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terça-feira, 22 de maio de 2012

Intimidade



Todo mundo tem medo da intimidade — se você tem consciência disso ou não, é outra coisa. Intimidade significa expor-se perante um estranho — e somos todos estranhos; ninguém conhece ninguém. Somos estranhos até para nós mesmos, porque não sabemos quem somos.

A intimidade aproxima você de um estranho. Você tem de baixar todas as suas defesas; só então a intimidade é possível.

E o medo é tanto que se você baixar todas as suas defesas, todas as suas máscaras, quem sabe o que o estranho fará com você? Todos escondemos mil e uma coisas, não só dos outros mas de nós mesmos, porque somos produtos de uma humanidade doente, com todos os tipos de repressões, inibições, tabus.

E o medo é tanto que com alguém que seja um estranho — e não importa que você tenha vivido com a pessoa por trinta, quarenta anos: a estranheza nunca deixa de existir — parece mais seguro manter algum tipo de defesa, uma certa distância, porque o outro pode levar vantagem sobre as suas fraquezas, sobre as suas fragilidades, sobre a sua vulnerabilidade.

Todo mundo tem medo da intimidade. O problema se complica ainda mais porque todo mundo quer intimidade. Todo mundo quer intimidade porque, do contrário, estaríamos sozinhos no universo — sem amigos, sem um amor, sem alguém em quem confiar, sem ninguém a quem você possa abrir todas as suas feridas.

E as feridas não podem se fechar a menos que estejam abertas. Quanto mais você as esconde, mais perigosas elas se tornam. Elas podem se tornar cancerosas.

Por um lado a intimidade é uma necessidade essencial, portanto todo mundo anseia por ela. Você quer que a outra pessoa seja íntima, de modo que a outra pessoa abaixe as defesas dela, torne-se vulnerável, abra todas as suas feridas, derrube todas as suas máscaras e falsas personalidades, fique nua como ela é.

E, por outro lado, todo mundo tem medo da intimidade — você quer ser íntimo da outra pessoa, mas não abaixa as suas defesas. Esse é um dos conflitos entre amigos, entre pessoas que se amam: ninguém quer abaixar as próprias defesas e ninguém quer se expor em total nudez e sinceridade, abrir-se — e ambos necessitam de intimidade.

A menos que se dispa de todas as suas repressões, inibições — que recebeu da sua religião, da sua cultura, da sua sociedade, dos seus pais, da sua educação —, você nunca será capaz de ser íntimo de alguém. E você terá de tomar a iniciativa.

Mas se você não tiver nenhuma repressão, nenhuma inibição, então também não terá feridas. Se viver uma vida simples, natural, não existirá medo da intimidade, mas a excepcional alegria de duas chamas aproximando-se ao ponto de quase se tornarem uma única chama. E o encontro será imensamente gratificante, satisfatório, realizador.

Mas, antes de tentar chegar à intimidade, você deve limpar completamente a sua casa.

Apenas um homem que pratica a meditação pode permitir que a intimidade aconteça. Ele não tem nada a esconder. Tudo o que ele temia que alguém viesse a saber, ele próprio já deixou para trás. Em seu coração ele guarda apenas o silêncio e a compaixão.
Osho, em "Intimidade: Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros


sexta-feira, 18 de maio de 2012

A MELHOR MANEIRA DE AMAR





O amor não nasce quando buscamos ansiosamente, pois a ansiedade denota um desequilíbrio nas emoções.

Então você busca fora, o que não encontra dentro de você.

Provavelmente o que você precisa, não é de alguém que te ame, mas de uma escora que te sustente...

O desequilíbrio emocional fez com que você saísse do seu centro maior que é o coração.

Como você saiu dali, quer que alguém preencha aquele vazio.

Então diz que precisa de um amor, uma pessoa que te faça feliz.

Quando o sexo oposto te olha, não consegue sentir emoção, pois você não passa isso para as pessoas e o que não existe em você, passa a não existir para o mundo.

Só podemos dizer que existe o que foi criado e as pessoas enxergam em você a imagem que você criou de si mesmo.

Se vai buscar algo fora, é porque falta alguma coisa em você.

A pessoa olha e percebe que falta algo em você que ela não consegue definir o que é.

Sem saber o porque, ela passa a não querer ficar a seu lado, pois ninguém quer ficar com alguém incompleto.

Quando você começar a soltar a vida, as coisas, as pessoas e começar a se achar bom, bonito e merecedor, passa a confiar em sua capacidade de atrair o melhor.

E não busca, não cobra, não se anseia, vai passar a estar na companhia dos outros de uma maneira leve, desapegada, descompromissada.

Então você passa a ser autêntico como é, sem esperar a aprovação ou o interesse do outro.

Enfim, as pessoas começam a se sentir bem do seu lado, pois você não criou expectativa sobre elas.

Ao olharem você, vão ver uma pessoa inteira, livre e feliz, o seu eu real.

Se ela tiver algo a ver com seu jeito de ser, ela vai se apaixonar por você.

Então vai passar a confiar nesse sentimento, pois não foi você quem buscou, mas a vida é que trouxe alguém que combina com seu jeito de ser e a quem você merecia.

Agora, quando você começa a querer controlar a vida para que ela traga alguém pra lhe amar, na hora que você quer. Ou quando você se apaixona por alguém e quer controlar o sentimento da pessoa, fazendo com que ela fique com você de qualquer jeito, só vai atrair o mal para si, pois quem quer controlar a vida e as pessoas, acaba descontrolado.

Puxe o amor por si mesmo e confie que a hora em que isso acontecer, a vida vai lhe trazer a coisa certa, na hora adequada.

Tudo está certo, o errado é você achar que algo não está bem. “Tudo dá certo no final... se ainda não deu certo é porque não chegou no final"...



Texto de Jandira de Moraes

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Existência

 
 
Transforme cada oportunidade em algo criativo e belo.

 Não permaneça com essa idéia ilusória de que pode continuar permanentemente no mesmo estado mental;  isso é possível apenas se você estiver morto.

 Se você está vivo, os climas irão mudar, as estações irão mudar;  e você terá que aprender através de invernos, através de verões, através de chuvas.

... Você terá que passar através de todas essas estações com uma dança em seu coração,  sabendo perfeitamente bem que a existência nunca é contra você.

Então o que quer que ela lhe dê... pode ser amargo, mas é remédio.

 Pode não parecer doce no início,  mas finalmente você verá que lhe proporcionou algo  que apenas um único estado mental não poderia ter lhe dado.

Sendo assim, o que quer que esteja acontecendo, é bom.

 Vá com calma. Isso não é para sempre, isso também vai mudar.

 Mas não faça nenhum esforço para mudar. Deixe isso com a existência.  É a isto que chamo de confiança.

 A existência é mais sábia que você  e irá proporcionar-lhe todas as oportunidades necessárias para o seu crescimento.

Fonte: OSHO

terça-feira, 1 de maio de 2012

Pensamento



"Posso fazê-lo subir ou cair. Posso agir em seu favor ou contra você. Posso torná-lo um sucesso ou um fracasso. Controlo o modo como você se sente e o modo como age. Posso fazê-lo rir ... trabalhar ... amar. Posso fazer seu coração cantar de alegria ... de emoção ... de euforia. Ou posso fazê-lo miserável... abatido...... mórbido. Posso deixa-lo doente ... apático. Posso ser uma algema ... pesada ... presa ... incômoda. Ou posso ser como a nuança do prisma ... dançando ... brilhante ... passageira ... perdida para sempre a menos que seja capturada pela caneta ou pelo intento. Posso ser alimentado e cultivado até ficar grande e formoso ... visto pelos olhos dos outros quando em você me transformo em ação. Nunca posso ser removido ... somente substituído. Sou um PENSAMENTO. Por que não me conhecer melhor?"

(Bob Conklin)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

VIDA A DOIS



A convivência entre duas pessoas com certeza é bastante complicada, uma vez que somos todos diferentes por natureza íntima.

Essa diferença é um dos motivos que nos atraem para a outra pessoa, pois temos a necessidade de completude.

Nascemos com certeza necessitados de um complemento divino, alguém que possa dar a nós aquilo que achamos que nos falta.

As qualidades que um tem falta ao outro ou ficou camuflada interiormente, sem ser exteriorizada e trabalhada.

As pessoas às vezes confundem complemento divino com alma gêmea, e são duas coisas distintas uma da outra, pois no caso da alma gêmea são pessoas que tem os mesmos gostos, pensam da mesma forma e é igual a você, por isso o termo alma gêmea.

Exatamente por achar que são tão parecidos que se atraem e vão viver eternamente sem problemas.

Gostam das mesmas coisas e acreditam que por isso vão estar sempre bem, nunca vão brigar, divergir em opiniões e pensando assim a vida seria um mar de rosas e serão felizes para sempre.

Mas não é assim que acontece, pois se são tão parecidos assim nas qualidades, podem ser também em relação aos defeitos.

Normalmente não gostamos de alguns defeitos nos outros e com certeza são os que temos e não queremos ver.

O não querer ver está relacionado ao fato de que normalmente, foi motivo de crítica e cobranças pelas pessoas de nosso convívio.

Ninguém gosta de ser cobrado e criticado, então criamos resistência em entrar em contato com aquilo.

É natural que isso aconteça, pois ao sermos cobrados e criticados pelos outros sempre nos defendemos, para fugir das punições que poderiam acontecer.

Os problemas das relações a dois são resultantes dos nossos medos e atitudes direcionadas pelo passado, pela mágoa e por tudo que nos marcou. Essas marcas tornam as coisas muito assustadoras para nós.

A vida não pode nos dar a decisão de ficar adultos. Só acontece com uma decisão que vem de dentro e temos que aprender a definir o que é ser adulto.

Isso não pode partir de qualquer outra pessoa, pois tudo o que é imposto, é rejeitado.

Às vezes a pessoa até já ajudou os outros a encontrar o adulto dentro dele, mas não usou isso para si mesmo, porque não tomou a decisão de amadurecer.

Isso vem do fato de não ter digerido algumas coisas ainda. Vamos conseguir ao decidir não mais ser criança, fingir e disfarçar.

É preciso jogar limpo e sério, pois as consequências só nós vamos sentir.

Só quando começa a doer fazendo mau, resolvemos tomar uma atitude. Então o sofrimento e o ódio podem acordar a pessoa pra fazer por si mesmo.

A criança não quer fazer porque espera de Deus, do amigo, dos pais ou do governo (é a coisa infantil dentro de nós). É alguém que se sente menos porque não consegue fazer por si.

A pessoa só se resolve quando as coisas mais difíceis vêm à tona, a mente toma conhecimento, entra em contato e quer perceber e resolver.

A vida nos mostra, mas quando não queremos ver não adianta.

Até então começamos a atrair muitos desencontros, desacertos, medo, inseguranças, entraves e bloqueios, que atrapalham a pessoa.

Então ela não flui bem em sua vida. Quando a pessoa quer se resolver ela reconhece e resolve se olhar.

Estabelece uma auto-análise pra discernir, onde está errado e tem a coragem de assumir para os outros e pra si mesmo.

O que importa é o meu compromisso diante de mim, não é nem dos outros nem de Deus.

Não é Ele que cobra, mas é a necessidade minha de que as coisas se resolvam pra que os problemas não aconteçam mais, com tanta freqüência como antes. É preciso resolver pra vida poder fluir.

Se eu faço curso e procuro a melhora, assumi um compromisso comigo, por ter ido buscar algo melhor para mim.

Quando apenas me cobro e não tomo atitude, eu me decepciono comigo e me sinto muito infantil. Então começo a me punir por não ter feito.

Às vezes uso desculpas pra não assumir... Minto pra mim mesma e faço tipo para os outros. Então a vida pega minha mentira e joga contra mim mesmo, só pra ver se eu acordo.

Quando eu me assumo e fico do meu lado a vida me apoia e fica tudo mágico. Em primeiro lugar temos que ter um firme propósito ao entrar num curso para fazer nossa melhora.

Se eu assumir vou entender, assimilar e usar. Mudanças incríveis vão acontecer em minha vida e muito rápido.

A prosperidade exige que eu me estabeleça metas altas, mas possíveis de serem atingidas pra que eu possa fazer tudo pra conquistá-las.

Estabelecer algo alto demais, vai fazer com que eu arrume desculpas para justificar o fracasso.

Eu me torno criança e imaturo, quando sei que algo é bom e não uso. Deus sabe que eu sei, então não vai ajudar em nada porque eu mesmo posso fazê-lo.

Ele só ajuda quando não posso fazer por mim, então ele me auxilia dando intuição para eu agir correto.

Às vezes começo a agir pelos vícios que adquiri ao longo da vida e não mudo, nem admito que não é mais o meu melhor.

Chega de ter medo, insegurança, de não querer assumir-se por medo de errar, deixando que a vaidade fale mais alto.

Como é que os outros vão me encarar se eu errar?... Como eles vão me cobrar e me criticar? Eu não vou agüentar a auto-crítica. Vou me estrangular por dentro...

Uma coisa importante é ver as verdades que existem dentro de nós, encara-las e assumi-las. A primeira coisa que devo querer ver é a mentira de que eu amo a vida, quando na verdade tenho ódio dela e dos outros.

A maioria das pessoas acha que a vida é difícil que é um enigma, desampara as pessoas e que há injustiça em tudo. Por isso temos medo do amanhã.

Isso por que nos sentimos incapazes de controlar tudo. Esta incapacidade de controlar as coisas nos torna inseguros... Isso faz sentido, pois só me sinto seguro naquilo que posso segurar e controlar.

Por isso temos necessidade de estar no controle de um relacionamento a dois, por medo de que se eu não puder segurá-lo ele vai escapar, vai embora.

Essa sensação de insegurança faz com que passemos a querer dominar a outra pessoa pra que ela ceda à nossos desejos, fazendo nossas vontades.

Queremos na verdade que ela sinta que somos muito necessários em sua vida, a ponto de não poder viver sem a nossa companhia.

Ao mesmo tempo criamos um envolvimento com a pessoa, mas também a estamos sufocando com nosso amor e nossa necessidade de comandá-la.

Isso faz com que ela sinta uma dualidade de emoções em nossa companhia...

Ao mesmo tempo, que ela fica envolvida pelo nosso carinho e atenção, sente-se sufocada pelo exagero de nossas atitudes em relação a ela.

Às vezes esse sentimento toma conta de nosso ser, a ponto de estarmos nos anulando por causa do outro e nossa vida perdeu completamente o sentido porque vivemos em função do outro.

Se perdermos essa pessoa, temos vontade até de morrer e só não fazemos uma besteira, pois sabemos que não é correto e teremos mais problemas ainda.

Se soubéssemos como esse ódio da vida influi no relacionamento com as pessoas.

À medida que não me vejo e não encontro a verdade em mim, também não conseguirei ver a verdade do outro, pois não terei olhos pra ver a verdade em nenhum lugar.

Não combina com os meus padrões enxergar o melhor dos outros, pois não aprendi ver o melhor da vida.

Acho que a vida é um perigo, então passo a achar que as pessoas não são boas ou confiáveis.

Minha vida se torna pobre afetivamente, profissionalmente e emocionalmente.

Quando não me dou uma chance para acreditar que a vida é boa, como vou acreditar que a minha vida ao lado do outro também pode dar certo.

Deixo então o ódio da vida e me abro para ver o melhor de tudo e de todos.

Quando procuro o melhor no outro, vou me sintonizar com esse melhor que existe por si só no mundo.

Mesmo que essa pessoa seja ruim com todos, para mim ela vai demonstrar sua bondade, pois através da confiança que depositei nela, consegui me sintonizar com o melhor dela.

Isso acontece porque estou no meu melhor e quando assim é, vou me sintonizar com o melhor de todo o mundo.

A relação entre pessoas na verdade é uma troca, então quando consigo me doar sem limites e sem esperar retorno, ele acontece espontaneamente.

Quando supero o medo de me doar e falar dos meus sentimentos, sinto-me de bem com a vida e me abro com confiança para um novo amor, sem medo de não dar certo, pois me ocupo com o momento sem apego ao resultado.

Quando não crio expectativas e não alimento ilusões, não vou atrair desilusões que vão tirar o meu animo e alegria de viver.

Quando me desiludo acabo por afastar o entusiasmo pela vida. É como se eu tivesse cortando o fio que me prende vivo aqui na Terra e já começasse a morrer internamente. Então começo a atrair doenças de toda a sorte.

Desencadeio a mágoa que atrai problemas de estômago, por não digerir os acontecimentos, ou outro tipo de doença, pela degeneração interna que atraí por conta de ter acalentado sentimentos ruins que nos destroem por dentro.

Quando a pessoa resolve acabar com o ódio dentro de si, ela pode começar a fazer uma renovação interior muito grande e começa uma fase de renascimento interior.

Então desencadeia um processo de cura, pois quando substituo o ódio por amor, posso me curar. A auto-cura está ligada ao fato de começar a me aceitar como sou e respeitar-me do jeito que estou no momento.

Quando me respeito, estou respeitando a individualidade que existe em mim, sabendo que ninguém é igual a ninguém. Só tomo consciência disso no convívio com as outras pessoas.

Se eu me sentir agradecido ao outro por ter permitido esse confronto, vou saber que eu sou diferente, então vou passar a me aceitar e a aceitar o outro.

Então tudo começa a se encaixar, pois comecei a aceitar a vida e me aceitar... A partir de então me torno pronto pra viver um novo amor...


Fonte: https://www.facebook.com/#!/photo.php?fbid=279371322144022&set=a.206815452732943.50685.206807786067043&type=1

sexta-feira, 30 de março de 2012

Progresso espiritual



"Você me pergunta, de novo, se posso fazer algo para que o seu progresso espiritual seja mais rápido.


Eu posso entender seu desejo, posso entender sua sede, posso entender sua ânsia, mas nada pode ser feito rapidamente nesse sentido. Não h...á atalho. Atalhos são prometidos apenas por falsos instrutores. Não há atalho. O crescimento é árduo e nada pode ser feito mais rápido do que você possa absorver. Há um certo limite para a sua absorção, há um certo limite para a sua inteligência. Uma vez que você tenha absorvido algo, suas capacidades se tornam maiores, aí alguma coisa mais será possível. E quando você tiver absorvido esse algo mais, suas capacidades se tornarão ainda maiores e algo mais poderá ser feito de novo. E é assim que a coisa anda. O crescimento é lento.

O Crescimento não é como as flores da estação. O crescimento é lento. É como as grandes árvores que tomam centenas de anos para crescer. Mas aí, elas podem dialogar com as estrelas. Flores sazonais existem apenas por umas poucas semanas. Elas vêm rapidamente, elas vão rapidamente. Elas são como sonhos, elas não são realmente reais. Elas apenas simulam estar aqui. Seja um verdadeiro cedro do Líbano. Isso leva tempo, isso é duro. Quando você começa a subir em direção ao céu e às nuvens e à Lua e às estrelas, é árduo. É árduo por que você tem que desenvolver raízes, profundas raízes terra adentro. A árvore cresce na mesma proporção que as raízes, se ela tem que crescer trinta metros para o céu, ela tem que crescer trinta metros por sob a terra. Essas raízes tomam tempo.

Você não vê as raízes. Raízes não são visíveis. Quando você vem a um instrutor espiritual, o instrutor vê as suas raízes. Ele vê quantas raízes você tem. Se você repentinamente cresce rápido e as raízes não estão prontas para sustentar a você grande dessa maneira, você cairá, você desabará. E uma vez que você tenha caído, se tornará muito difícil se tornar enraizado novamente.

Então, um mestre não pode ajudá-lo mais rapidamente.

Essa mania de velocidade precisa ser abandonada. Não há necessidade. Cada passo tem que ser desfrutado e celebrado."
 
Osho
 
 
Não existe atalhos. Na verdade, tudo o que existe é esse instante.

domingo, 18 de março de 2012

Sua alma atrai



A alma é um repositório de boas e más experiências, nela estão incutidas algumas feridas abertas à espera de uma oportunidade para se curar.


Essa oportunidade de cura é encontrada naquelas experiências que trazem à superfície a sombra existente na alma.

As situações que, à princípio, nos fazem sofrer indicam que há algo em nós que necessita ser transformado.

O problema é que fomos ensinados a fugir das emoções dolorosas, o que favorece o fortalecimento dos miasmas energéticos em nosso campo vibratório atraindo mais situações negativas para a nossa vida. Isso ocorre porque é a maneira através da qual, a vida age para nos fazer “agir”, “mudar”, tomar as rédeas da vida assumindo responsabilidade diante dos fatos.

E, para agir e mudar é preciso enfrentar as emoções, isso muitas vezes nos leva ao passado, seja ele consciente ou inconsciente. O fato é que, para se libertar dessa prisão energética que desencadeia bloqueios psíquicos e emocionais engendrando situações desconfortáveis na esfera dos relacionamentos de todos os tipos, é preciso sentir tais sentimentos, por mais dolorosos que sejam e posteriormente libertá-los com consciência de que eles já não mais fazem sentido para você. – Essa é uma técnica usada por muitos psicólogos, psicoterapeutas, terapeutas e etc, mas é possível fazê-la sozinho, com consciência e sem julgamento do processo.

Saiba que a vida não dá ponto sem nó. Para tudo há um propósito.

O primeiro passo essencial em busca da conexão interior é o reconhecimento de sua responsabilidade em face dos fatos da vida. Somos como um imã, atraímos as pessoas e as circunstâncias conforme nosso padrão vibracional, ou seja, conforme a necessidade do nosso espírito.

Nosso Eu Superior faz todo o trabalho, ele quem atrai as pessoas e as circunstâncias para a nossa vida, pouco interessando o quão desagradável pode ser uma experiência, porque ele sabe que o objetivo é o bem maior da nossa alma em face da eternidade.

Desta forma, nosso caráter, pensamentos, as nossas fragilidades, nossas ações e o grau evolutivo do nosso espírito determinarão a experiência que nos será apresentada.

Nós escolhemos a nossa família antes de encarnarmos, aliás, é ela que nos fornecerá os elementos necessários para o amadurecimento do nosso espírito, sejam eles através da concórdia ou da discórdia. Mas saiba que, seja ele qual for, é o melhor para a sua evolução espiritual.

Portanto, ao invés de reclamarmos das contendas existentes entre nossos familiares, poderíamos agradecer a oportunidade de exercer o nosso poder interior de superação, aprendendo a lidar de uma forma mais madura e sensata. É claro que isso não acontece apenas nos ambientes familiares, mas também nos profissionais e etc.

Digo e repito que a resposta sempre está dentro de nós, um pequeno acidente não é por acaso, há sempre um ponto de atração em nós.

O mundo nos ensina a olhar para fora, nos limitamos apenas na superfície e, é claro que, assim agindo, se torna cômodo atribuir à culpa ao outro, à fatalidade ou a Deus.

Quando tomarmos consciência de que o poder do arbítrio é a força soberana em nós, começaremos a integrar mais luz em nosso Eu Interior.

De maneira alguma estou a dizer que só existe o poder do livre-arbítrio. É notável que há uma força superior que nos rege, mas essa força age consoante a nossa integridade interior.

Pode ser que essa força superior queira que nos entreguemos a ela, e isso já é uma escolha...

Nosso livre-arbítrio será bem usado quando em compasso com os anseios do nosso Eu Interior, é preciso ampliar nossos horizontes integrando o nosso Eu Superior com a grande Mente Universal, ou Deus, como queira chamar.

Na medida em que exalamos integridade, a vida nos presenteia com mais dela. Afinal, para Ter (e não me refiro aos bens materiais, mas também aos espirituais), é preciso antes SER – VOCÊ ATRAI O QUE TRANSMITE.
 
Fonte: http://estacoesdaalma.blogspot.com.br/2011/01/sua-alma-atrai.html