Pesquisar este blog
domingo, 16 de janeiro de 2011
A CORAGEM DE SE VER
O que você mais odeia nas pessoas?
Tire uns minutos para pensar ... Identifique o que realmente lhe incomoda. Eu não quero as coisas que simplesmente você não gosta mas a coisa que chega a lhe deixar furioso.
Já lembrou? Por que será que essa coisa nos outros mexe tanto com você? Percebe que existem tantas coisas que você não gosta de ver nos outros mas não chegam a lhe incomodar realmente Agora, tenha um pouco de coraqem e verifique se você também costuma fazer essa coisa, só que não gosta de saber que faz, pois é algo que o seu lado perfeccionista abomina e condena.
De imediato você pode dizer que não. Isso é normal, afinal de contas você até hoje tem tentado esconder isso de si, para não se reprovar e se punir, como sempre faz nesses casos.
O nome disso é inconscientizar. Ou seja, tornar inconsciente, jogar para o fundo escuro de nossa percepção. Em nosso dia-a-dia, é comum nós não vermos o que fazemos, pois nós podemos treinar nossa percepção a ver ou não ver o que quisermos.
Nossa consciência é como um farol: só o que é focalizado pode ser visto; o resto fica nos escuros da inconsciência até que nós voltemos a prestar atenção.
Se eu olho para um lado, os outros lados ficam inconscientes até que eu gire o meu olhar para tornar consciente os outros lados. Com isso podemos evitar olhar para o que não é de nosso interesse olhar. Fingimos que algo não existe e depois fingimos que não estamos fingindo.
Assim, tornamos o que é inconveniente totalmente inconsciente. Quando nossas ilusões não gostam da verdade, nós costumamos inconscientizá-la.
Você sabe como gostamos de nos iludir, de sonhar, de imaginar, a pretexto de sermos positivos ou otimistas, e por isso achamos a verdade cruel e fugimos dela. Não vemos nem em nós nem nos outros o que não queremos ver e sempre acabamos por pagar um preço muito alto por isso ...
Vivemos reprimindo os nossos impulsos indesejados, nossas vontades que o mundo ao nosso redor não aceita, nosso jeito de ser que pode incomodar os outros e despertar críticas.
Você nunca se pegou naquela situação em que você está andando na rua e, de repente, uma velhinha que está na sua frente escorrega em qualquer coisa e quase cai. A sua vontade imediata é de rir, mas você se censura e contém o riso de dois jeitos ao mesmo tempo. Primeiro no corpo, retesando os músculos do rosto, bloqueando o fluxo do impulso indesejado; depois, inconscientiza a imagem engraçada da velha escorregando. Quer dizer, para se segurar você fica tensa, porque não dá para pensar na cena, senão desata a rir. Precisa distrair a cabeça em qualquer outra coisa, e distrai pensando que coisa triste aconteceu com a velhinha.
Muitas vezes você está assistindo a um filme emocionante e sente vontade de chorar, mas reprime. Como? Aperta o peito, a barriga, aperta tudo e distrai a atenção disfarçando e fazendo contrário, ou seja, rindo feito bobo. Você não se permite chorar para não se expor, porque está preocupado com o que os outros vão pensar de você. Então você se reprime para continuar mantendo a imagem de pessoa maravilhosa. Ainda mais se você for homem, porque homem é forte e não chora por bobagens.
Se você vai viajar e devido à distância precisar ir de avião, isso pode ser um problema se você tem medo de andar de avião. Como você precisa empreender a viagem, você reprime o medo apertando o diafragma, o corpo todo, bem como a aura, e fica encolhido para não sentir. A aura é o seu campo energético, um campo de força que existe em você, que se exterioriza e que está relacionado com o corpo astral. E o que a aura tem a ver com a repressão? Na repressão, o que primeiramente encolhe não é o corpo físico, apesar de aparentemente dar essa impressão.
Vivemos reprimindo os nossos impulsos indesejados, nossas vontades que o mundo ao nosso redor não aceita, nosso jeito de ser que pode incomodar os outros e despertar críticas.
Entretanto, você continua com a mesma atitude que causa tais sensações, e assim continua criando o mesmo efeito, tentando escondê-Io e na base do "não vejo, logo não existe".
Acontece que para esconder o efeito você precisa manter certa tensão, porque, se você se solta, vem tudo para fora. E essa tensão vai se acumulando no corpo energético, no corpo astral e passa para o corpo físico. O efeito disso é que ela vai tirando os seus músculos do lugar, vai tornando um corpo bonito num ser desalinhado e cheio de deformidades, como flacidez, celulite, barriga, gordura, etc. Isso porque os músculos internos estão sempre tensos e, embora com a musculação externa você disfarce e solte, a interna está presa. E o impacto entre tensão interna e soltura externa provoca deformações. É por esse motivo que existem massagens e tratamentos para mexer com a musculatura mais profunda, que se entortou toda devido ao atrito da tensão e soltura.
A pessoa pode estar estressada mas quer manter a pose, porque não fica bem mostrar estresse, nem raiva, nem medo. Para tanto, procura manter a postura exterior aparentemente relaxada, mas a causa continua dentro, provocando problemas mesmo que ela não queira ver.
Sua força consciente, de fato, controla as funções musculares do corpo e a que esse material recai cada precisa sair por algum lugar.
No nosso sistema bioquímica, sabemos que as partes do corpo falam entre si através de um sofisticado e perfeito sistema de substâncias. Essa comunicação funciona de tal sorte que, se machucamos os pés, logo o cérebro é avisado e emite sinais para que o organismo processe os elementos de cicatrização, mas antes produz a dor para que a consciência passe a cuidar do ferimento.
O inconsciente emite sinais para o consciente agir, já que este tem o poder de certas funções, como comer, beber, articular os músculos, etc.
No caso de atitudes reprimidas, o inconsciente precisa de alguma forma mostrar ao consciente que ele está fazendo algo que prejudica o sistema, mas a consciência escapa e resiste, assim o inconsciente lança esse material em zonas que a consciência não pode dominar. E é isso que se chama projeção.
A consciência não pode exercer o arbítrio na zona onírica, nem na zona anímica ou mesmo em grande parte do corpo ou ainda na zona externa ou ambiente, e é nelas que as projeções aparecem.
Você controla com seu arbítrio o que não quer ver, mas o inconsciente lhe força a ver o que você tem que ver. Se você está se agredindo e não quer ver, poderá sonhar com agressões.
Esse fenômeno é diferente da transferência. E é importante fazer uma distinção entre ambos, porque as pessoas costumam confundi-los. Transferência significa transferir para os outros a sua versão, a sua verdade, os seus sentimentos, achando que eles são como você. Ou seja, você toma os outros por você. Tudo que é bom para o seu caso você acha que também o é para os outros.
Agora, a projeção é involuntária e automática. Negou a consciência de algo que você cria, então tudo isso reaparece de forma exagerada e que mexe muito com você. Você já pode saber: mexeu muito com você, é projeção. Ou seja, é a vida querendo lhe mostrar uma coisa em você que você não quer ver.E não dá para escapar. Quanto mais você quer fugir, maior fica a projeção, ou seja, maior a coisa projetada vai aparecer na sua frente.
Parece que a vida não perdoa. O que tem que ser conscientizado será feito cedo ou tarde.
Na verdade, existem dois tipos de projeção: os seus pontos fracos que você esconde por ter preconceitos contra tais aspectos e que ao se projetar em alguém geram em você um ódio incontrolável; e as virtudes que você acha que não possui, pois tem uma auto-imagem negativa e falsa e que quando se projeta nos outros, você experiência como paixão. Por exemplo: é projeção adorar ou idolatrar uma pessoa porque ela é inteligente, porque você não se considera inteligente embora na verdade tenha um grande potencial de ser mas por seus preconceitos você vive se impedindo de usar sua inteligência. Você a vê no outro e sente essa exaltação desmedida. Se você só admirasse a inteligência de alguém, sentiria uma espécie de respeito por ela e nunca se exaltaria.
Assim também o que mais irrita no outro é o que você não quer ver em você. É claro que existem certas coisas que simplesmente você não gosta delas. As que me refiro são aquelas que dão uma sensação interna de raiva e agitação. Essas realmente são projeções.
Você já notou que há determinadas coisas que ficam muito grandes em sua vida, por mais que você fuja e não preste atenção nelas? Pois é, essas são projeções que estão mostrando o que você faz mas não aceita e não quer ver. Para mudar isso existe a introjeção, que é o oposto da projeção. O fenômeno da introjeção é aceitar ver o que você está negando e localizá-lo em si. No entanto, existe sempre o orgulho, que não o deixa aceitar.
A resistência a ver a verdade ocorre porque você já se habituou a defender o ponto de vista do seu orgulho. Ele o censura, obrigando-o a ser do jeito que ele idealiza e que fica considerado como "o certo", em que os falsos valores dominam. Usa a condenação e a culpa para forçá-lo a ser ou parecer ser certinho. Essas culpas e punições que nosso orgulho nos impõe geram o medo de se ver como se é. Afinal, se ver de verdade passa a não ser conveniente. No entanto, a verdade permanece a mesma. Você só fica bravo, irritado, com as pessoas que fazem exatamente o que você faz com você.
Não tem jeito de escapar!Quando você se queixa muito de alguém, você está falando de você mesmo, está se confessando.Queixa é confissão!
Por exemplo: você entra no consultório do terapeuta e começa a falar do marido ou da esposa, e o terapeuta estimula a que você fale mais. Por quê? Porque essa fala é uma confissão. A sua atitude é diferente quando você aceita uma coisa que apesar de considerada feia você faz. Aí as dos outros não chamam tanto a sua atenção, e se o fazem não o incomodam.
Entretanto, com relação ao material recalcado, não adianta você dizer que ínconscientizou e por esse motivo não o vê. Por exemplo: dizer para você mesmo que inconscientizou a irritação e por isso é difícil vê-la, descobri-la, para lidar com ela, é só uma desculpa para você mesmo.Isso porque uma coisa é você dizer que jogou fora uma atitude que já não lhe serve mais e outra é fingir que jogou, censurá-la e deixá-la ativa no inconsciente.
Vejamos agora algumas atitudes dos outros que podem lhe causar irritação ou mesmo raiva se você não se aceita como é. Vou mencionar algumas e quero que você dedique um tempo para refletir a respeito.
Uma pessoa é sarcástica com você e você fica com ódio. Para começar a entender o processo todo, vamos deixar claro o que vem a ser sarcasmo: É quando você fala uma coisa importante para uma pessoa e ela, simplesmente, lhe ignora, goza ou ri dos seus sentimentos. E você? Como faz isso com você mesmo? Acredito que de muitas formas. Você é sarcástico com você quando se põe de lado, ri dos seus sentimentos, se acha um palhaço, se chama de criança, de burro, de bobo, quando muitas vezes você está até fazendo o seu melhor, está no melhor dos seus sentimentos e se desconsidera. Você acha que fazer isso com você não tem importância, mas quando o outro faz você considera afronta.
Outra atitude que pode lhe causar irritação é a mesquinharia. Eu ouço muitas pessoas dizerem que não gostam de gente mesquinha. Eu gosto de perguntar a elas como são mesquinhas consigo mesmas e com os outros. Isso porque quando se referem a si mesmas usam um outro adjetivo, ou seja, usam o de cuidadosas e não o de mesquinhas. Alegam que são cuidadosas porque os outros podem abusar delas, aproveitar-se delas. Na verdade, a mesquinharia é uma coisa muito ampla. A pessoa pode ser mesquinha em algumas coisas, mas isso não significa que ela é mesquinha em todos os aspectos da vida dela. Por exemplo: uma pessoa pode não ser mesquinha com dinheiro mas ser com livros. Ela tem um monte de livros que não lê, não usa, deixa tudo trancado, embolorando, mas não empresta para ninguém.
O que realmente importa não é com o que se é mesquinho, mas que a mesquinharia só incomoda na medida em que você tem uma forma qualquer de mesquinharia. E é por isso que a do outro chama a sua atenção e o irrita.
Mesquinha não é só a pessoa que guarda coisas ou a que é insegura porque não sabe doar, não tem maturidade para tal. Mesquinho mesmo é aquele que já tem uma certa capacidade de doar e não doa. E nós somos mesquinhos conosco quando negamos a nossa oportunidade de doar, de ter prazer em dar.
O ato de dar é algo gostoso, é um prazer, é o prazer do bem. Não é a obrigação de fazer coisas, mas o sentimento de dar, de distribuir, e quanto mais você dá, mais você amplia esse sentimento. A mesquinharia é quando a pessoa não assume a capacidade de dar, de ser genero no grau que ela já sabe e, ao negar isso, cria problemas para ela. E é claro que tudo isso é relativo, porque há pessoas que estão acostumadas a doar e outras que têm um campo menor de doação. Estas não podem ser encaradas como mesquinhas, porque, de acordo com a capacidade delas, não têm habilidade para tal.
E você? Em que sentido é mesquinho com a sua capacidade de doar? Como você vai contra essa sua capacidade?
Pode ser que seja com o trabalho, pois em sua ganância em querer ganhar muito acaba por ser mesquinho com seus clientes, ou mesmo com as suas idéias, pois a ganância de ser o dono da verdade o leva a ser mesquinho com as idéias dos outros. De que forma você é mesquinho com você?
Muitas vezes você não se deixa fazer o que quer na ambição de manter seu status e não se permite errar. Com isso, se impede de crescer e aprender. Sua mesquinhez é se tirar as chances de viver com largueza e profundidade, anulando um sem-número de oportunidades.
Introjete a projeção e comece o trabalho de percepção para mudar.
Há pessoas que ficam profundamente irritadas com delatores, com gente que é dedo-duro. Mas, apesar de não gostarem, fazem a mesma coisa consigo mesmas. Por exemplo: a pessoa está saindo de casa e rasga a meia. Como não tem tempo para trocar, vai ao encontro da amiga e já chega dizendo que a meia está rasgada. A amiga nem viu, nem reparou, mas a pessoa vai logo se delatando, que é para que a outra não delate antes.
Com relação à agressividade e ao autoritarismo, também há muita irritação. Você pode achar que uma pessoa é ruim porque é agressiva e autoritária com você. Mas, e você? Não faz o mesmo com você? Ou seja, você é ruim com você quando quer as coisas do seu jeito, e, quando não é do seu jeito, você fica contrariada porque, no fundo, você é arrogante.
Na arrogância a pessoa não pede, ela manda. E imagina que a vida, as pessoas, têm que ser do jeito que ela imaginou, porque, afinal, ela é que é a maravilhosa e que precisa ser atendida nas solicitações que faz. Esse tipo de atitude é de quem quer dominar a vida, quer comandar tudo, porque se julga assessora direta de Deus e sofre de contrariedade crônica. E essa contrariedade nada mais é do que ódio contra o fato de a vida fluir do seu modo natural dentro de suas próprias leis e não pelo que a pessoa imagina que são essas leis. Ela não quer se dar ao trabalho de estudar a vida e acha que o que pensa ou aprendeu a pensar é que é o certo só porque "Ela" pensa.
Quando você quer forçar e empurrar a vida, ela não coopera. Não ocorre o mesmo com você? Se alguém lhe empurra, você logo perde a vontade de cooperar. Um grande número de pessoas pensa que Deus é controlador, mas isso não é verdadeiro. E a vida, que é Deus, é assim: ninguém a domina nem lhe põe rédeas. Cada um de nós, a seu tempo, mais cedo ou mais tarde vai entender isso com bastante clareza.
Acredito que um dia todos nós vamos ter condições de participar com mais lucidez da vida. E isso ocorrerá quando o nosso conhecimento das leis que regem a vida for maior.
Por enquanto, o que precisamos é aprender a seguir o fluxo da vida, acompanhá-la. Aí, sim, ela se torna generosa para conosco. E ao fazer isso as coisas deixam de lhe contrariar, de emperrar, e você deixa de se torturar com isso.No momento em que você aceita o fluxo da vida como ele ocorre em você e procura estudá-lo, observá-lo, lidando com ele sem brigas, sem revolta, a vida fica do seu lado e vai fazer tudo para que você aumente seu conhecimento dela. Ocorre o contrário quando você quer dominar arrogantemente a vida. Esta lhe contraria não para lhe chatear mas porque as leis dela estão funcionando pela sua lei, que é a da contrariedade. Ou seja, você quer seguir na contra-direção das coisas.
Extraído do livro: A coragem de se ver - Luis Antonio Gasparetto
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
A cura de nossos relacionamentos é uma escolha unilateral
Em última análise, curar nossos relacionamentos é a nossa própria escolha, já que na verdade não são os outros que estamos perdoando realmente. São apenas as nossas próprias atitudes e julgamentos a respeito deles que precisam ser perdoados.
São os nossos pensamentos e julgamentos hoje, e não mais a outra pessoa, que nos causam dor no presente. E já que estes pensamentos e julgamentos são nossos, apenas nossos, somos nós que precisamos nos empenhar em perdoar, em mudar nossa mente e nos libertar das queixas passadas. Enfim, é o nosso relacionamento com nós mesmos que precisa ser curado, e apenas nós podemos fazer isso, se esta for a nossa escolha.
É possível curar todos os nossos relacionamentos?
Sim! É possível curar não apenas alguns, mas todos os nossos relacionamentos. Podemos fazê-lo desistindo de qualquer forma preconcebida, ou dos roteiros mentais que tenhamos escrito sobre os outros. Podemos fazer isso nos dispondo a acabar com todas as queixas e pensamentos de agressividade. E podemos fazer isso por meio do processo do perdão. Podemos fazer isso:
* Reconhecendo que não somos vítimas dos nossos relacionamentos e, sim, participantes deles.
* Assumindo a responsabilidade pelos nossos pensamentos, pelas nossas escolhas e emoções, e não censurando a outra pessoa por aquilo que aconteceu no relacionamento.
* Optando por ver os outros como seres que nos amam ou, caso os percebamos como nossos agressores, optando por vê-los como seres cheios de medo que clamam por amor.
* Lembrando que aquilo que percebemos nos outros e no mundo exterior é uma projeção dos pensamentos - quer positivos quer negativos - contidos em nossa mente.
* Aprendendo a amar a nos mesmos e aos outros, perdoando em vez de julgar.
* Direcionando a nós mesmos e escolhendo ser interiormente pacíficos, não importando o que esteja acontecendo fora de nós.
Essas idéias podem afetar literalmente todos os aspectos da nossa vida. Podemos começar a lançar um novo olhar sobre o mundo e sobre todos os nossos relacionamentos. Podemos começar a reconhecer que a cura dos nossos relacionamento está diretamente ligada à Cura das Atitudes que estamos conservando em nossa mente a respeito desses relacionamentos.
Afirmações:
1 - Escolho curar meu relacionamento comigo mesmo deixando que o hábito de julgar a mim mesmo se vá.
2 - Escolho unir-me aos outros, em vez de me separar deles, abandonando meus julgamentos sobre eles.
3 - Escolho rasgar todos os roteiros que escrevi para o modo como acho que as pessoas deveriam ser em minha vida.
4 - Escolho lembrar que o que realmente conta em meus relacionamentos não é quanto eu faço ou digo, mas sim com quanto amor eu faço ou digo.
5 - As palavras que eu escolho em minhas comunicações sempre determinam se minha intenção é unir ou separar.
6 - Será por meio dos meus relacionamentos que eu vivenciarei o amor incondicional.
7 - Hoje, eu escolho lembrar-me de que realmente mereço o direito de ser feliz.
8 - Hoje, eu escolho desistir de me sentir uma vítima dos meus relacionamentos e assumirei a responsabilidade por minha vida.
9 - Sempre que ficar preso no passado ou no futuro, escolherei lembrar-me de que o amor só pode ser vivenciado no presente.
10 - Posso optar pelo amor em vez do medo, em todos os meus relacionamentos.
Gerald Jampolsky e Diane Cincirione
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Independência
A verdadeira e real independência que podemos exercitar na vida é aquela ditada por nossa interioridade. Mas ela só se torna possível se aprendermos desde muito cedo a manifestar nossa vontade sem medo.
Aqueles que não tiveram a sorte de desenvolver-se num ambiente em que sua liberdade tenha sido estimulada e, ao contrário, foram reprimidos desde muito cedo na manifestação de seu poder interior, certamente seguirão dominados por uma profunda insegurança, sempre à espera da aprovação exterior.
Desconstruir tal condicionamento não é uma tarefa fácil, requer uma atenção permanente sobre nossos próprios sentimentos e desejos, e uma grande coragem para ir contra o julgamento alheio, que muitas vezes nos cobra um preço alto.
Mas não há outra maneira de fortalecer a auto-estima, senão confiar nos próprios insights. Nosso guia interior -que nos direciona para a verdade, o bem e a luz-, está sempre presente, à espera de nosso reconhecimento.
O problema é que não fomos ensinados a acreditar nele, mas sim no julgamento que o restante do mundo nos envia. Afinal, disto depende a maior ou menor aceitação que obteremos.
Quando aprendemos a confiar em nossa interioridade, ganhamos tal segurança que as opiniões alheias deixam de ter a mesma importância e, portanto, não as tememos como antes.
Ser fiel, acima de tudo, a si mesmo, é o segredo para uma existência livre de arrependimentos. Quando abrimos mão de nossos valores para agradar aos demais, o rancor certamente se instalará ao menor sinal de que nosso sacrifício não está sendo devidamente reconhecido e valorizado.
Passamos, então, a cobrar dos outros a conta de nossa infelicidade e a culpá-los por não nos dar de volta aquilo que esperamos. A única forma de evitar tal armadilha é aprender a dizer não para tudo aquilo que vá contra nossa verdadeira natureza.
Não tenha medo do que as pessoas vão dizer. Nunca tenha medo da opinião das pessoas - que é a maior prisão do mundo. Uma vez que você não tem medo das opiniões das pessoas, você é livre! Essa é a escravidão sutil: alguém que está continuamente considerando os outros.
Gurdjieff costumava dizer "NÃO CONSIDEREM!" - e ele está certo. O que os outros dizem é o negócio deles e o problema deles, mas não tem nada a ver com você.
Apenas olhe sua própria natureza, e tudo que é jubiloso virá com ela. Esta é a sua responsabilidade. Você não responde para mais ninguém, você responde apenas para Deus. E Deus ficará feliz em aceitá-lo de volta como uma criança ... de volta como Ele havia enviado você aqui: limpo, puro, inocente de novo....
OSHO - Let Go!
domingo, 9 de janeiro de 2011
ACEITANDO A NÓS MESMOS NO PRESENTE
Quando eu era jovem, queria ser mais velha, e quando fiquei mais velha, queria ser mais nova. Quando morava em um lugar, queria morar em outro, e quando estava fazendo uma coisa, preferia estar fazendo outra. Nunca consegui me fixar no meu eu interior e no que estava acontecendo no momento. Parecia que de algum jeito, não era o bastante, aquilo que eu fazia não era o suficiente, e por essa razão a minha vida não era adequada.
Um vez citei em uma palestra que, não faz muito tempo, olhei para uma foto de quando tinha 30 anos e disse a mim mesma: "E eu achava que isso era inadequado?". Então observei a sala se encher de sorrisos de confirmação de todas as mulheres que já haviam passado pela juventude. Quem entre nós já não olhou para aquele periodo do passado, onde achávamos que faltava alguma coisa, desejando poder voltar atrás e experimentar as maravilhas que não enxergávamos naquele tempo? A verdade é que cada estágio de nossa vida é perfeito, se nos permitirmos vivê-lo de verdade. Se nos concentrarmos no presente, contribuindo e nos destacando nele da forma mais completa que pudermos, então cada momento poderá ter suas bençãos, e o futuro irá se desdobrar na direção de um bem melhor.
Quando aceitamos nós mesmos exatamente como somos, e onde estamos, temos mais energia para oferecer à vida, não estaremos desperdiçando o nosso tempo tentando fazer as coisas de modo diferente. Em todos os momentos em que relaxamos no ponto mais profundo de nosso ser, desistindo de lutar para estarmos em outro lugar, vemo-nos exatamente no lugar certo e no momento certo. Existe um plano para nossas vidas - o plano de Deus, e Ele vigia para se certificar de que somos quem precisamos ser e de que estamos onde devemos estar. Quando mais cedo aprendermos a viver nossa condição presente da forma mais gloriosa, novas e melhores condições surgirão imediatamente. Mas, enquanto aprendermos as lições do presente, elas simplismente reaparecerão em novos aspectos, e vai nos parecer que nada se transforma.
Não depende de nós aquilo que aprendemos, mas só se aprendemos por meio da alegria ou da dor. Mas se ainda não acreditamos que cada siutação é uma lição, não vamos nos incomodar em nos perguntar que tipo de lição é aquela. Enquanto não fizermos isso, nossas oportunidades de aprendizado serão nulas. Então, a lição reaparecerá - com riscos mais altos - até que sejamos capazes de aprendê-la. Também podemos aprendê-la na primeira vez, quando a oportunidade de aprendizado por meio da alegria ainda estiver disponível. Quanto mais vezes uma lição tiver de surgir, mais dor ela gerará. Se você sabe, no fundo de seu coração, que alguma coisa está errada, ignorá-la não fará com que ela fique menor. Essa atitude fará com que consertar esse problema seja mais dificil, pois ele virá de uma forma mais barulhenta do que o som original de Deus sussurrando em seu ouvido.
Fonte: O Dom da Mudança - Marianne Williamson
Um vez citei em uma palestra que, não faz muito tempo, olhei para uma foto de quando tinha 30 anos e disse a mim mesma: "E eu achava que isso era inadequado?". Então observei a sala se encher de sorrisos de confirmação de todas as mulheres que já haviam passado pela juventude. Quem entre nós já não olhou para aquele periodo do passado, onde achávamos que faltava alguma coisa, desejando poder voltar atrás e experimentar as maravilhas que não enxergávamos naquele tempo? A verdade é que cada estágio de nossa vida é perfeito, se nos permitirmos vivê-lo de verdade. Se nos concentrarmos no presente, contribuindo e nos destacando nele da forma mais completa que pudermos, então cada momento poderá ter suas bençãos, e o futuro irá se desdobrar na direção de um bem melhor.
Quando aceitamos nós mesmos exatamente como somos, e onde estamos, temos mais energia para oferecer à vida, não estaremos desperdiçando o nosso tempo tentando fazer as coisas de modo diferente. Em todos os momentos em que relaxamos no ponto mais profundo de nosso ser, desistindo de lutar para estarmos em outro lugar, vemo-nos exatamente no lugar certo e no momento certo. Existe um plano para nossas vidas - o plano de Deus, e Ele vigia para se certificar de que somos quem precisamos ser e de que estamos onde devemos estar. Quando mais cedo aprendermos a viver nossa condição presente da forma mais gloriosa, novas e melhores condições surgirão imediatamente. Mas, enquanto aprendermos as lições do presente, elas simplismente reaparecerão em novos aspectos, e vai nos parecer que nada se transforma.
Não depende de nós aquilo que aprendemos, mas só se aprendemos por meio da alegria ou da dor. Mas se ainda não acreditamos que cada siutação é uma lição, não vamos nos incomodar em nos perguntar que tipo de lição é aquela. Enquanto não fizermos isso, nossas oportunidades de aprendizado serão nulas. Então, a lição reaparecerá - com riscos mais altos - até que sejamos capazes de aprendê-la. Também podemos aprendê-la na primeira vez, quando a oportunidade de aprendizado por meio da alegria ainda estiver disponível. Quanto mais vezes uma lição tiver de surgir, mais dor ela gerará. Se você sabe, no fundo de seu coração, que alguma coisa está errada, ignorá-la não fará com que ela fique menor. Essa atitude fará com que consertar esse problema seja mais dificil, pois ele virá de uma forma mais barulhenta do que o som original de Deus sussurrando em seu ouvido.
Fonte: O Dom da Mudança - Marianne Williamson
HUMILDADE
Mas o que é exatamente humildade?
É fazermo-nos pequenos, menores do que somos na realidade?
É minimizar nossos valores?
Certamente, não.
A humildade é uma percepção clara da nossa real condição. Nem para mais, nem para menos.
Se for para mais nos levará ao orgulho, porque a idéia de sermos mais evoluídos do que nossa realidade acarreta envaidecimento, já que, pela nossa pouca evolução, estamos ainda muito predispostos a cair nessa ilusão.
Se forçarmos nossa percepção para menos, isto nos levará a uma situação irreal e à diminuição da nossa auto-estima, o que é prejudicial para nossa vida e evolução.
Mas como podemos encontrar nossa real condição?
Aprofundando o auto-conhecimento.
Quando “caímos na realidade” percebemos que não há razões para nos sentirmos engrandecidos por nossas constatações distorcidas, pelos elogios recebidos ou por quaisquer outras razões. Tudo em nossas vidas será motivo de gratidão àqueles que nos assistem e motivação para buscarmos cada vez mais nosso crescimento interior.
Mas esse mergulho em nossa realidade apresenta também outro desdobramento, o nosso grau de evolução espiritual, aquilo que SOMOS, não o que aparentamos ser.
Desconheço autor.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Enfrentar-se é o segredo de tudo
É muito simples sairmos da pressão social e assumir nossa vida pelo nosso espírito. É uma questão de desenvolvimento. Nos enfiaram um modo de viver que apaga nossa individualidade. Todo mundo se sente inadequado na sociedade porque o mundo nos apontava que as coisas são assim e assim, e isso não é a verdade.
Toda libertação que você conseguiu não foi de uma situação fora e sim dentro de você, que foi quando você se aceitou com bons olhos e aí ficou em paz na sua vida. Existe a moral do homem e a moral cósmica e nós não precisamos ser normais. Você nunca será a pessoa ideal para ninguém, nunca. Jamais será a esposa ideal, o marido ideal, a mãe ideal, o filho ideal, jamais. Nunca você será certo perante o mundo, sempre terá falhas, sempre está em falta. Então aja de acordo com o seu espírito e deixe o mundo com as coisas dele. Tememos o mundo, e quanto mais o tememos, mais ele tem força sobre nós e nos governa. Quando chegamos à maturidade espiritual não mais seremos dominados por esse mundo. O mundo é nosso obsessor. E, por isso, a gente faz coisas que não quer, por exemplo o casamento. Essa agressão ao espírito se paga caro, com infelicidade, opressão. Por isso você não está conseguindo viver bem. Nós aprendemos que ajudar uma pessoa é fazer por ela. E não ouvimos o nosso espírito que não quer e por isso somos obsediados.
Como estamos desavisados para não entrar no turbilhão da família!!!
PARE!!!
NÃO FAÇA ABSOLUTAMENTE NADA!!!
O “não se tocar” é uma GRANDE ARMA na desobsessão. É a capacidade de ficar NEUTRO.
Mas, ah, lá vem um pensamento, uma perturbação e você: N A D A
Impulso: você NADA.
Tudo que vem a você que não é bom: NADA.
Gente reclamando ao redor (do tempo por exemplo), você não se envolve de jeito nenum: NADA, NADA, NADA.
Cultive esse hábito.
Apurrinhou você é: NADA.
Pode vir tanto de estranhos quanto de pessoas muito e muito queridas é NADA, não entre, não se envolve. Ah, como a vida fica mais leve, fica mais fácil, mais gostosa. Tudo que vem a você: neutro. Quando está completamente parado, neutro, nada pega você, nada. É o nada, o exercício do nada. O seu neutro já significa um “não” . Aquilo parece que quer fazer vibrar naquilo, mas você não vibra naquilo de jeito nenhum. Esse é o fenômeno da influência, se você começa a vibrar com ele, foi feita uma cópia e entrou na mesma freqüência; mas se aquilo vem e você se mantém neutro, ele não consegue copiar para você e aí ele não entra na sua aura. A pessoa calma não é atingida, ela não reage às coisas à sua
volta quando estão acontecendo. Essa pessoa AGE quando ela decide, quando quer, e não em resposta aos estímulos externos. Seu comportamento não é um mero reflexo do que acontece ao redor. O outro pode provocá-lo e você não reagir e você fica muito feliz com o resultado. Porque quando você reage, você se fragiliza. Aquilo que amola você fica ali e você se acaba. E quando você fica neutro aquilo vai embora. Quanto mais se fortalece na neutralidade, menos você se contagia e conserva o seu dia sempre na sua melhor forma. É a pessoa “cuca fresca”. Isso é ser equilibrado. As pessoas acham que desequilibrar-se junto com o outro é ser humano, tem que sofrer junto com o outro, senão você é tachado de frio. E você para fazer média entra. Trouxa!!!
E entrar no bom humor não é tão difícil, aliás é até fácil, o importante é MANTER, aí é que pega. Qualquer coisinha e lá está você entrando e deixando o bom de lado. Que tal escolher ficar no bem? Então nós somos obsedados. Com que facilidade você sai da sua paz? Vamos ver:
SE TEM ALGUMA COISA QUE O IRRITA: vai ter que chegar ao ponto em que nada o irrita:
Algo que ODEIA: chegar ao ponto que nada você odeia
Algo que o PREOCUPA: chegue ao ponto que nada mais o preocupe
Que o angustia: ao ponto que nada o angustie
E assim vai com tudo na vida. É preciso treino, muito treino
Você conseguindo a esse ponto em que nada o incomoda: é a PAZ. E por que?
Porque quanto mais esse ponto vai ficando forte dentro de você, menos o mundo obsedia você.
Você tem o hábito de encher a cabeça e só de pensar que podem acontecer coisas dentro de sua casa você já fica intranquilo. É com isso que tem que parar. A gente se prepara para sofrer quando alguém morre, a gente se programa para sofrer por tudo nada vida. Você ainda se altera quando vê gente burra? Gente que pensa errado, porque você ACHA que sempre pensa certo. E não vai parar de existir gente assim. Tem gente que não aceita você, sem motivo, tem. E continua tendo. E você se incomoda com isso. Está preparado para essas coisas da vida, para esse comportamento dos outros? Ou vai ficar esquentando a cabeça inutilmente? Você vai ser rejeitado, maltratado, ofendido, se prepare, o mundo é assim. Está pronto para isso? Já que é a realidade, por que não se prepara para, pelo menos, ficar neutro? Não se envolva. Você acredita que tem sentimentos, não apego “A gente pensa, a gente sofre” Tire o pensamento, fique neutro.
Você já está preparado para sofrer com tudo: com amor, com a falta de dinheiro. Acha que tem que ser assim, que tem que continuar nessa obsessão. Dá para ficar neutro. Você não quer sofrer, mas quer preservar esse sentimentalismo que o faz sofrer. Você não tem um minuto de paz. Você: “Ah, não posso ver ninguém sofrer” “Tal coisa me corta o coração”. Tem algum dia que você passe sem ver alguém se queixando? Não. E você entra nessa mesmo assim? Você já se perguntou “POR QUE você tem de sofrer? PORQUE Você se impôs! Só isso. E pode tirar essa imposição, é só decidir. Aí vem a ameba “Mas você nem liga para o sofrimento do outro?” Resposta: “Não”. E mantenha, já que decidiu não desista, não ouça a ameba :”AH, mas nós temos que ligar para o sofrimento do outro, senão somos frios.” Gente, isto é OBSESSÃO!!! Quem vive assim tem uma vida desgraçada. Você pode compreender o sofrimento do outro, é claro, mas não tem que ligar, que sofrer junto. Posso o bem ficar neutro.É a vida da pessoa. E vai continuar. Você acha que tem que fazer alguma coisa. Somos completamente obsediados pelos problemas dos outros, e os culpamos por isso. Saia dessa, não tem sofrer nada por ninguém nem por mais próxima e querida que seja a pessoa, cada um é cada um.
Uma das coisas mais bonitas da espiritualidade é que você se rebela e troca o que não te serve. Perceba: O que mais lhe atormenta com a falta de dinheiro?. O que mais lhe atormenta agora nesta vida? O que tem essa capacidade de obsediar você? Antes de existir uma situação, existe um pensamento em mim. Mude a situação. Na prática, pense nesse assunto, perceba como ele lhe obsedia, lhe domina porque você acredita que é verdade. Aí vem a ameba: “Mas eu estou sem dinheiro” Justamente você está sem dinheiro porque acredita na falta e por isso fica na falta.
Quanto mais você fica neutro menos aquilo lhe obsedia. Quando você fica louca com uma coisa e depois melhora, o que foi que fez que causou essa melhora?. Você jogou fora, ficou neutro. E aí a realidade muda.
QUANDO A MENTE CALA O ESPÍRITO AGE.
E assim vencemos aquilo que está querendo nos derrubar. Assim nada tem força sobre você. Quando estamos no espírito, nossa força,nossa essência, pode se manifestar quando eu ,conscientemente, tomo uma posição firme e sem influências de certas camadas, e as forças espirituais tomam conta da situação.
Nossa força espiritual é um conjunto de seus talentos e habilidades, suas vocações, aptidões, etc. Nosso espírito constitui-se das forças divinas, diferente. É como se Deus fosse muitas forças dentro de nós. A ação dessa força SEMPRE vai buscar as coisas para nós e ela só pode se manifestar harmonicamente se eu a apoio consistentemente. Nada é proibido, tudo é individual, tudo se pode.
Solte-se e fique ao Deus dará, faça as coisas, vá atrás do que quer, mas solto, sem aflição, na certeza de que o melhor sempre vem para você. A gente acha que se sentir seguro é fundamental e a gente não quer mexer nas coisas, quer deixar tudo como está, Mas você vai perceber, quando mudar essa atitude, que mais seguro é abrir sua visão para o novo.
As coisas mesmas que se repetem em você são obsessões. E o que fazer nesse caso. Aquele exercício da neutralidade, o NADA. Você fica no NADA, não se envolve e, ao mesmo tempo OLHA para aquilo, enfrenta o seu diabo. FUGIR? Fugiu, dançou, seu diabo toma força. O segredo é olha-lo de frente, e dizer nada, mas nada mesmo me influencia, nada me tira do meu melhor, “eu estou SEMPRE no meu melhor”. Exemplo: um medo qualquer que você está sentindo. Fique no nada e enfrente-o. Quando você fica um tempo nessa postura (sem arredar o pé), seu espírito assume e o ruim vai embora. O espírito domina a matéria. Isso se consegue através da meditação. Ninguém tira o pensamento só que ele não me afeta, e eu estou quieta, sem ação, e aí, aí sim o espírito AGE. Quando tem uma pessoa que você ACHA que tem que AJUDAR: CALA (na boca e na mente). Aquela vozinha que fica lá cutucando para você agir, deixe-a de lado e não faça nada, fale e vá falando a palavra PAZ, e cala, cala, desligue. PAZ para fazer silêncio e harmonia em sua vida. E quanto mais você vai desligando das coisas do mundo menos você vai se ligando nele, mais você fica no seu espírito.
Parte da palestra De mãos dadas com a espiritualidade - Luis Antonio Gasparetto
Toda libertação que você conseguiu não foi de uma situação fora e sim dentro de você, que foi quando você se aceitou com bons olhos e aí ficou em paz na sua vida. Existe a moral do homem e a moral cósmica e nós não precisamos ser normais. Você nunca será a pessoa ideal para ninguém, nunca. Jamais será a esposa ideal, o marido ideal, a mãe ideal, o filho ideal, jamais. Nunca você será certo perante o mundo, sempre terá falhas, sempre está em falta. Então aja de acordo com o seu espírito e deixe o mundo com as coisas dele. Tememos o mundo, e quanto mais o tememos, mais ele tem força sobre nós e nos governa. Quando chegamos à maturidade espiritual não mais seremos dominados por esse mundo. O mundo é nosso obsessor. E, por isso, a gente faz coisas que não quer, por exemplo o casamento. Essa agressão ao espírito se paga caro, com infelicidade, opressão. Por isso você não está conseguindo viver bem. Nós aprendemos que ajudar uma pessoa é fazer por ela. E não ouvimos o nosso espírito que não quer e por isso somos obsediados.
Como estamos desavisados para não entrar no turbilhão da família!!!
PARE!!!
NÃO FAÇA ABSOLUTAMENTE NADA!!!
O “não se tocar” é uma GRANDE ARMA na desobsessão. É a capacidade de ficar NEUTRO.
Mas, ah, lá vem um pensamento, uma perturbação e você: N A D A
Impulso: você NADA.
Tudo que vem a você que não é bom: NADA.
Gente reclamando ao redor (do tempo por exemplo), você não se envolve de jeito nenum: NADA, NADA, NADA.
Cultive esse hábito.
Apurrinhou você é: NADA.
Pode vir tanto de estranhos quanto de pessoas muito e muito queridas é NADA, não entre, não se envolve. Ah, como a vida fica mais leve, fica mais fácil, mais gostosa. Tudo que vem a você: neutro. Quando está completamente parado, neutro, nada pega você, nada. É o nada, o exercício do nada. O seu neutro já significa um “não” . Aquilo parece que quer fazer vibrar naquilo, mas você não vibra naquilo de jeito nenhum. Esse é o fenômeno da influência, se você começa a vibrar com ele, foi feita uma cópia e entrou na mesma freqüência; mas se aquilo vem e você se mantém neutro, ele não consegue copiar para você e aí ele não entra na sua aura. A pessoa calma não é atingida, ela não reage às coisas à sua
volta quando estão acontecendo. Essa pessoa AGE quando ela decide, quando quer, e não em resposta aos estímulos externos. Seu comportamento não é um mero reflexo do que acontece ao redor. O outro pode provocá-lo e você não reagir e você fica muito feliz com o resultado. Porque quando você reage, você se fragiliza. Aquilo que amola você fica ali e você se acaba. E quando você fica neutro aquilo vai embora. Quanto mais se fortalece na neutralidade, menos você se contagia e conserva o seu dia sempre na sua melhor forma. É a pessoa “cuca fresca”. Isso é ser equilibrado. As pessoas acham que desequilibrar-se junto com o outro é ser humano, tem que sofrer junto com o outro, senão você é tachado de frio. E você para fazer média entra. Trouxa!!!
E entrar no bom humor não é tão difícil, aliás é até fácil, o importante é MANTER, aí é que pega. Qualquer coisinha e lá está você entrando e deixando o bom de lado. Que tal escolher ficar no bem? Então nós somos obsedados. Com que facilidade você sai da sua paz? Vamos ver:
SE TEM ALGUMA COISA QUE O IRRITA: vai ter que chegar ao ponto em que nada o irrita:
Algo que ODEIA: chegar ao ponto que nada você odeia
Algo que o PREOCUPA: chegue ao ponto que nada mais o preocupe
Que o angustia: ao ponto que nada o angustie
E assim vai com tudo na vida. É preciso treino, muito treino
Você conseguindo a esse ponto em que nada o incomoda: é a PAZ. E por que?
Porque quanto mais esse ponto vai ficando forte dentro de você, menos o mundo obsedia você.
Você tem o hábito de encher a cabeça e só de pensar que podem acontecer coisas dentro de sua casa você já fica intranquilo. É com isso que tem que parar. A gente se prepara para sofrer quando alguém morre, a gente se programa para sofrer por tudo nada vida. Você ainda se altera quando vê gente burra? Gente que pensa errado, porque você ACHA que sempre pensa certo. E não vai parar de existir gente assim. Tem gente que não aceita você, sem motivo, tem. E continua tendo. E você se incomoda com isso. Está preparado para essas coisas da vida, para esse comportamento dos outros? Ou vai ficar esquentando a cabeça inutilmente? Você vai ser rejeitado, maltratado, ofendido, se prepare, o mundo é assim. Está pronto para isso? Já que é a realidade, por que não se prepara para, pelo menos, ficar neutro? Não se envolva. Você acredita que tem sentimentos, não apego “A gente pensa, a gente sofre” Tire o pensamento, fique neutro.
Você já está preparado para sofrer com tudo: com amor, com a falta de dinheiro. Acha que tem que ser assim, que tem que continuar nessa obsessão. Dá para ficar neutro. Você não quer sofrer, mas quer preservar esse sentimentalismo que o faz sofrer. Você não tem um minuto de paz. Você: “Ah, não posso ver ninguém sofrer” “Tal coisa me corta o coração”. Tem algum dia que você passe sem ver alguém se queixando? Não. E você entra nessa mesmo assim? Você já se perguntou “POR QUE você tem de sofrer? PORQUE Você se impôs! Só isso. E pode tirar essa imposição, é só decidir. Aí vem a ameba “Mas você nem liga para o sofrimento do outro?” Resposta: “Não”. E mantenha, já que decidiu não desista, não ouça a ameba :”AH, mas nós temos que ligar para o sofrimento do outro, senão somos frios.” Gente, isto é OBSESSÃO!!! Quem vive assim tem uma vida desgraçada. Você pode compreender o sofrimento do outro, é claro, mas não tem que ligar, que sofrer junto. Posso o bem ficar neutro.É a vida da pessoa. E vai continuar. Você acha que tem que fazer alguma coisa. Somos completamente obsediados pelos problemas dos outros, e os culpamos por isso. Saia dessa, não tem sofrer nada por ninguém nem por mais próxima e querida que seja a pessoa, cada um é cada um.
Uma das coisas mais bonitas da espiritualidade é que você se rebela e troca o que não te serve. Perceba: O que mais lhe atormenta com a falta de dinheiro?. O que mais lhe atormenta agora nesta vida? O que tem essa capacidade de obsediar você? Antes de existir uma situação, existe um pensamento em mim. Mude a situação. Na prática, pense nesse assunto, perceba como ele lhe obsedia, lhe domina porque você acredita que é verdade. Aí vem a ameba: “Mas eu estou sem dinheiro” Justamente você está sem dinheiro porque acredita na falta e por isso fica na falta.
Quanto mais você fica neutro menos aquilo lhe obsedia. Quando você fica louca com uma coisa e depois melhora, o que foi que fez que causou essa melhora?. Você jogou fora, ficou neutro. E aí a realidade muda.
QUANDO A MENTE CALA O ESPÍRITO AGE.
E assim vencemos aquilo que está querendo nos derrubar. Assim nada tem força sobre você. Quando estamos no espírito, nossa força,nossa essência, pode se manifestar quando eu ,conscientemente, tomo uma posição firme e sem influências de certas camadas, e as forças espirituais tomam conta da situação.
Nossa força espiritual é um conjunto de seus talentos e habilidades, suas vocações, aptidões, etc. Nosso espírito constitui-se das forças divinas, diferente. É como se Deus fosse muitas forças dentro de nós. A ação dessa força SEMPRE vai buscar as coisas para nós e ela só pode se manifestar harmonicamente se eu a apoio consistentemente. Nada é proibido, tudo é individual, tudo se pode.
Solte-se e fique ao Deus dará, faça as coisas, vá atrás do que quer, mas solto, sem aflição, na certeza de que o melhor sempre vem para você. A gente acha que se sentir seguro é fundamental e a gente não quer mexer nas coisas, quer deixar tudo como está, Mas você vai perceber, quando mudar essa atitude, que mais seguro é abrir sua visão para o novo.
As coisas mesmas que se repetem em você são obsessões. E o que fazer nesse caso. Aquele exercício da neutralidade, o NADA. Você fica no NADA, não se envolve e, ao mesmo tempo OLHA para aquilo, enfrenta o seu diabo. FUGIR? Fugiu, dançou, seu diabo toma força. O segredo é olha-lo de frente, e dizer nada, mas nada mesmo me influencia, nada me tira do meu melhor, “eu estou SEMPRE no meu melhor”. Exemplo: um medo qualquer que você está sentindo. Fique no nada e enfrente-o. Quando você fica um tempo nessa postura (sem arredar o pé), seu espírito assume e o ruim vai embora. O espírito domina a matéria. Isso se consegue através da meditação. Ninguém tira o pensamento só que ele não me afeta, e eu estou quieta, sem ação, e aí, aí sim o espírito AGE. Quando tem uma pessoa que você ACHA que tem que AJUDAR: CALA (na boca e na mente). Aquela vozinha que fica lá cutucando para você agir, deixe-a de lado e não faça nada, fale e vá falando a palavra PAZ, e cala, cala, desligue. PAZ para fazer silêncio e harmonia em sua vida. E quanto mais você vai desligando das coisas do mundo menos você vai se ligando nele, mais você fica no seu espírito.
Parte da palestra De mãos dadas com a espiritualidade - Luis Antonio Gasparetto
domingo, 2 de janeiro de 2011
A oração está aonde a ação está
Um homem jovem passando por um grave problema foi perguntado pelo pastor:"Você tem orado sobre isso?" Ele respondeu: "Orado? Este não é o momento de orar. É o momento de fazer algo a respeito disso!".
Orar é fazer alguma coisa - o "algo" mais importante que inicialmente você pode fazer para resolver qualquer problema.
Por que?
Porque oração é a única ação que você pode fazer, que verdadeiramente torna as coisas diferentes - de dentro para fora.
Isso é verdadeiro porque a ação física libera a forma mais debil de energia, enquanto a ação mental e espiritual libera a mais elevada forma de energia.
A oração diz respeito principalmente aos estados mentais e às leis de atividade mental que regem o mundo. A oração muda a sua personalidade; primeiro muda o seu pensamento, enquanto acalma, enobrece e renova. Esse é um dos propósitos da oração - mudar seu pensamento, que por sua vez pode mudar o seu mundo.
Mas a oração vai mais adiante. Há uma outra razão para todo o clamor sobre "o poder da oração'.
A oração libera a forma mais elevada de energia no Universo, conforme liga você à energia divina, que é a sua fonte. Quando isso acontece, a oração "faz você funcionar!".
Como?
Quando você ora, você impulsiona uma força atômica. Você libera um vibração espiritual potente que não pode ser liberada de nenhuma outra forma. Através da oração você libera uma energia divina, dentro de você e ao seu redor, que se mantém trabalhando para você e através de você, produzindo atitudes, reações e resultados corretos. São as suas orações que reconhecem e liberam este poder divino.
Vpcê talvez ainda não tenha sentido a força de uma oração porque ela age de uma vibração mais elevada do que geralmente é percebido pelo homem. Na verdade, a oração libera uma energia que é geralmente muito sutil para ser fisicamente notada.
No entanto, conforme você ora, você expande mental e espiritualmente até que você se torne suficientemente crescido na sua consciência para receber um extenso fluxo de energia divina gerada através da oração. A oração não é somente pedir e conversar - a oração é também receber.
Um cético uma vez insistiu que não acreditava no poder da oração. Quando perguntado se ele alguma vez tinha orado, respondeu que apenas uma vez. Nessa ocasião ele estava perdido em uma profunda floresta e não podia achar o caminho para sair. Ele esteve lá por vários dias e estava sofrendo de inanição. Ele disse que na sua "fraqueza" ele orou.
"Então Deus respondeu à sua oração, ou você não estaria hoje aqui", exclamou o seu conhecido.
"Não", respondeu o cético, "Deus não respondeu à minha oração. Um casal de caçadores apareceu logo após e me mostrou a saída".
Este homem não entende que a sua oração foi respondida, e que os caçadores foram uma intervenção humana através da qual o trabalho divino foi feito. No entanto, através do ato de orar, ele por um momento reconheceu o poder divino que estava dentro e em torno dele, e através disso contatou e liberou esse pode para produzir resultados. Ele não somente pediu, mas também recebeu.
Fonte: As Leis Dinâmicas da Oração - Catharine Poder
Assinar:
Postagens (Atom)





