador

Este arquétipo tem várias faces: pode ser “o crítico”, “o perfeccionista”, “a vítima”, “o prestativo”, “o viciado em trabalho”, “o racional”, “o ansioso”, “o hiperativo”, “o controlador”, “o esquivo”.


É um arquétipo difícil de entender, porque o seu nome está associado à traição. Contudo, o propósito deste arquétipo não é sabotar-te, mas ajudar-te a aprender os muitos modos pelos quais tu te enfraqueces. Com que freqüência põe planos novos em movimento e acabas por não fazer nada por causa dos medos que arruínam esses planos otimistas? Ou começas uma relação nova e a seguir destrói-la porque começas a imaginar um resultado doloroso? Ou começas uma relação de trabalho com outra pessoa e dás por ti, uma vez mais, numa luta de poder, que poderia ser resolvida pacificamente, mas entra no mesmo padrão destrutivo porque temes a outra pessoa?
Os medos do Sabotador estão relacionados com a baixa auto-estima que o obriga a fazer escolhas que bloqueiam a sua própria capacitação e sucesso. Precisas de enfrentar este arquétipo poderoso, que todos nós possuímos, e fazer dele um aliado. Quando fizeres isso, descobrirás que ele chama a tua atenção para situações nas quais estás em perigo de ser sabotado, ou de te sabotares a ti próprio. Uma vez que te sintas confortável com o Sabotador, aprende a ouvir e a atender as suas advertências, poupando-te o desgosto de cometer sempre os mesmos erros. Se o ignorares, o Sabotador sombra manifestar-se-á na forma de comportamentos autodestrutivos ou no desejo de prejudicar outros.
Para aprenderes a dar-te conta da ação do Sabotador dentro de ti, faz estas perguntas a ti próprio:
• Que medos têm maior autoridade sobre mim? Lista três.
• O que acontece quando um medo se apodera de mim? Torna-me silencioso?
• Eu permito que as pessoas falem por mim?
• Eu aceito algumas coisas por medo que de outra forma não aceitaria?
• Eu deixei que oportunidades criativas passassem por mim?
• Quão consciente estou eu no momento em que me estou a sabotar?
• Eu sou capaz de reconhecer o Sabotador nos outros?
• Eu poderia oferecer conselhos a outros sobre como desafiarem o seu sabotador? Nesse caso, quais seriam?
in ~Sacred Contracts~ Caroline Myss
Tradução Irene Crespo

Fonte: http://corpoinconsciencia.com/2013/10/15/o-arquetipo-do-sabotador/

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A habilidade de se auto-acolher após uma discussão



É nos momentos em que nos desentendemos com os outros que mais temos que nos entender conosco mesmo. Afinal, o desconforto com o outro nos leva a sentir nossa própria desarmonia. Diante de tais situações, o melhor é saber se recolher, dar a si a oportunidade de aumentar a sua compreensão da situação antes que a situação se torne caótica demais.

Toda negatividade se origina de um certo descontentamento. Mas, muitas vezes procuramos a raiz desse descontentamento no lugar errado. Polarizamos os conflitos. Sobrecarregamos pessoas e situações com tantos defeitos que nem nos damos conta que fazemos parte deste conflito.

Não é fácil escutar o descontentamento alheio sem se deixar contaminar pelo próprio desconforto. Por isso, quando uma discussão torna-se apenas um desabafo agressivo, o melhor é refletir antes de sair acusando o outro disto e daquilo. Saber se auto-observar e suportar o silêncio, gerado após de uma descarga de insatisfações de ambas as partes, requer a habilidade de se auto-acolher. Nestes momentos, buscar apoio em nós mesmos nos dá a chance de reconhecer nossas próprias falhas.
O problema surge quando não sabemos como nos auto-acolher. Pois buscamos no outro a base de nossa segurança. Naturalmente, não é fácil encontrá-lo disponível para nos receber, se há pouco havia uma enxurrada de insatisfações. Mas, se estivermos acostumados a depender do estado emocional alheio para nos sentirmos bem, instintivamente começaremos a tentar transformá-lo para que ele possa nos atender em nossa necessidade de ser visto e acolhido. O outro, pressionado por nosso desejo secreto de mudá-lo, pode reagir negativamente e se tornar ainda mais indisponível. A essa altura ambos irão se sentir desconfortáveis sem saber bem o porquê. Afinal, todo esse processo de buscar se acalmar nas condições emocionais alheias ocorre, na maioria das vezes, sem que ambos estejam conscientes de suas carências e intenções. 
Aqui ocorre um grande perigo: Quando não temos a nós mesmos para nos acolher acusamos o outro de não estar pronto para nos receber.

Surge, então, o ressentimento de não ter recebido a atenção que se buscava. É como diz a psicanalista Maria Rita Kehl: O ressentido acusa, mas não está seriamente interessado em ser ressarcido do agravo que sofreu. Afinal, ele não quer liberar o outro de sua punição, quer continuar secretamente a transformá-lo para que ele se adapte as suas demandas.
Lama Michel Rinpoche em seus ensinamentos nos alerta: Agredir o outro é uma forma de auto-agressão. Pois a agressão nos impede de elaborar a nossa raiva interiormente. O quanto o outro quer lhe agredir é uma questão dele, mas o quanto nos deixamos ser agredidos é uma questão nossa.

Numa discussão, aquele que quer mais agredir é o mais fraco interiormente. Quanto mais elaboramos a nossa raiva interiormente, menos precisamos do outro para extravasá-la. Mais uma vez, podemos reconhecer que quando não nos acolhemos perdemos a chance de nos encontrar!

Os mestres budistas nos lembram que o que nos deixa doentes não é o fato de não expressarmos a nossa raiva, mas, sim, o apego ao desejo intenso de expressá-la. É o apego a esse desejo que devemos nos libertar. Para tanto, temos que nos acolher, escutar nossos próprios ressentimentos, faltas e insatisfações. Até sentir o calor da discussão passar...
Uma vez equilibrados, agora, está na vez de acolher o outro. Como?

Uma vez estava muito magoada com algo que um amigo me disse, e Lama Gangchen Rinpoche me falou: Não escute as palavras, elas são apenas a mente. Escute além das palavras. Assim, você vai encontrar o coração e, de coração para coração, algo acontece. Passo a passo.


Texto de Bel Cesar

sábado, 15 de novembro de 2014

A diferença entre o ego e a Alma



A base da alma está dentro, enquanto a base do ego, o referencial, está sempre fora.
A alma vive em constante gratidão e o ego em eterna insatisfação.
O ego nos estressa enquanto a alma nos harmoniza.
A alma é eterna e o ego passageiro.
A alma é sempre plena e o ego é sempre carente.
A alma nos inspira e o ego nos empurra.
A alma sempre apazígua e o ego perturba.
Ela se une a tudo, enquanto ele nos separa de tudo.
Ela sussurra, ele grita.
A alma ama e o ego se apaixona.
Ela nos liberta e ele nos aprisiona.
Ela nos projeta para dentro e para o alto e ele nos leva para fora e para baixo.
Ela é pleno deleite, ele um animal carente.


Texto de: Horivaldo Gomes


terça-feira, 1 de julho de 2014

O que é que o silêncio lhe diz?



Como lidamos com o silêncio? 
Tantas vezes no nosso dia-a-dia temos a oportunidade de reparar que não nos é permitido parar ou sentir um pouco do que é a tranquilidade. Vivemos num mundo com barulho, correrias, pessoas agitadas e com os “nervos à flor da pele”. E, com isto, vamos criando uma distância de nós mesmos, perdendo o espaço necessário para a contemplação, para a meditação e para a reflexão.
Muitas pessoas fogem do silêncio porque não toleram a falta de ruídos e as pausas. Nestas situações, existe muitas vezes a sensação de que não sabemos ficar sem fazer algo, não havendo tolerância, também, para a ausência de pessoas. Recorda-se de algum momento em que recorreu rapidamente ao ruído da TV ou colocar os fones nos ouvidos por sentir uma sensação de desconforto? Muitos casais sentem-se desorientados e não conseguem passar um período de tempo juntos num silêncio cúmplice e amoroso.
O silêncio geralmente é visto como algo negativo. No entanto, o silêncio pode variar em quantidade e qualidade, pode ser espontâneo ou estratégico, voluntário ou forçado, quente ou frio como uma pedra… Além disso, o silêncio é também positivo e necessário. Ouvir o silêncio é importante, apesar de, muitas vezes, ser difícil a sua interpretação. Por outras palavras, o silêncio é uma forma de comunicação que pode e deve ser aprendida.
Na música, o próprio silêncio tem ritmo, e é tão importante quanto o som. As pausas são as figuras que representam os momentos de silêncio na música, e o músico conta estes silêncios com o mesmo valor que tem as notas que produzem o som. Todas as músicas tem a sua pausa, e nós também precisamos de pausas. A vida necessita do silêncio da pausa.
Por isso, é importante que paremos por alguns instantes na correria do estresse do dia-a-dia para estarmos tranquilos e ouvirmos apenas a nossa voz interior. Sim, o contato com o nosso interior despertará sentimentos, mas também equilibrará determinados anseios, abrindo perspectivas e promovendo o equilíbrio emocional e afetivo.
O silêncio pode parecer um vazio terrível, mas é esse vazio que é preenchido com a consciência de si mesmo, pois é em silêncio que podemos mergulhar no nosso verdadeiro “eu”.

Texto de Cristiana Pereira

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O PODER DA ACEITAÇÃO



Quando não aceitamos uma situação, seja ela qual for; uma doença, perda financeira, o corpo que temos, um relacionamento que terminou; nós criamos uma resistência.

A resistência se manifesta na forma de raiva, sensação de impotência, desvalor, mágoa, inconformação e assim por diante.

Ao criar tal resistência bloqueamos o fluxo de energia relacionado a essa situação.

Imagine um rio que corre livremente e de repente é erguida uma parede de contenção. A água vai parar ali; vai se avolumando cada vez mais, criando pressão, muita pressão, até que em um determinado momento estoura a barreira e o estrago será muito grande, pois a força vai destruir tudo o que estiver pela frente.

Acontece o mesmo quando entramos na resistência.

Avolumamos as cargas e de repente a “barragem” pode ser “quebrada” na forma de uma doença em estado já muito mais avançado, uma perda muito maior, a depressão ou o pânico. 

A energia precisa fluir como o rio onde as águas seguem seu fluxo natural, contornando obstáculos até chegarem a sua destinação: o grande mar!

Assim é conosco e nossa destinação é a amplitude de nosso ser em integração com o cosmo.

Mesmo que a caminhada seja carregada de obstáculos, aceite.

Permita que a água flua livremente, livre de resistências; até que no tempo certo, possa também desaguar na infinita energia cósmica universal, conscientes de nossa luz, manifestação de nossa essência.

Aceite!
Solte! 

Aprenda a fluir como o rio.

Liberte-se!


Texto de Cacilda Alves

terça-feira, 6 de maio de 2014

Você não é os seus sentimentos


Estou triste. Quem percebe isso? Estou com medo. Quem percebe isso? Você é a pessoa que percebe isso. Você não é os seus sentimentos.
No estado de calma e consciência, se você precisar da mente para um fim prático, ela estará presente. Na verdade a mente funciona muito bem quando a inteligência maior e real que é você se expressa através dela, como uma ferramenta.
Aprenda a sentir-se à vontade dentro do não-saber. A mente teme o não-saber, mas um conhecimento mais profundo que não é baseado em qualquer conceito vai emergir desse estado.
A mente está sempre querendo alimentar-se para continuar pensando. Ela procura alimento para sua própria identidade, para seu sentido de ser. É assim que o ego se cria e recria continuamente.
Você se dá conta de que esse ego é fugaz e passageiro? Quem percebe isso? É o Eu-Sou. Esse é o seu eu mais profundo, que não tem nada a ver com o passado e o futuro. Quando você se dá conta de que existe uma voz na sua cabeça que pretende ser você e não para de falar, percebe que você vem se identificando com a corrente do pensamento. Quando percebe a existência dessa voz, você compreende que não é essa voz, mas a pessoa que a percebe. Ter liberdade é saber que você é a consciência por trás dessa voz.
Ao concentrar toda sua atenção ao momento presente, uma inteligência muito superior à inteligência da mente autocentrada entra no comando da sua vida. Sua ação presente se torna não só muito mais eficaz, como infinitamente mais satisfatória e gratificante.
Ao viver através do ego, você faz do momento presente apenas um meio para atingir um fim. Você vive em função do futuro, mas quando atingem seus objetivos eles não te satisfazem. Ou pelo menos não por muito tempo.
Quase todo ego tem o que podemos chamar de “identidade da vítima”. Muitas pessoas se veem de tal forma como vítimas, que essa imagem se torna o ponto central de seu ego. Mesmo que as mágoas sejam muito “justas”, ao assumir a identidade de vítima, você cria uma prisão cujas grades são feitas de formas obsessivas de pensar. Veja o que você está fazendo com você mesmo, ou melhor: Veja o que sua mente está fazendo com você. Sinta a ligação emocional que você tem com sua história de vítima e perceba sua compulsão de pensar e falar a respeito dela. Ao perceber isso, a transformação e a liberdade virão.
Reclamar e reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego. O eu autocentrado precisa do conflito para fortalecer sua identidade. Ao lutar contra algo ou alguém, ele demonstra pra si mesmo que “isto sou eu” e “aquilo não sou eu”. É comum que países procurem fortalecer sua sensação de identidade coletiva colocando-se em oposição aos seus inimigos.
A inveja é um subproduto do ego que se sente diminuído quando algo de bom acontece com outra pessoa, ou ela possui mais, sabe mais, ou tem mais poder do que ele. A identidade do ego depende da comparação. Ela se agarra a qualquer coisa buscando o “mais”, e quando nada disso funciona, a mente fortalece seu ego considerando-se “mais” injustamente tratada pela vida, “mais” doente ou “mais” infeliz do que os outros.
O ego precisa estar em conflito com alguém ou com alguma coisa. Isso explica por que, apesar de você querer paz, alegria e amor, não consegue suportá-los por muito tempo. Você diz que quer ser feliz, mas está viciado em ser infeliz. Essa infelicidade não vem dos fatos da sua vida, mas do condicionamento da sua mente.
A culpa é outra maneira que o ego tem para criar uma identidade, mesmo que essa identidade seja negativa. O que você fez ou deixou de fazer foi uma manifestação da sua inconsciência na época, o que é natural da condição humana. Mas o ego personifica a situação e diz “Eu fiz tal coisa”, e assim cria uma imagem de si mesmo como ruim, falho e insuficiente. As palavras de Cristo: “Perdoai-os, Senhor, pois eles não sabem o que fazem” podem ser usadas em relação a você.
Eckhat Tolle


terça-feira, 1 de abril de 2014

Há apenas uma felicidade possível, que é ser você mesmo



A meditação é simplesmente uma ferramenta para torná-lo consciente de seu verdadeiro eu - que não é criado por você, que não precisa ser criado por você, porque você já é. Você nasceu com ele. Você é ele! Ele precisa ser descoberto. Se isso não é possível, ou se a sociedade não permite que isso aconteça - e nenhuma sociedade permite que aconteça, porque o eu verdadeiro é perigoso: perigoso para a igreja estabelecida, perigoso para o estado, perigoso para a multidão, perigoso para a tradição, porque quando uma pessoa conhece seu eu verdadeiro, ela se torna um indivíduo. Ela não faz mais parte da psicologia das massas; ela não será supersticiosa, e não poderá ser explorada e guiada como gado, ela não poderá ser ordenada e comandada.
Ela viverá de acordo com sua luz; viverá de sua própria interioridade. Este é o medo da sociedade.
Pessoas integradas tornam-se indivíduos e a sociedade não quer que vocês sejam indivíduos. Em vez de individualidade, a sociedade ensina-lhe a ser uma personalidade. A palavra "personalidade" tem que ser entendida. Vem da raiz persona - persona significa "máscara". A sociedade lhe dá uma ideia falsa de quem você é; dá-lhe apenas um brinquedo, e você permanece agarrado ao brinquedo toda a sua vida.
No meu modo de ver, quase todos estão no lugar errado. Ninguém parece estar no lugar certo; é por isso que toda esta sociedade está em tamanha confusão. A pessoa é dirigida por outros; não é dirigida por sua própria intuição.
A meditação ajuda-o a desenvolver sua própria faculdade intuitiva. Torna-se muito claro o que é que vai satisfazê-lo, o que é que vai ajudá-lo a florescer. E seja o que seja, vai ser diferente para cada indivíduo - isto é o que significa a palavra "indivíduo": cada um é único. E buscar e tentar encontrar sua singularidade é uma grande alegria, uma grande aventura."
Osho