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terça-feira, 2 de julho de 2013

O que é meditação?

Meditação não é uma jornada no espaço, nem uma jornada no tempo. É um despertar instantâneo. Meditação é um estado de não-mente. "Osho"



Há um tráfego constante na mente. Pensamentos, desejos, memórias, ambições, mesmo quando você dorme a mente está funcionando, sonhando com preocupações e ansiedades. A meditação é exatamente o oposto. Quando o tráfego cessa e não ha mais pensamentos se movendo e desejos agitando você. A meditação é quando você fica totalmente silencioso, este silencio é meditação, nesses momentos de tranquilidade você sabe quem você é e conhece os mistérios dessa vida. 

Para isso, você tem que colocar a mente de lado, ir além da mente. A meditação é um estado natural que foi perdido. Vamos recuperá-lo, vamos recuperar nossa inocência, nossa integridade, nossa memória. Você apenas esqueceu.
Tire o telefone do gancho, apague a luz, mande dizer que está ocupado... meditando.

Preste atenção a sua respiração, ao seu corpo, as suas células, dance quando tiver vontade, mas dance inteiramente. Cante se tiver vontade, mais entregue-se ao cantar. Sente-se ou deite-se quando sentir que é hora, entre no seu coração, descubra seus mistérios, ria, chore, silencie, respire. Em algum momento o milagre pode acontecer, você encontrando a si mesmo, descobrindo a existência do seu ser, deleitado com sua própria presença.

Criando recursos

A mente é muito séria e a meditação é absolutamente não-séria. Ao ouvir isto, você pode ficar confuso, porque as pessoas falam sobre meditação de uma maneira muito séria. mas a meditação não é uma coisa séria. É como uma brincadeira - sincera, mas não-séria. Não é como um trabalho; é mais como uma brincadeira. A brincadeira não é uma atividade. Mesmo que seja ativa, não é uma atividade. Brincar é apenas um prazer. A brincadeira não leva a lugar algum; não é motivada. Ao contrário, é apenas energia pura fluindo.

Mas isso é difícil, porque estamos tão envolvidos em atividades! Sempre fomos tão ativos que a atividade já se tornou uma obsessão enraizada. Mesmo enquanto dormimos, somos ativos. Até quando pensamos em relaxar, somos ativos. Acabamos fazendo do relaxamento uma atividade; fazemos um esforço para relaxar. isto é absurdo! Mas acontece por causa dos hábitos robotizados da mente.
Então, o que fazer? Só a não-atividade o conduz ao seu centro mais interior, mas a mente não pode conceber a idéia de ser não-ativo. Então, o que fazer?

Eu criei um recurso. O recurso é ser ativo a um tal extremo que a atividade simplesmente cesse; ser tão loucamente ativo que a mente, a qual deseja ardentemente ser ativa, seja jogada para fora de seu sistema. Só então, depois de uma profunda catarse, você pode cair na inatividade e ter um vislumbre do mundo do não-esforço.

Uma vez que você conhece esse mundo, pode entrar nele sem nenhum esforço. Uma vez que sente como é estar apenas aqui e agora, sem fazer nada, você pode entrar nisso a qualquer momento, em qualquer lugar. No fim, você poderá estar ativo exteriormente e profundamente inativo interiormente.

Os métodos catárticos são invenções modernas. No tempo de Buda, não eram necessários, porque as pessoas não eram tão reprimidas. Elas eram naturais, tinham uma vida primitiva, não-civilizada, espontânea. Por isso, o Vipassana - vipassana significa percepção interior - foi dado diretamente às pessoas por Buda. Mas agora, você não pode entrar diretamente no Vipassana. E os professores que continuam ensinando Vipassana diretamente não pertencem a esse século; estão atrasados dois mil anos. Sim, algumas vezes, de cem pessoas, uma ou duas podem ser ajudadas, mas isso não é nada. Estou introduzindo métodos catárticos para que, primeiro, o que a civilização fez com você possa ser desfeito e você se torne primitivo, dessa inocência original, as percepções interiores tornam-se facilmente disponíveis.

Meditação para pessoas apressadas

Relaxe a Respiração

Sempre que você tiver tempo, apenas por alguns minutos, relaxe o sistema respiratório, nada mais -- não há necessidade de relaxar o corpo todo. Sentado no trem, no avião ou no carro, ninguém pode saber que você está fazendo alguma coisa. Apenas relaxe o sistema respiratório. Deixe-o ser como quando está funcionando naturalmente. Então feche os olhos e observe a respiração entrando e saindo, entrando...

Não se concentre! Se você se concentra, cria um problema porque então tudo o mais se torna uma perturbação. Se você tenta se concentrar sentado no carro, então o barulho do carro se torna uma perturbação, a pessoa sentada ao seu lado se torna uma perturbação.
Meditação não é concentração. É simplesmente estar consciente. Você apenas relaxa e observa a respiração. Neste observar, nada é excluído. O carro está roncando -- perfeitamente OK, aceite isso. O tráfego está passando -- está OK, parte da vida. O passageiro roncando ao seu lado, aceite isso. Nada é rejeitado.

O sorriso interior

Sempre que estiver sentado e não tiver nada para fazer, simplesmente relaxe sua mandíbula inferior e abra a boca apenas um pouquinho. Comece a respirar pela boca mas não profundamente. Apenas deixe o corpo respirar, então será não profunda e será cada vez menos profunda. E quando sentir que a respiração tiver se tornado bem curta e a boca estiver aberta e a sua mandíbula relaxada, todo o seu corpo estará bem relaxado.

Neste momento, comece a sentir um sorriso -- não no rosto mas em todo o seu ser interior... e será capaz de senti-lo. Não é um sorriso que vem dos lábios -- é um sorriso existencial que se espalha apenas por dentro.

Experimente e saberá o que é isso... porque não pode ser explicado. Não há necessidade de sorrir com os lábios no rosto mas é como se estivesse sorrindo a partir da barriga; a barriga está sorrindo. E é um sorriso, não uma risada, então é muito, muito suave, delicado, frágil - como um botão de rosa se abrindo na barriga e a fragrância se espalhando por todo o corpo.

Uma vez que você saiba o que é esse sorriso, pode ficar feliz 24 horas por dia. E sempre que sentir que está sentindo falta daquela felicidade, apenas feche seus olhos e pegue aquele sorriso novamente e ele estará aí. E durante o dia, você pode obtê-lo tantas vezes quantas quiser. Ele está sempre aí.

"Alguém esteve perguntando há poucos dias atrás: "Porque você auxilia as pessoas na meditação?

E eu respondi: Por prazer. Não existe um porquê - simplesmente gosto. Assim como alguém gosta de plantar sementes num jardim esperando pelas flores, eu gosto de ver você florescer. É como a jardinagem. Quando alguém floresce há um puro deleite. E eu compartilho. Não há nenhum objetivo nisso. Se você fracassa, eu não me sinto frustrado. Se você não floresce, também está tudo bem, pois não se pode forçar uma florescência. Não se pode forçar um botão a se abrir."

Osho



sexta-feira, 28 de junho de 2013

A Armadilha da Auto-Sabotagem


Há momentos da vida que reconhecemos que estamos prontos para dar um novo salto, para efetivar uma mudança profunda. Nos lançamos num novo empreendimento, numa nova relação afetiva, mudamos de cidade e até mesmo de apelido. Mas, aos poucos, nós nos pegamos fazendo os mesmos erros de nossa vida passada. É como se tivéssemos dado um grande salto para cair no mesmo buraco. Caímos em armadilhas criadas por nós mesmos. Nos auto-sabotamos. Isso ocorre porque, apesar de querermos mudar, nosso inconsciente ainda não nos permitiu mudar! 


Em nosso íntimo, escutamos e obedecemos, sem nos darmos conta, ordens de nosso inconsciente geradas por frases que escutamos inúmeras vezes quando ainda éramos crianças. Toda família tem as suas. Por exemplo: Não fale com estranhos é uma clássica. Como a nossa mente foi programada para não falar com estranhos, cada vez que conhecemos uma nova pessoa nos sentimos ameaçados. Uma parte de nosso cérebro nos diz abra-se e a outra adverte cuidado. 

Num primeiro momento, o desafio em si é encorajador, por isso nos atiramos em novas experiências e estamos dispostos a enfrentar os preconceitos. No entanto, quando surgem as primeiras dificuldades que fazem com que nos sintamos incapazes de lidar com esse novo empreendimento, percebemos em nós a presença desta parte inconsciente que discordava que nos arriscássemos em mudar de atitude: Bem que eu já sabia que falar com estranhos era perigoso

Cada vez que desconfiamos de nossa capacidade de superar obstáculos, cultivamos um sentimento de covardia interior que bloqueia nossas emoções e nos paralisa. Muitas vezes, o medo da mudança é maior do que a força para mudar. Por isso, enquanto nos auto-iludirmos com soluções irreais e tivermos resistência em rever nossos erros e aprender com eles, estaremos bloqueados. Desta forma, a preguiça e o orgulho serão expressões de auto-sabotagem, isto é, de nosso medo de mudar. 

Dificilmente percebemos que nos auto-sabotamos. Nós nos auto-iludimos quando não lidamos diretamente com nosso problema raiz. 

A auto-ilusão é um jogo da mente que busca uma solução imediata para um conflito, ou seja, um modo de se adaptar a uma situação dolorosa, porém que não represente uma mudança ameaçadora. Por exemplo, se durante a infância absorvemos a ideia de que de ser rico é ser invejado e assim menos amado, cada vez que tivermos a possibilidade de ampliar nosso patrimônio nós nos sentiremos ameaçados! Então, passaremos a criar dívidas, comprando além de nossas possibilidades, para nos sentirmos ricos, porém com os problemas já conhecidos de ser pobres. Não é fácil perceber que a traição começa em nós mesmos, pois nem nos damos conta de que estamos nos auto-sabotando! 

Na auto-ilusão, tudo parece perfeito. Atribuímos ao tempo e aos outros a solução mágica de nossos problemas: com o tempo a dor de uma perda passará; seu amado irá se arrepender de ter deixado você e voltará para seus braços como se nada houvesse ocorrido. No entanto, só quando passarmos a ter consciência de nossos erros é que não seremos mais vítimas deles! 

Temos uma imagem idealizada de nós mesmos, que nos impede de sermos verdadeiros. Produzimos muitas ilusões a partir desta idealização. Muitas vezes, dizemos o que não sentimos de verdade. Isso ocorre porque não sentimos o que pensamos!

Muitas vezes não queremos pensar naquilo que sentimos, pois, em geral, temos dificuldade para lidar com nossos sentimentos sem julgá-los. Sermos abertos para com nossos sentimentos demanda sinceridade e compaixão. Reconhecer que não estamos sentindo o que deveríamos sentir ou gostaríamos de estar sentindo é um desafio para conosco mesmos. Algumas de nossas auto-imagens não querem ser vistas! 

É nossa auto-imagem que gera sentimentos e pensamentos em nosso íntimo. Podemos nos exercitar para identificá-la. Mas este não é um exercício fácil, pois resistimos em olhar nosso lado sombrio. No entanto, uma coisa é certa: tudo que ignoramos sobre nossa parte sombria, cresce silenciosamente e um dia será tão forte que não haverá como deter sua ação. Portanto, é a nossa auto-imagem que dita nosso destino. 

O mestre do budismo tibetano Tarthang Tulku, escreve em seu livro The Self-Image ( Ed. Crystal Mirror): A auto-imagem não é permanente. De fato, o sentimento em si existe, no entanto o seu poder de sustentação será totalmente perdido assim que você perder o interesse por alimentar a auto-imagem. Nesse instante, você pode ter uma experiência inteiramente diferente da que você julgou possível naquele estado anterior de dor. É tão fácil deixar a auto-imagem se perpetuar, dominar toda a sua vida e criar um estado de coisas desequilibrado... Como podemos nos envolver menos com nossa auto-imagem e nos tornar flexíveis? Somos seres humanos, não animais, e não precisamos viver como se estivéssemos enjaulados ou em cativeiro. No nível atual, antes de começarmos a meditar sobre a auto-imagem, não percebemos a diferença entre nossa auto-imagem e nosso 'eu'. Não temos um portão de acesso ou ponto de partida. Mas, se pudermos reconhecer apenas alguma pequena diferença entre a nossa auto-imagem e nós mesmos, ou 'eu' ou 'si mesmo', poderemos ver, então, qual parte é a auto-imagem. 

A auto-imagem pode representar uma espécie de fixação. Ela o apanha, e você como que a congela. Você aceita essa imagem estática, congelada, como um quadro verdadeiro e permanente de si mesmo, explica Peggy Lippit no capítulo sobre Auto-Imagem do livro Reflexões sobre a mente organizado por seu mestre Tarthang Tuku (Ed. Cultrix). 

Na próxima vez que você se pegar com frases prontas, aproveite para anotá-las! Elas revelam sua auto-imagem e são responsáveis por seus comportamentos repetitivos de auto-sabotagem. Ao encontrar a auto-imagem que gera sentimentos desagradáveis, temos a oportunidade de purificá-la em vez de apenas nos sentirmos mal. O processo de autoconhecimento poderá então se tornar um jogo divertido e curioso sobre nós mesmos! 



Texto de Bel Cesar 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

JULGAR



Julgar é considerar que as pessoas poderiam ser diferentes do que são. É pensar que poderiam ser de outra forma, mais aceitável para ti. É querer que as pessoas caibam nas tuas expectativas para não teres de sair do teu círculo de conforto. 

Julgar é achar que o céu se enganou quando colocou essa pessoa supostamente desagradável à tua frente. É negar que a podes ter atraído. Recusar a possibilidade de a teres atraído para compreenderes melhor a energia que andas a emanar, e consequentemente recusar a possibilidade de seres tu quem tem de mudar – para parar de atrair. 

Julgar é negar o movimento perfeito do céu, da energia, da imensidão do tempo e do espaço. Julgar é considerar que o teu pequenino ego sabe tudo, inclusive sabe o que deveria estar a acontecer, e por isso renega o que está a acontecer. Como vês, julgar é um dos maiores contramovimentos evolucionários. E tu, porque é que continuas nesse registo? 



Fonte: Alexandra Solnado

terça-feira, 16 de abril de 2013

ACEITA SENTIR



Deixa-te ficar só a sentir. Como estás. Respeita isso. Às vezes não gostarias de estar a sentir isso, às vezes preferias estar a sentir outra coisa. «Eu sei que o rumo dos acontecimentos não deveria ser mudado, mas eu estou a sentir o contrário…». O que estás a sentir é o que é. 

Respeita e honra isso. Honra o que estás a sentir pois esse é o teu bem mais precioso. Tudo o que fizeste até aqui, tudo o que viveste até hoje, mais não fez do que preparar-te para essa grande verdade. Tu és o que sentes. Tu és o que amas. 

E contra isso poderão vir furacões, tornados e maledicência. Mas enquanto não aceitares o que sentes, mesmo que isso deite tudo a perder, nem que isso te coloque nas ruas da amargura… enquanto não aceitares o que sentes, não conseguirás ser um ser humano com um sistema energético definido. Este será vago, escorregadio e hostil. 

O que sentes é o teu bem mais precioso. Mas para a pedra brilhar, há que aceitar o que se sente e principalmente cumpri-lo. Só aceitar é apenas uma parte do processo. E não vais querer ficar a meio, pois não? 

Jesus

Fonte: O Livro da Luz - Alexandra Solnado


Esse texto é de origem portuguesa. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sua sombra lhe pertence



"A 'sombra' é uma maneira de nos referenciarmos ao nosso lado não reconhecido da personalidade. 

O uso do termo não tem a pretensão de sugerir algo maléfico ou sinistro. A ideia básica é dar um significado real a algo que é pessoal e sobre o qual nos falta nitidez. Por essa razão, o emprego da metáfora usando uma "sombra" acaba sendo bastante sugestiva e adequada para fixar essa ideia.

Mas se todos nós temos uma "sombra", ou seja, um lado pessoal que nos falta nitidez, então qual a vantagem de sabermos o que há nela ?
Essa pergunta me foi feita, certa vez, por um participante de um workshop: a princípio julguei que a resposta era óbvia, mas o tempo me mostrou que a maioria das pessoas não tem ideia do que se pode obter se buscarmos "iluminar" o lado "sombrio" de nossa personalidade.

Alguns já expressam alguma noção quando usam termos tais como : "meus demônios internos", ou "as malas que carrego", ou ainda "meu inquilino". Essas são pequenas percepções de que existe "algo mais" dentro de nós, embora, muitas vezes, seja até confundido com "um outro dentro de nós". A princípio, essa confusão faz com que muitas pessoas recuem, por temerem tocar em algo que desconhecem e que não podem prever as consequências. No entanto, muito pelo contrário, aqueles que ficam curiosos e dispostos para terem consciência de seus aspectos mais profundos, têm a oportunidade de sentirem-se melhor orientados, pois é isso que acontece a partir do momento em que entendem seus mais profundos sentimentos e desejos.

Para os que optam por não travar contato com sua própria sombra, julgando ser mais conveniente, é importante que saibam que a sombra se manifesta regularmente e sem aviso prévio. Como ela faz parte de nós, acaba por influenciar o nosso dia a dia e nos pressiona invariavelmente em todas as nossas decisões. Por consequência, negar aquilo que somos simplesmente não adianta. Mas se soubermos o que somos e cuidarmos para que tenhamos o uso mais adequado desse conhecimento, isso acaba por tornar-se a chave para uma vida infinitamente melhor.

Trazer a nossa sombra à tona ou, se preferir, à luz da nossa consciência, é de fundamental importância. Pois nela não só encontraremos a razão de muitos de nossos medos, mas também descobriremos muitos de nossos talentos e qualidades, os quais, pelos mais diferentes motivos, foram deixados de lado ou reprimidos. Esse fato por si só justifica a importância de conhecermos o que há em nossa sombra, pois nesse conhecimento encontram-se as pistas para promovermos as mudanças que desejamos.

Em outras palavras, em nossa sombra reside a essência daquilo que somos, e fazer as pazes com ela significa levá-la em consideração, respeitando-a como parte de si mesmo, o que de fato ela é."


Texto de Dalton Cortucci

domingo, 17 de março de 2013

O TRAUMA DO NASCIMENTO



Ninguém nunca parou para pensar como foi a sua própria experiência de passagem do útero materno para o meio exterior. Você quer saber a resposta?

Foi traumatizante. É isso mesmo, traumatizante para todos nós, seres humanos. Sem exceção. Não importa se você nasceu de parto normal, cesária ou fórceps. Foi igual para todos.
Igual não, minto.
Para uns foi um pouco pior do que para outros.

Bem, a coisa se passa assim: imagine-se um bebê crescendo tranquilamente no ventre da sua mãe. Você não precisa se preocupar com nada porque ainda não sente necessidade alguma. Não precisa respirar, pois o oxigênio vai para todas as células através do sangue que entra pelo cordão umbilical. Não precisa se alimentar, pois os nutrientes também vêm através do cordão. Não precisa de agasalho, pois ali dentro a temperatura é constante. Não precisa, na verdade, fazer nenhum esforço. A natureza se encarrega de tudo. Você só vai crescendo e se sentindo seguro.
Sentindo-se seguro? Nem sempre.
Há aqueles casos, e não são poucos, dos bebês que, ainda dentro da barriga da mãe, já se sentem rejeitados.

Porém, voltando a considerar que você é um bebê esperado, querido, que não teria motivos para se sentir um intruso na vida da mãe, mesmo assim, de uma hora para outra começa a perceber uma coisa diferente. Já se coloca em estado de alerta porque, de repente, sem que ninguém lhe contasse, você começa a sentir uns empurrões, uns apertos, e não entende o que está acontecendo.
Nessa hora, pela própria natureza, o corpo da sua mãe começa a se contrair para expulsar você lá de dentro. É isso mesmo! Você está sendo expulso, mas você não sabe.

Não entendendo o que está acontecendo, você é obrigado a se mexer e a se virar de cabeça para baixo.
Por acaso lhe avisaram que sua cabeça teria que sair antes que o restante do corpo? Pois é, ninguém avisa nada e a gente tem que adivinhar. Há alguns teimosinhos que não seguem a regra, que não querem virar de jeito nenhum e tentam ficar sentados, plantados ali como se dissessem:- “Quero ver quem me tira daqui”.
Ai, ai. Esses danadinhos! Quase matam a mãe e ainda quase se enforcam no cordão umbilical!
Supondo que você não seja um desses teimosos, conseguiu virar e agora sente que é empurrado em direção a uma passagem que ainda se encontra fechada. E cabe a você ajudá-la a abrir dando cabeçadas.
Nossa! Aí já começam as cabeçadas na vida!
Aí já começa a dor.
Se você já tivesse capacidade de pensar, estaria pensando mais ou menos assim: “O que está acontecendo? O que estão fazendo comigo? Alguém está querendo me matar”!
Pronto, aí já se instalou o medo! O medo da morte.

Entretanto, eis que a passagem se abre e você tem que passar por um estreito túnel. É preciso se espremer tanto que até seu nariz fica amassado. Pergunte pra sua mãe, se ela ainda for viva, se não é verdade que você nasceu com o nariz amassado e a cara quase roxa de tanto esforço. Isso só não aconteceu para quem nasceu de cesariana. Em contraposição, nem quero falar no medo da morte que sentiram aqueles que foram tirados a fórceps!

Bem, daqui para a frente, do que vou descrever, não escaparão nem os cesariados.
- “O que será que tem do lado de lá”? “O que vai acontecer agora”? Seriam seus pensamentos, se pudesse pensar, como já disse acima.
Eis que, de repente, você é colocado de cabeça para baixo e as duas pernas esticadas para o alto, presas por um enorme gancho.
Vou lhe contar agora que aquele gancho é a mãozona do médico, e que foi necessário lhe colocar de cabeça para baixo para que você não se afogasse com as gosmas que estavam dentro da sua boca. Sabia? Claro que não! Ninguém lhe comunicou que era por isso, não é mesmo?

Bem, agora chegou a hora fatídica! Você vai ser separado da sua mãe. Eu sei, não lhe contaram, mas a partir de agora você vai ter que respirar por conta própria. O cordão umbilical vai ser cortado. O oxigênio terá que entrar pelas narinas e pela boca. O quê? Você não sabe como fazer isso? Então espere um pouco que já vai descobrir.

E já vai descobrir mesmo, porque assim que se corta o cordão e se dá um nó, o bebê toma um susto e reage com o choro. Para chorar ele inspira, instintivamente, e o ar vai para o pulmão. Mas o pulmão, que nunca recebeu ar, ainda se encontra com a película interna aderida, a exemplo de um saquinho plástico, desses que são usados nos supermercados, nas bancas de verduras e frutas. De maneira abrupta o ar entra irrompendo as aderências e, obviamente, causando desconforto e dor. Nessa primeira manifestação de independência, a leitura inconsciente que ocorre no bebê é: “viver dói”.

Porém, há casos em que o bebê não chora nessa hora. O médico, então, imediatamente usa um recurso para provocar o choro – dá um tapa no bumbum do recém nascido. É importante que o ar entre nas vias respiratórias para que o oxigênio não falte no sangue que vai irrigar, principalmente, as células do cérebro. Qualquer descuido poderá deixar graves seqüelas.
Pois é, você terá que respirar na marra!

Nessa altura, você que está lendo isto agora, deve estar pensando: “Graças a Deus, já acabou o sufoco!”
Acabou nada. O bebê ainda não está livre. Agora ele é entregue nas mãos da ajudante que vai limpá-lo e vesti-lo.
E pega daqui, e pega dali, com aqueles guindastes (as mãos gigantescas) que viram e reviram o corpinho do bebê, esfregando e esfregando. Enrolam umas coisas esquisitas que passam pelo bumbum e pelo pipi do bebê, em seguida enfiam seus bracinhos e perninhas noutras coisas estranhas e dizem: “Pronto, já está vestido”!
Se mais uma vez o bebê pudesse pensar, seria assim: “O que é isso? Ah, já sei! Isso é uma capa protetora para eu poder sobreviver fora da barriga da minha mãezinha. Lá dentro eu estava protegido, aqui eu tenho que me proteger”.

E é verdade! A partir daí, nós, seres humanos, começamos a desenvolver mecanismos de defesa para nos proteger de todas as situações que gerem medo e dor. Fazemos isso de maneira inconsciente, o tempo todo, e não percebemos. Vamo-nos revestindo de camadas e camadas protetoras que vão moldando a nossa personalidade. Assim, cada vez mais nos afastamos e nos esquecemos da nossa verdadeira essência. Nem nos lembramos do trauma que passamos por ocasião do nascimento!

Ainda se faz importante lembrar dos casos em que o bebê recém nascido apresenta algum problema, assim como icterícia, por exemplo, e por esse motivo a criança permanece na incubadora enquanto a mãe volta para casa de barriga e mãos vazias. O fato real é a necessidade do bebê permanecer no hospital para ter cuidados especiais, no entanto, no inconsciente essa criança registra uma sensação de abandono. E nem é verdade; ela não foi abandonada!
Fazer o quê? É assim mesmo. E depois de adultos temos que aprender a lidar com isso, ou seja, com a dor do abandono.

Por tudo isso e por todas as experiências que a criança passa até os sete anos de idade, quando a sua personalidade acaba de ser formada, é que todos nós, adultos, carregamos, no interior, a nossa criança ferida. E, para cuidar do adulto, temos que antes curar as feridas dessa criança. Não há idade para isso; qualquer tempo é tempo.

Escrito por Vera Bassoi

Na nossa primeira respiração nós associamos a nossa primeira crença. Como geralmente as crenças não são positivas, devido a forma como são realizados os partos, toda vez que você respira, você fortalece essa primeira crença. O Renascimento é a terapia que pode auxiliá-lo a reprogramar essa primeira crença. Essa reprogramação muda a sua forma de ver a vida e automaticamente, muda o retorno que você tem da vida.

Para curar a criança ferida, existem diversas terapias. É sempre bom procurar um profissional de confiança para que você se sinta mais à vontade. A Experiência Somática e a Constelação familiar  são técnicas terapêuticas que podem curar.

sábado, 2 de março de 2013

A RESPIRAÇÃO CORRETA PODE CURAR



Você sabia que nossa maneira de respirar pode mudar nossa percepção da vida é um caminho para o autoconhecimento e autocura?

Reparem nas grandes mudanças qualitativas que podem ocorrer em sua vida. Somente através da respiração. É mágico! Uma vez que você respira melhor, que alivia as tensões inconscientes, que você liberta a respiração, começa a se perceber mudando em todas as particularidades e níveis, e se descobre com todas as habilidades mais afinadas.

Quando a respiração é perfeita, todo o resto se equilibra, respirar é vida!

Respirar é mesmo sinônimo de vida, sim; mas a quase totalidade das pessoas prefere ignorar esse fato. E, claro, paga um preço por isso. O resultado dessa conta pode ser visto em qualquer ser humano desse mundo moderno:

Problemas de coluna, pressão alta, enxaquecas crônicas, gastrite, ansiedade, síndrome do pânico, fibromialgia, e tantos outros.

A sua dispersão se transforma em atenção, a insegurança em confiança, os seus medos vão simplesmente se dissipando e você repentinamente encontra entusiasmo para levar a sua vida à frente.

A respiração desbloqueada se torna música para você. E como benefício adicional, como o pulmão envolve o coração, respirar plenamente massageia o coração melhorando a circulação do músculo do coração, evitando e prevenindo todas as doenças relacionadas a ele, ao mesmo tempo em que torna você uma pessoa mais amorosa e emocionalmente alimentada. E sem amor, não há ponte possível entre você e seu criador.

Vou explicar aqui uma prática de Yoga muito simples, fácil e rápido para ser feito diariamente.

Nesta técnica de Yoga, absorvemos energias que são desconhecidas pela maioria dos ocidentais. Mas, vai dar bastante energia, saúde em todos os corpos constitutivos, inspiração e etc...
Encontrará o EQUILÍBRIO em tudo, com esta prática.

É o PRANAYAMA.

É assim:

NOTA: A Respiração correta deve ser feita em quatro tempos.

IDA (Pingala – termo usado na Cabalah – “Coluna direita da Cabalah” = Positiva)

1. Fechar a narina esquerda com o dedo anular e inspirar com a narina direita;
(Por exemplo: Conte até quatro, inicialmente, mais tarde aumenta esse tempo)

2. Fechar a narina direita e retenha o ar nos pulmões (Ambos os lados estarão fechados)
(Conte até quatro)

3. Soltar o ar pela narina esquerda (A narina direita permanece fechada)
(Conte até quatro)

4. Fechar a narina esquerda e manter os pulmões vazios (Ambos os lados estarão fechados)
(Conte até quatro)
Continue...

VOLTA (Ida – termo usado na Cabalah – “Coluna esquerda da Cabalah” = Negativa)


5. Retirar o anular da narina esquerda e inspirar o ar (Com a narina direita fechada)
(Conte até quatro)

6. Fechar também narina esquerda e reter o ar nos pulmões
(Conte até quatro)

7. Expirar pela narina direita deixando os pulmões vazios
(Conte até quatro)

8. Fechar a narina direita e manter os pulmões vazios (Com a narina esquerda fechada)


INSPIRAR com as duas narinas e EXPIRAR com as duas narinas (O famoso “respire fundo”) – Sushumnâ – conceito da Cabalah, ou melhor, “coluna do meio do Cabalah” = Equilíbrio.

OBS: Repetir esta série por SETE vezes. Em sete etapas ela é infalível.

Assim, com o tempo saberão respirar corretamente. Aproveitem!

Olhem os tipos que se designaram de respirações:

Respiração lenta: acalma, deixa a pessoa pacífica e compreensiva, produz clareza de pensamento. Ajuda a desenvolver uma percepção mais ampla de todos os fenômenos, aprofunda o autoconhecimento e a consciência universal. Diminui o ritmo das atividades biológicas e a temperatura tende a baixar.

Respiração longa: dá poder de concentração e sintoniza a pessoa com o ritmo do universo; traz paciência, calma, tolerância, desenvolve uma visão profunda das coisas e a consciência do aqui e agora. A memória e a visão do futuro tornam-se mais extensas e claras.

Respiração profunda: gera harmonia entre todas as funções do corpo e, com isso, há mais satisfação, estabilidade emocional, confiança e capacidade de expressão. Facilita a meditação e o sentimento amoroso.

Respiração rápida: excita, produzindo um estado mental instável. A pessoa muda de emoções bruscamente e tem reações inesperadas de ataque e defesa; torna-se mais subjetiva e egocêntrica, vê mais os detalhes que o todo, fica mesquinha.

Respiração superficial: gera carência, já que não supre as necessidades orgânicas de oxigênio e isso se reflete no estado mental e emocional. A pessoa fica medrosa, volúvel, insegura, ruim de memória e de intuição. A angústia tem muito a ver com isso.

Respiração curta: é dispersiva, traz impaciência, cria um ritmo irregular; a pessoa muda muito de idéia, tende à intolerância e ao mau humor. Custa-lhe adaptar aos ambientes, vive sempre em conflito e se apega mais aos detalhes que ao todo.

Daí se conclui, sem muito esforço, que uma respiração longa, lenta e profunda pode criar dentro de cada um de nós um oásis particular de harmonia, paz e saúde.




Fonte:

Do texto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=604574282902469&set=a.261442800548954.86287.255670461126188&type=1

Do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=KQ_Sla_xNpg