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quinta-feira, 12 de junho de 2014

O PODER DA ACEITAÇÃO



Quando não aceitamos uma situação, seja ela qual for; uma doença, perda financeira, o corpo que temos, um relacionamento que terminou; nós criamos uma resistência.

A resistência se manifesta na forma de raiva, sensação de impotência, desvalor, mágoa, inconformação e assim por diante.

Ao criar tal resistência bloqueamos o fluxo de energia relacionado a essa situação.

Imagine um rio que corre livremente e de repente é erguida uma parede de contenção. A água vai parar ali; vai se avolumando cada vez mais, criando pressão, muita pressão, até que em um determinado momento estoura a barreira e o estrago será muito grande, pois a força vai destruir tudo o que estiver pela frente.

Acontece o mesmo quando entramos na resistência.

Avolumamos as cargas e de repente a “barragem” pode ser “quebrada” na forma de uma doença em estado já muito mais avançado, uma perda muito maior, a depressão ou o pânico. 

A energia precisa fluir como o rio onde as águas seguem seu fluxo natural, contornando obstáculos até chegarem a sua destinação: o grande mar!

Assim é conosco e nossa destinação é a amplitude de nosso ser em integração com o cosmo.

Mesmo que a caminhada seja carregada de obstáculos, aceite.

Permita que a água flua livremente, livre de resistências; até que no tempo certo, possa também desaguar na infinita energia cósmica universal, conscientes de nossa luz, manifestação de nossa essência.

Aceite!
Solte! 

Aprenda a fluir como o rio.

Liberte-se!


Texto de Cacilda Alves

terça-feira, 6 de maio de 2014

Você não é os seus sentimentos


Estou triste. Quem percebe isso? Estou com medo. Quem percebe isso? Você é a pessoa que percebe isso. Você não é os seus sentimentos.
No estado de calma e consciência, se você precisar da mente para um fim prático, ela estará presente. Na verdade a mente funciona muito bem quando a inteligência maior e real que é você se expressa através dela, como uma ferramenta.
Aprenda a sentir-se à vontade dentro do não-saber. A mente teme o não-saber, mas um conhecimento mais profundo que não é baseado em qualquer conceito vai emergir desse estado.
A mente está sempre querendo alimentar-se para continuar pensando. Ela procura alimento para sua própria identidade, para seu sentido de ser. É assim que o ego se cria e recria continuamente.
Você se dá conta de que esse ego é fugaz e passageiro? Quem percebe isso? É o Eu-Sou. Esse é o seu eu mais profundo, que não tem nada a ver com o passado e o futuro. Quando você se dá conta de que existe uma voz na sua cabeça que pretende ser você e não para de falar, percebe que você vem se identificando com a corrente do pensamento. Quando percebe a existência dessa voz, você compreende que não é essa voz, mas a pessoa que a percebe. Ter liberdade é saber que você é a consciência por trás dessa voz.
Ao concentrar toda sua atenção ao momento presente, uma inteligência muito superior à inteligência da mente autocentrada entra no comando da sua vida. Sua ação presente se torna não só muito mais eficaz, como infinitamente mais satisfatória e gratificante.
Ao viver através do ego, você faz do momento presente apenas um meio para atingir um fim. Você vive em função do futuro, mas quando atingem seus objetivos eles não te satisfazem. Ou pelo menos não por muito tempo.
Quase todo ego tem o que podemos chamar de “identidade da vítima”. Muitas pessoas se veem de tal forma como vítimas, que essa imagem se torna o ponto central de seu ego. Mesmo que as mágoas sejam muito “justas”, ao assumir a identidade de vítima, você cria uma prisão cujas grades são feitas de formas obsessivas de pensar. Veja o que você está fazendo com você mesmo, ou melhor: Veja o que sua mente está fazendo com você. Sinta a ligação emocional que você tem com sua história de vítima e perceba sua compulsão de pensar e falar a respeito dela. Ao perceber isso, a transformação e a liberdade virão.
Reclamar e reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego. O eu autocentrado precisa do conflito para fortalecer sua identidade. Ao lutar contra algo ou alguém, ele demonstra pra si mesmo que “isto sou eu” e “aquilo não sou eu”. É comum que países procurem fortalecer sua sensação de identidade coletiva colocando-se em oposição aos seus inimigos.
A inveja é um subproduto do ego que se sente diminuído quando algo de bom acontece com outra pessoa, ou ela possui mais, sabe mais, ou tem mais poder do que ele. A identidade do ego depende da comparação. Ela se agarra a qualquer coisa buscando o “mais”, e quando nada disso funciona, a mente fortalece seu ego considerando-se “mais” injustamente tratada pela vida, “mais” doente ou “mais” infeliz do que os outros.
O ego precisa estar em conflito com alguém ou com alguma coisa. Isso explica por que, apesar de você querer paz, alegria e amor, não consegue suportá-los por muito tempo. Você diz que quer ser feliz, mas está viciado em ser infeliz. Essa infelicidade não vem dos fatos da sua vida, mas do condicionamento da sua mente.
A culpa é outra maneira que o ego tem para criar uma identidade, mesmo que essa identidade seja negativa. O que você fez ou deixou de fazer foi uma manifestação da sua inconsciência na época, o que é natural da condição humana. Mas o ego personifica a situação e diz “Eu fiz tal coisa”, e assim cria uma imagem de si mesmo como ruim, falho e insuficiente. As palavras de Cristo: “Perdoai-os, Senhor, pois eles não sabem o que fazem” podem ser usadas em relação a você.
Eckhat Tolle


terça-feira, 1 de abril de 2014

Há apenas uma felicidade possível, que é ser você mesmo



A meditação é simplesmente uma ferramenta para torná-lo consciente de seu verdadeiro eu - que não é criado por você, que não precisa ser criado por você, porque você já é. Você nasceu com ele. Você é ele! Ele precisa ser descoberto. Se isso não é possível, ou se a sociedade não permite que isso aconteça - e nenhuma sociedade permite que aconteça, porque o eu verdadeiro é perigoso: perigoso para a igreja estabelecida, perigoso para o estado, perigoso para a multidão, perigoso para a tradição, porque quando uma pessoa conhece seu eu verdadeiro, ela se torna um indivíduo. Ela não faz mais parte da psicologia das massas; ela não será supersticiosa, e não poderá ser explorada e guiada como gado, ela não poderá ser ordenada e comandada.
Ela viverá de acordo com sua luz; viverá de sua própria interioridade. Este é o medo da sociedade.
Pessoas integradas tornam-se indivíduos e a sociedade não quer que vocês sejam indivíduos. Em vez de individualidade, a sociedade ensina-lhe a ser uma personalidade. A palavra "personalidade" tem que ser entendida. Vem da raiz persona - persona significa "máscara". A sociedade lhe dá uma ideia falsa de quem você é; dá-lhe apenas um brinquedo, e você permanece agarrado ao brinquedo toda a sua vida.
No meu modo de ver, quase todos estão no lugar errado. Ninguém parece estar no lugar certo; é por isso que toda esta sociedade está em tamanha confusão. A pessoa é dirigida por outros; não é dirigida por sua própria intuição.
A meditação ajuda-o a desenvolver sua própria faculdade intuitiva. Torna-se muito claro o que é que vai satisfazê-lo, o que é que vai ajudá-lo a florescer. E seja o que seja, vai ser diferente para cada indivíduo - isto é o que significa a palavra "indivíduo": cada um é único. E buscar e tentar encontrar sua singularidade é uma grande alegria, uma grande aventura."
Osho


terça-feira, 11 de março de 2014

Reverência profunda a todos os mestres





O buscador nasce com uma angústia existencial: 
Quem sou eu? 
O que eu estou fazendo aqui? 
Onde está a redenção que tanto almejo, e em algum lugar da minha alma, sei que existe?
E ele parte a buscar.

Sua ânsia é gigante.
Procura em livros, em igrejas, em amores, em bares, em drogas, em viagens... 
Vai do céu ao fundo do mar.
Do interior ao escuro das florestas.
Acredita em mestres e guias, para depois atirar pedras e lama.
Entrega-se, mas não totalmente, ao caminho apresentado.
No fundo, o buscador sabe que, se começar realmente a achar algo, terá que entregar tudo, absolutamente tudo ao caminho. E reluta, pois não se sente preparado para andar nu.
Mas ele é um condenado: não possui a escolha de não buscar, e como tudo na vida, a vontade será feita. 

Tudo deverá ser entregue – quer queira, quer não.
Pouco a pouco, as vestes irão caindo pela estrada. E ele irá percebendo que não precisava delas. Que o caminho o conduz e o provê. 
A confiança vem chegando. 
As perguntas vão cessando.
Passo a passo, o buscador vai percebendo que não havia nada para buscar. 
Começa a relaxar.
A andar cada vez mais devagar. 
Seu corpo está leve, e sua alma, em paz.
Vê todos os companheiros de jornada como mestres. 
Mas sabe reconhecer que, embora todos sejam mestres, alguns foram essenciais em sua busca. E para estes, o buscador curva-se profundamente. Embora igual, se coloca pequenininho, pequenininho. 
Ser e estar pequeno também é uma condição inalienável do caminho. Não há como fugir disso. 
O buscador que recusar a curvar-se, será compelido pela força da própria busca a cair. 
"Há centenas de meios de ajoelhar, e beijar o chão"...

Fonte: https://www.facebook.com/pages/I-love-constela%C3%A7%C3%A3o/599060913441912

sábado, 21 de dezembro de 2013

O que acontece quando nossas emoções ficam guardadas no corpo?

Nunca é tarde demais para prestar atenção nas emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões.

Quando olhamos para a linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, normalmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Isso não é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.

Chamamos de "conexão entre mente e corpo". Essas reações são associadas com o uso da mente - através de pensamentos positivos - para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, sua imunidade e provocar sensação de bem estar. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas.

A maioria de nós pode se lembrar de um tempo quando expressar uma emoção era desencorajado pelos adultos que nos cercavam. Pais ainda dizem para as crianças que "sejam valentes", ou "engulam o choro". Ou ainda diminuem suas sensações de dor com o clássico "não foi nada". Nossos corpos simplesmente gravam aquilo que acontece com nossas emoções - mesmo que tenhamos sido convencidos intelectualmente a lidar com elas, ou a ignorá-las. O impacto físico e emocional de dores e sentimentos não expressados é algo que perdura. Fica marcado.

Abaixo há uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelas entidades de trabalhos corporais. Cada pessoa desenvolve também seus padrões individuais, mas esses são alguns dos padrões mias comuns:



Nossos corpos sabem das coisas que nossas mentes gostariam de se livrar. Das coisas que estão esquecidas em algum nível de consciência, estão sempre presentes concretamente no corpo. A boa notícia é que nunca é tarde para acessar esses assuntos, e que os resultados de um olhar para o corpo, podem afetar tanto o plano físico como o mental e emocional.

Alguns passos que você pode dar para liberar emoções mal resolvidas:

1) Encontre uma atividade física diária que você goste. Perceba, não se trata de "faça exercício". Cuidar do corpo é importante, mas a intenção aqui é ser feliz, através do olhar para o corpo. Portanto tem que ser alguma atividade que amamos fazer. É interessante também que seja algo que acalme um pouco a mente. Muitas pessoas encontram na ioga, nas corridas e outras atividades do gênero esse componente meditativo. Pode ser simplesmente uma caminhada silenciosa de dez minutos, onde você pode prestar atenção na sua respiração e outras sensações corporais.

2) Receber algum trabalho corporal com frequencia. Massagens terapeuticas são uma das formas mais efetivas de se liberar emoções guardadas. Quando alguém trabalha nos nódulos do pescoço, onde guardamos estresse e raiva por tanto tempo, as emoções começam a vir à tona. É comum ver clientes chorando nas mesas dos massagistas. É importante somente lembrar que os profissionais de terapias corporais não são psicoterapeutas, portanto são tidos como agentes auxiliares para liberar as emoções e iniciar o processo de cura, individual de cada um, que pode necessitar em outro momento de ajuda de outros profissionais.

3) Fazer do toque parte integrante de nossos relacionamentos primários. Isso soa simples, óbvio até. Mas infelizmente podemos nos deixar levar pela cultura do "não-me-toque". Menos e menos das nossas interações diárias envolvem o toque. Na medida que apoiamos nossas estratégias de comunicação nas mídias sociais e demais tecnologias, nossos relacionamentos tem menos contato corpo a corpo do que precisamos. Encoste nas pessoas, nos braços ou ombros, quando fala com elas. Cumprimente os amigos com um abraço. Vá jogar basquete com os amigos, ao invés de assistir na TV. Quando começarmos a compreender que não somos mentes presas dentro de um corpo, e sim mente e corpo atuando em perfeita harmonia, podemos começar a curar velhas feridas de uma forma mais profunda e duradora.




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

SINTA-SE ABENÇOADO

Passe por todas as barreiras e sinta que você é abençoado. Este é um e único passo que você deve tomar – todo resto vai acontecer.

O profundo sentido deste sentimento Eu sou abençoado, pode ajuda-lo a superar todos os obstáculos na vida. Você recebe coragem, confiança e você se abrirá para que a graça entre.

Uma vez que você perceba que você é abençoado, então:

Todas as reclamações desaparecem.
Todo resmungo desaparece.
Todas as inseguranças desaparecem.
O sentido de não se sentir amado desaparece.
O querer amor desaparece.

Se você não percebe que você é abençoado, então o sentimento de fazedor começa.

Para fazer uma diferença na sua vida, sinta que você é abençoado. Especialmente para aqueles no caminho do Conhecimento, todas as razões existem para que você se sinta abençoado.

Sinta que você é abençoado.
Este é o primeiro passo em direção ao Ser.




Fonte: Sri Sri Ravi Shankar

sábado, 2 de novembro de 2013

O começo do autoconhecimento



Conhecer-se a si mesmo é observar o seu comportamento, as suas palavras, o que você faz em seus relacionamentos diários; isso é tudo. Comece com isso e verá quão extraordinariamente difícil é ter consciência, apenas observar o seu tipo de comportamento, as palavras que usa com o seu empregado, o seu chefe, a atitude que tem em relação às pessoas, às ideias e às coisas. Apenas observe seus pensamentos, seus motivos, no espelho das relações, e verá que, no momento em que observa, você quer corrigir; você diz: “Isto é bom, isto é ruim, tenho de fazer isto e não aquilo.” Ao ver-se no espelho do relacionamento, sua abordagem é de condenação ou de justificação; portanto, você distorce aquilo que vê. Ao passo que, se você simplesmente observar naquele espelho a sua atitude em relação às pessoas, às ideias e às coisas, se você vir somente o fato, sem julgamento, sem condenação ou aceitação, então descobrirá que a própria percepção tem sua própria ação. Esse é o começo do autoconhecimento.

(Krishnamurti)