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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Rédeas do destino


 

“Aquilo que existe em mim e faz parte de mim, pode ser transformado.
Aquilo que é do outro, e faz parte do outro, só pode ser transformado pelo outro;
E será compreendido e aceito por mim dentro dos meus limites.
 
Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz.
Mas não tenho o poder de controlar o que ele faz ou diz.
Não posso afirmar: “aquilo que você fez ou disse me feriu”.
Eu é que me feri com aquilo que o outro fez ou disse.

Sou dono das minhas emoções, sensações e sentimentos.
Sou dono das minhas atitudes, pensamentos e palavras.
Não é coerente dizer que fiz algo com alguém só porque alguém fez outra coisa comigo primeiro.
Agindo assim, sou apenas resposta e eco.

É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir.
É mais sensato perceber que sou senhor das minhas ações, e se faço ou fiz algo, sou o grande responsável por isso.
Reconheço que as rédeas do meu destino estão em minhas mãos.
E me recuso a segurar as rédeas do destino do outro.

Busco o amor em sua mais bela expressão.
E por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro.
Quero amar com liberdade.
Quero amar com plenitude.
Quero amar… antes de tudo porque é bom amar…”

Kau Mascarenhas


domingo, 11 de novembro de 2012

Vícios Invisíveis




Quando pensamos em vícios, geralmente é no sentido físico, como fumar ou apostar, por exemplo. Mas os vícios que nos oferecem os maiores desafios estão muito abaixo da superfície e não são tão facilmente visíveis.

Todos nós temos vícios abaixo da superfície que incluem: necessidade de aprovação, de reconhecimento e de atenção; alimentar comportamentos negativos dos outros; desejo de controlar; caos, raiva e julgamento.

Com qual deles você se identifica mais?

Seu livre arbítrio permite que você decida se quer estar viciado na Luz ou no Ego.

Estar consciente de nossos vícios mais profundos tornará mais fácil resistir a eles na próxima vez que surgir uma oportunidade de abrir mão de uma solução rápida em prol da merecida alegria eterna, que vem quando somos Criadores em nossas vidas.

Fonte: Yeruda Berg - Sintonia diária

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Saúde Emocional

Pergunta a Osho: Eu reparei que, quando sinto raiva, tristeza ou preocupação, ela se reflete numa sensação física no estômago, no plexo solar. Às vezes, se estou muito perturbado, esse sentimento é tão forte que tenho dificuldade para dormir e não tenho vontade de comer. Você pode falar a respeito?


Todo mundo está carregando um bocado de lixo no estômago, porque esse é o único espaço do corpo em que você pode reprimir as coisas. Não existe outro. Se você quer reprimir alguma coisa, você tem de fazer isso no estômago.

Você quer chorar — a sua mulher morreu, a pessoa amada morreu, um amigo seu morreu —, mas chorar não parece adequado. Se chora a perda de alguém, é como se fosse fraco, então você reprime o choro. Onde você vai pôr esse choro?

Naturalmente, tem de reprimi-lo no estômago. Esse é o único local disponível no corpo, o único local oco onde você pode armazenar as coisas.

Se você reprime no estômago... E todo mundo reprime esse tipo de emoção — amor, sexualidade, raiva, tristeza, choro e até risadas. Você não pode dar uma boa gargalhada, isso parece rude, vulgar. Em muitas culturas, se a pessoa dá uma boa gargalhada, significa que ela não tem educação. Então você reprime tudo.

E por causa dessa repressão você não consegue respirar fundo, a sua respiração é superficial. Se você respira fundo, essas feridas causadas pela repressão liberam energia. Você fica com medo. Todo mundo tem medo da respiração abdominal.

Toda criança, quando nasce, respira pela barriga. Olhe uma criança dormindo; a barriga sobe e desce, não o peito. Nenhuma criança respira com o peito; elas respiram com a barriga. Elas são completamente livres, nada as está reprimindo. O estômago delas está vazio de repressão, e esse vazio tem uma beleza no corpo.

Quando o estômago tem muita coisa reprimida, o corpo se divide em duas partes, a inferior e a superior. Você deixa de ser um só e passa a ser dois. A parte inferior é descartada. A unidade é perdida; surge uma dualidade no seu ser.

Você pode até ser bonito, mas não é mais gracioso. Você está carregando dois corpos em vez de um e sempre haverá uma lacuna entre os dois. Você não consegue andar com graciosidade, parece que tem de carregar as pernas. Na verdade, quando o corpo é um só, as suas pernas é que carregam você. Se o corpo está dividido em dois, então é você que tem de carregar as suas pernas.

Você tem de arrastar o corpo, como se ele fosse um fardo. Você não consegue fazer uma boa caminhada, não consegue dar umas boas braçadas na água, não consegue apreciar uma boa corrida — porque o corpo não é um só.

Para fazer todos esses movimentos, e apreciá-los, o corpo precisa ser reunificado. É preciso criar um uníssono outra vez; o estômago terá de passar por uma limpeza completa.

Para fazer essa limpeza no estômago, é necessária uma respiração muito profunda, porque, quando você inspira e expira profundamente, o estômago joga fora tudo o que ele está carregando. Nas expirações, o estômago se esvazia.

Por isso é tão importante uma respiração profunda. A ênfase deve recair nas expirações, de modo que o estômago possa se livrar de tudo o que ele está carregando desnecessariamente.

E, quando o estômago não está mais carregando emoções dentro dele, se você tiver constipação, de uma hora para outra ela também desaparecerá. Se estiver reprimindo emoções no estômago, haverá constipação porque o estômago não está funcionando livremente. Você está exercendo um controle profundo sobre ele; não lhe dá liberdade.

Portanto, se as emoções forem reprimidas, haverá constipação. A constipação é uma doença mais mental do que física; ela pertence mais à mente do que ao corpo.

Mas, lembre-se, eu não estou dividindo a mente e o corpo em dois. Eles são dois aspectos do mesmo fenômeno. Mente e corpo não são duas coisas separadas; o seu corpo é um fenômeno psicossomático. A mente é a parte mais sutil do corpo, e o corpo é a parte mais grosseira da mente.

E eles afetam um ao outro; andam juntos. Se você estiver reprimindo alguma coisa na mente, o corpo começará uma jornada de repressão. Se a mente liberar alguma coisa, o corpo também liberará. É por isso que eu enfatizo tanto a catarse nas meditações que desenvolvo. A catarse é um processo de limpeza.


Fonte: Osho, em "Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa"

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A voz da alma

Acalme os seus pensamentos.
E tranquilize a sua alma.
Quando você apazigua a sua mente, é transmitida ao seu espírito a paz!
A voz da alma se cala, quando você deixa com que a sua mente se atormente com pensamentos tortuosos, pensamentos que só trazem a você sentimentos de tristezas, amarguras...
Mas quando você coloca a sua mente para serenar; quando você começa ... a mandar embora da sua mente todos os maus pensamentos, e começa a dar espaço para os bons fluidos tomarem conta dela,
fazendo por alguns instantes, que os bons fluidos envolvam o seu ser...

Sentirá uma leveza em seu espírito; sentirá que a sua alma começará a se expressar!
Ela vai começar a se expressar de alguma forma...
Poderá ser com uma lágrima cristalina...
ou com um riso de paz interior...

Um suspirar profundo...
Trazendo para fora de si, todas as suas mágoas, todas as angústias, todas as suas aflições!
Deixe sua mente livre neste momento...

Dê um livre acesso para a serenidade; para a paz.
Quando você cala a mente, você desprende a voz da alma.


Desconheço Autor.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Concentra-te em ti


 
 
Quando tudo está mal, concentra-te em ti.
Quando tudo à tua volta está a ruir, pensa que o movimento do Universo quando quer que tu
entres dentro de ti próprio, faz ruir tudo à sua volta.
É um movimento perpétuo.
Tu sais da tua energia para ir buscar segurança nos outros.
Tudo o que é fora de nós é mais fácil.
Tudo o que é fora de nós é mais confortável.
É seguro.

Entrar dentro de ti próprio é que é difícil.
Aí dentro estão tristezas, mágoas, ressentimentos e admoestações.
Aí dentro está escuro.
Aí dentro está frio.
Por isso, é compreensível que fujas de aí de dentro a sete pés.
E te agarres aos outros.
E ao te apegares aos outros, estás a provocar o Universo para agir.

O Universo não pode permitir que te mantenhas fora de ti.
Portanto, vai ter de te retirar a segurança que encontravas no teu
relacionamento com os outros.
E como é que o Universo te retira essa segurança?
Simples.
Quebra a tua ilusão de que esses relacionamentos fossem altamente satisfatórios.
E como é que o Universo quebra a tua ilusão?
Desiludindo-te.

De repente, sem porquê, as pessoas nas quais tu depositavas tanta
confiança, zangam-se contigo, fazem asneiras, não te dão a atenção
devida, ficam doentes, morrem.
Todo este movimento de perder os outros – ou melhor,
a ilusão de relação idílica que tens com os outros – tem um único e singelo propósito.

Fazer-te olhar para ti. Sentir a tua própria energia.
Faz-te ver-te.
Faz-te criar alguém que gostarias de ser.
Que te orgulhas de se
Todo este movimento coloca-te indubitavelmente na tua própria dimensão emocional.
Faz-te sentir.
E através do sentir, mesmo que seja dor, mesmo que seja alegria, esse sentir vai fazer-te abrir o canal. Vai fazer-te subir pelo canal.

Vai ensinar-te a vir cá acima buscar segurança no único lugar do céu que pode realmente dar-te segurança.
Nos seres de luz.
No Eu Superior.
E, em última instância, em Mim.
 
 
 
 

sábado, 15 de setembro de 2012

Saia da prisão da sua mente

 
 
Tudo no Universo se move da ordem para a desordem, da desordem à ordem;
do ódio para o amor, do amor ao ódio;
da inteligência para a não inteligência, desta para a inteligência;
de emoções negativas para positivas e de emoções positivas para negativas.
Esta é a natureza da mente.
Se você precisa escapar, é da mente que você precisa escapar.
Vá além da mente.
É assim que você se ilumina...
Se você se mantiver nos confins da mente, o problema estará lá.
Despertar é sair da prisão (mente).
Se você sair da mente, então estará vivendo realmente.

(Sri Bhagavan)
 
 
 
 
Não é fácil sair da dualidade criada pela mente.
Mas se você não começar, nunca vai conseguir.
Exige-se disciplina, compreensão e amor para conseguir essa proeza.
E esse exercício pode começar com a meditação.
Meditar é observar. Observar o movimento da mente, observar o que sente, observar o seu corpo, a sua respiração, os sons do ambiente externo. Observar a nossa natureza.
Essa observação é feita sem julgamento. Simplesmente aceita-se o que é.
Temos muita dificuldade em aceitar a vida como ela se apresenta.
Não sabemos o por que de nada, mas julgamos tudo.
Só temos o conhecimento de uma pequena parte, quem conhece o todo é Deus.
Somos reféns dos nossos julgamentos.
A própria Bíblia nos diz isso. Que somos julgados de acordo com os julgamentos que fazemos.
No livro Um Curso em Milagres há um trecho interessante sobre o julgamento. O trecho diz que o Jardim do Éden, citado na Bíblia, é um estado mental onde não havia julgamento. E que Adão e Eva saíram do paraíso porque comeram do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ou seja, a condição de paraíso é um estado mental de não julgamento. Ao julgar, saímos do paraíso.
E esse paraíso pode ser vivido aqui e agora, se pararmos de julgar.
Estou falando de julgamento por que ele é o responsável pela dualidade. Ao parar de julgar, saímos da dualidade e entramos na Unidade.
Se tivermos a compreensão que tudo que vivemos aqui é uma ilusão, fica mais fácil lidar com a dualidade. O que é real, é o que é eterno.
Se o que vivemos é temporário, é transitório, então não é real. Pare e olhe para as situações que o incomodam na sua vida. Você acha realmente que essa situação será vivenciada por você pela eternidade? Tudo muda. A única certeza na vida é a mudança. Se alguma situação está se repetindo ou se perpetuando é por que ela tem algo a lhe ensinar. Assim que você aprender, ela não precisará mais fazer parte da sua vida. E a mudança começa com a aceitação. Rejeitar ou desprezar um problema, não resolve o problema, não o livra da situação. Encará-lo e trazê-lo para a luz é a melhor forma de liberar e ficar em paz.
A medida que vamos fortalecendo a nossa percepção quanto a quem realmente somos, vamos vencendo as artimanhas da mente e passamos a nos manter equilibrados emocionalmente perante as situações apresentadas, pois, teremos o conhecimento de que tudo passa, só o que é real permanece para sempre.
Nossa natureza é espiritual. Nossa natureza é de união. Não somos separados, nem um dos outros, nem de Deus. Somos Todos UM. A sensação de sermos separados existe por causa do julgamento. Além de não julgar os outros, não julge a si mesmo.
Tudo isso é muito contrário a tudo que aprendemos. Mas pense bem: todos aprendemos a julgar os outros e a si mesmo, e onde estamos por causa disso?
Liberte-se do vício de julgar e veja o que acontece com você. Uma sensação de paz, de alegria genuína, de plenitude, de amor. Não tem como definir. É um milagre. Parar de julgar é unir-se a Deus.
 
Manoela Souza


domingo, 9 de setembro de 2012

O som do silêncio

 
 
 
Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos, aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua, aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora.

Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores….

Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim.

Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.

Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu .

Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o seu “eu”, a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o santuário que é a sua vida.

Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.

Texto de Paulo Roberto Gaefke