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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A luz do relacionamento santo

Queres a liberdade do corpo ou da mente? Pois não podes ter as duas. À qual dás valor? Qual é a tua meta? Pois uma vês como meio, a outra como fim. E uma tem que servir à outra e conduzir à predominância, aumentado a sua importância ao diminuir a própria. Os meios servem ao fim e à medida que o fim é alcançado, o valor dos meios decresce, sendo inteiramente eclipsado quando é reconhecido como sem função. Não há ninguém que não anseie pela liberdade e tente achá-la. No entanto, cada um irá buscá-la onde acredita que esteja e que pode ser achada. Ele acreditará que a liberdade é possível para a mente ou para o corpo e fará com que o outro sirva à sua escolha como meio de achá-la.

Onde a liberdade do corpo tiver sido escolhida, a mente é usada como meio, cujo valor está na sua capacidade de engenhar formas de realizar a liberdade do corpo. No entanto, a liberdade do corpo não tem significado e assim a mente é dedicada a servir ilusões. Essa é uma situação tão contraditória e tão impossível que qualquer pessoa que a escolha não tem a menor idéia do que é que tem valor. Entretanto, mesmo nessa confusão, tão profunda que não pode ser descrita, o Espírito Santo espera em gentil paciência, tão certo do resultado quanto Ele está seguro do Amor do Seu Criador.  Ele tem o conhecimento de que essa decisão louca foi tomada por alguém tão querido para o Seu Criador quanto o amor para si mesmo.

Não te perturbes absolutamente pensando em como Ele pode mudar o papel do meio e do fim com tanta facilidade naquilo que Deus ama e quer que seja livre para sempre. Mas, ao contrário, sê grato pelo fato de poderes ser o meio para servir ao Seu fim. Esse é o único serviço que conduz à liberdade.  Para servir a esse fim, o corpo tem que ser percebido como sem pecado, porque a meta é a impecabilidade. A ausência de contradição faz a suave transição de meio para fim tão fácil quanto a passagem do ódio para a gratidão diante de olhos que perdoam. Tu serás santificado pelo teu irmão, usando o teu corpo apenas para servir ao que não tem pecado. E será impossível para ti odiares o que serve àquele que queres curar.

Esse relacionamento santo, belo em sua inocência, poderoso em força e resplandecente como uma luz mais brilhante do que o sol que ilumina o céu que vês, é escolhido pelo teu Pai como um meio para o Seu próprio plano. Sê grato pelo fato de que ele em nada serve ao teu. Nada que lhe for confiado pode ser usado de forma equivocada e nada que lhe for dado deixará de ser usado. Esse relacionamento santo tem o poder de curar toda a dor, independentemente de sua forma.  Nem tu nem o teu irmão sozinhos podem servir em nada. Só na vossa vontade conjunta está a cura. Pois aqui está a tua cura e aqui aceitarás a Expiação. E na tua cura, a Filiação é curada porque a tua vontade e a do teu irmão estão unidas.

Diante de um relacionamento santo não há pecado. A forma do erro já não é mais vista e a razão unida ao amor olha em quietude para toda a confusão apenas observando: “Isso foi um equívoco”. E então, a mesma Expiação que aceitaste no teu relacionamento corrige o erro e coloca uma parte do Céu em seu lugar. Como és bem-aventurado, tu que permitiste que essa dádiva fosse dada! Cada parte do Céu que trazes te é dada. E cada lugar vazio do Céu, que de novo preenches com a Luz Eterna que trazes, brilha agora sobre ti.  Os meios da impecabilidade não podem conhecer nenhum medo, pois levam apenas amor consigo mesmos.

Criança da paz, a luz veio a ti. A luz que trazes, tu não reconheces e, no entanto vais te lembrar. Quem pode negar a si mesmo a visão que traz aos outros? E quem falharia em reconhecer a dádiva que ele permitiu que fosse depositada no Céu através de si mesmo? O gentil serviço que dás ao Espírito Santo é para ti mesmo. Tu, que és agora o Seu meio, tens que amar tudo o que Ele ama. E o que trazes é a tua lembrança de tudo o que é eterno. Nenhum traço de coisa alguma no tempo pode permanecer por muito tempo na mente que serve ao que é intemporal. E nenhuma ilusão pode perturbar a paz de um relacionamento que veio a ser o meio para a paz.

Quando tiveres olhado para o teu irmão com perdão completo, do qual nenhum erro está excluído e nada é mantido oculto, que equívoco pode haver em qualquer lugar que não possas deixar de ver? Que forma de sofrimento poderia bloquear a tua vista, impedindo-te de ver além dela? E que ilusão poderia haver que não reconhecesses como um equívoco, uma sombra através da qual caminhas completamente inabalado? Deus não permitiria que nada interferisse com aqueles cujas vontades são a Sua vontade e eles reconhecerão que suas vontades são a Sua porque servem à Sua.  E a servem voluntariamente.  E a lembrança do que eles são acaso poderia ser por muito tempo retardada?

Verás o teu valor através dos olhos do teu irmão e cada um é liberado à medida que contempla o seu próprio salvador no lugar do agressor que ele pensava estar lá. Através dessa liberação, o mundo se libera. Essa é a tua parte em trazer a paz. Pois perguntaste qual a tua função aqui e foste respondido. Não busques mudá-la, nem substituí-la por outra meta. Essa te foi dada, e apenas essa.  Aceita essa única e serve-a voluntariamente, pois o que o Espírito Santo faz com as dádivas que dás ao teu irmão, a quem Ele as oferece e onde e quando, cabe a Ele decidir.  Ele as concederá aonde são recebidas e bem-vindas.  Ele usará cada uma delas para a paz.  E nem o mais leve sorriso nem a menor disponibilidade para deixar de ver o mais ínfimo dos equívocos será perdido para ninguém.

O que pode ser, senão uma bênção universal, o fato de olhares com caridade para o que o teu Pai ama?  A extensão do perdão é a função do Espírito Santo. Deixa isso a Ele.  Permite que a tua preocupação seja apenas a de dar a Ele o que pode ser estendido. Não guardes segredos escuros que Ele não possa usar, mas oferece-Lhe as dádivas diminutas que Ele pode estender para sempre. Ele tomará cada uma e fará dela uma potente força em favor da paz.  Ele não negará nenhuma bênção à ela, nem a limitará de forma alguma.  Ele unirá a ela todo o poder que Deus Lhe deu para fazer com que cada pequena dádiva de amor seja uma fonte de cura para todos.  Cada pequena dádiva de amor que ofereces ao teu irmão ilumina o mundo.  Não te preocupes com a escuridão olha para longe dela na direção do teu irmão. E permite que a escuridão seja dissipada por Aquele Que conhece a luz e a deposita gentilmente em cada sorriso quieto de fé e de confiança com o qual abençoas o teu irmão.

Do teu aprendizado depende o bem-estar do mundo.  E é somente a arrogância que quer negar o poder da tua vontade. Pensas que a Vontade de Deus é impotente? Isso é humildade?  Não vês o que essa crença tem feito. Tu vês a ti mesmo como vulnerável, frágil, facilmente destruído e à mercê de inúmeros agressores mais poderosos que tu. Vamos olhar de frente como esse erro veio a acontecer, pois aqui jaz enterrada a âncora pesada que parece manter o medo de Deus no lugar, imóvel e sólido como uma rocha. Enquanto isso permanecer, assim parecerá ser.

Quem pode atacar o Filho de Deus e não atacar o seu Pai?  Como é possível que o Filho de Deus seja fraco e frágil e facilmente destruído a não ser que o seu Pai também o seja?  Não vês que cada pecado e cada condenação que percebes e justificas é um ataque ao teu Pai.  E é por essa razão que isso não aconteceu, nem poderia ser real.  Não vês que tudo isso é o que tentas fazer porque pensas que o Pai e o Filho estão separados.  E não podes deixar de pensar que Eles estão separados por causa do medo.  Pois parece mais seguro atacar uma outra pessoa ou a ti mesmo do que atacar o grande Criador do universo, Cujo poder tu conheces.

Se fosses um com Deus e conhecesses essa unicidade terias o conhecimento de que o Seu poder é o teu.  Mas não te lembrarás disso enquanto acreditares que qualquer tipo de ataque significa alguma coisa.  Ele é injustificado em qualquer forma porque não tem significado.  A única maneira em que poderia ser justificado seria se tu e teu irmão fosseis separados um do outro e se todos fossem separados do Criador.  Pois só então seria possível atacar uma parte da criação sem atacar o todo, o Filho sem o Pai e atacar outra pessoa sem atacar a sim mesmo ou ferir a si mesmo sem que o outro sentisse dor.  E tu queres essa crença.  Entretanto, onde está o seu valor, exceto no desejo de atacar em segurança?  O ataque não é seguro nem perigoso.  Ele é impossível.  E isso é assim porque o universo é uno.  Não escolherias atacar a sua realidade, se não fosse essencial para o ataque vê-lo separado daquele que o fez.  E assim aparentemente o amor poderia atacar e vir a ser amedrontador.

Só aqueles que são diferentes podem atacar.  Assim concluíste que, porque podes atacar, tu e teu irmão não podeis deixar de ser diferentes.  No entanto, o Espírito Santo explica isso de maneira diferente.  Porque tu e o teu irmão não sois diferentes, não podes atacar.  Cada uma dessas posições é um conclusão lógica.  Qualquer uma pode ser mantida, mas nunca ambas.  A única questão que é necessário responder, com o fim de decidir qual das duas tem que ser verdadeira, é se tu e o teu irmão sois diferentes.  A partir do que compreendes, pareceis ser e, portanto, podes atacar.  Das alternativas, essa parece ser mais natural e estar mais na linha da tua experiência. E, por conseguinte é necessário que tenhas outras experiências, mas na linha da verdade para que te ensinem o que é natural e verdadeiro.

Essa é a função do teu relacionamento santo.  Pois o que um pensa, o outro vivenciará com ele.  O que isso pode significar exceto que a tua mente e a do teu irmão são uma só?  Não olhes esse fato alegre com medo e não penses que ele deposita uma carga pesada sobre ti.  Pois quando o tiveres aceito com alegria, reconhecerás que o teu relacionamento é um reflexo da união do Criador com o Seu Filho.  Entre mentes amorosas, não há separação.  E cada pensamento em um deles traz alegria ao outro porque são o mesmo.  A alegria é ilimitada porque cada pensamento brilhante de amor estende o que é, e cria mais de si mesmo. Não há diferença em nenhuma das suas partes, pois todo pensamentos é como ele mesmo.

A luz que une a ti e ao teu irmão bilha através do universo e porque vos une faz com que tu e ele sejais uno com o teu Criador. E Nele toda a criação está unida.  Tu te arrependerias de não poderes sentir medo sozinho, quando o teu relacionamento pode também ensinar que o poder do amor está presente, fazendo com que todo o medo seja impossível?  Não tentes guardar um pouco do ego com essa dádiva. Pois ela te foi dada para ser usada e não obscurecida.  O que te ensina que não podes te separar nega o ego.  Deixa que a verdade decida se tu e teu irmão sois diferentes ou o mesmo e que ela te ensina o que é verdadeiro.
 
Fonte: Um Curso em Milagres - Livro Texto - Cap 22, sub 6.
 
Talvez nem todos que leiam o texto compreenda, isso é natural, por que o ego atrapalha esse entendimento.
Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre Um Curso Em Milagres sugiro procurar um grupo de estudos. Tenho o endereço de alguns grupos aqui em Salvador. Se quiser, estou à disposição para informar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

RAZÃO E PERCEPÇÃO

A projeção faz a percepção.

O mundo que vês é o que deste ao mundo, nada mais do que isso.

Mas embora não seja mais do que isso, não é menos.
Portanto, é importante para ti. Ele é a testemunha do teu estado mental, o retrato externo de uma condição interna.

Como um homem pensa, assim ele percebe. Portanto, não busques mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo.

A percepção é resultado e não uma causa.

E é por isso que qualquer ordem de dificuldades em milagres é sem significado.

Tudo que é contemplado com visão é curado e santo.

Nada percebido sem ela significa coisa alguma. E onde não há significado, há caos.

A condenação é teu julgamento sobre ti mesmo e isso irás projetar sobre o mundo. 
 
Se o vês condenado, tudo o que vês é o que fizeste para ferir o Filho de Deus.
 
Se contemplas o desastre e a catástrofe, tentaste crucificá-lo. Se vês santidade e esperança tu te uniste à Vontade de Deus para libertá-lo. Não há escolha a não ser entre essas duas decisões. 
 
E verás a testemunha para a escolha que fizeste e aprenderás a partir daí a reconhecer qual delas escolheste. 
 
O mundo que vês apenas te mostra quanta alegria te permitiste ver em ti mesmo e aceitar como tua. 
 
E se esse é o seu significado, então o poder de dar-lhe alegria não pode deixar de estar dentro de ti.
 
Fonte: Um Curso em Milagres - Cap 22 - Razão e Percepção - Introdução.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Manada Desnorteada

Afinal, quem é você? O que encontra-se atrás dos seus olhos? Quando você olha em um espelho, o que você enxerga? Você vê o verdadeiro você ou aquilo que você foi condicionado a crer que é você? Os dois são tão tão diferentes! Um é uma consciência infinita capaz de ser e criar tudo aquilo que escolhe, e o outro é uma ilusão aprisionada por suas limitações percebidas e programadas.

Que beleza é viver na terra da liberdade. Você é livre para ver as notícias e os jornalistas e correspondentes te dizerem, sem questionamento, a explicação oficial dos eventos – explicações projetadas para garantir que você veja o mundo da forma desejada por eles e que reaja da forma desejada. Você está livre para fazer o que nós dizemos a você; livre para pensar da forma que dissermos a você; livre para viver da forma que dissermos para você. E você está inclusive livre para morrer como nós dissermos a você, nas guerras friamente criadas para destruir, controlar e manipular.

Deixamo-nos transformar em um rebanho. Uma vez que nós aceitamos a mentalidade de rebanho, nós podemos ser controlados e dirigidos por algumas poucas pessoas. E nós somos! Nós paramos de pensar por nós mesmos e entregamos fora as nossas mentes [poder]. Quando nossas respostas ao medo são ativadas, nós corremos para aceitar o que nos for imposto.

É razoavelmente fácil alguns controlarem toda a população do planeta, quando você controla a educação [na realidade, a doutrinação] e os meios de comunicação – as fontes de “informação” e as mensagens [mantras] que bombardeiam a mente consciente e subconsciente desde o berço até o túmulo.

Vá a uma rua lotada e observe as pessoas que passam. Você não está vendo o todo real e infinito delas. Você está olhando para a máscara que elas projetam para o mundo. É a máscara que elas acreditam ser aceitável para o resto dos prisioneiros, para evitar ser ridicularizado ou condenado por pensar e agir de forma diferente às demandas da Zona Livre de Controvérsias/Embaraços.

Se você deseja ser livre, pare de viver uma mentira. Pare de negar você mesmo. Você é um aspecto único de tudo que existe, a soma total de todas as suas experiências únicas desde que você primeiramente tornou-se uma consciência, uma infinidade de tempo atrás. Esta é uma razão para ficar alegre. Não existe nenhum aspecto da consciência, em toda a criação, que é igual a você. Você é especial, assim como todo mundo é igualmente especial. Mas, ao invés de sermos alegres e orgulhosos de sermos especiais, nós acabamos deixando que esta situação única se transformasse em algo a se temer: “Oh meu Deus!”

É comum sucumbirmos ao mito sobre “homem e mulher ordinária na rua” ou “pessoa comum”, à idéia de que as massas são apenas “ordinária” e apenas algumas pessoas, que são “extraordinárias”, conseguem algo na vida. Este sistema de crença nos diz que nós somos “ordinários” e, portanto, devemos saber qual é o nosso lugar. Na verdade, não existe um homem, mulher, criança ou folha de grama “ordinária” em toda a criação, mas as pessoas são persuadidas a acreditar nesse mito e, portanto, acabam atuando no papel de um ser “ordinário”. É um ato que eles foram condicionados a desempenhar, como um ator no palco.

Ordinário não é o que somos, é meramente o que nós escolhemos acreditar que somos. Mas isso é muito poderoso no sentido de diminuir nosso senso de valor; é uma outra motivação para entregarmos nossa mente para aqueles que nós acreditamos que são “melhores” que nós. Tudo parte do condicionamento que inclui a baboseira de que nós nascemos todos pecadores, seja lá o que isso queira dizer.

Não ficamos com medo pelo que os presidentes, primeiros ministros, banqueiros globais pensam a nosso respeito – é a reação de nossos amigos, família e colegas de trabalho que nos preocupa e nos amedronta para nos conformarmos. A reação dos outros escravos! A força policial mental, emocional e espiritual, que controla as massas, é formada... pelas massas. É como ter uma cela cheia de prisioneiros e quando um dos prisioneiros encontra um meio de escapar, todos os outros prisioneiros correm para bloquear a saída.

Preconceito é a palavra vital aqui. As pessoas são condicionadas para terem preconceitos contra outros membros e grupos dentro de cada cultura e sociedade, e essas diferentes formas de preconceitos são usadas para dividir e governar a manada. O preconceito pode ser racial, religioso ou político, ou baseado em antecedentes, ganho financeiro, tipo de trabalho ou estilo de vida. Isto permite a manipulação da consciência coletiva florescer e, no entanto, se parássemos de procurar impor NOSSA versão do certo e errado, bom e mal, moral e imoral, em cima dos outros, nós removeríamos os meios de tal manipulação global. Nós precisamos nos livrar de TODOS os preconceitos – AGORA!

Nós julgamos as pessoas, e a nós mesmos, não pelo que somos, mas por aquilo que possuímos ou por aquilo que “fazemos”. O “papel” que desempenhamos não é “nós”, assim como o personagem que um ator representa não é a personalidade real do ator. Nossos trabalhos e “papeis” são veículos temporários para adquirir experiência, só isso. Somos consciência em evolução em uma jornada eterna em direção de um maior amor, conhecimento e compreensão, mas nós nos esquecemos disto e nós temos sido encorajados a esquecer disto. Somos como atores que pensam que o filme é a realidade. É apenas um jogo, mas nós pensamos que ele é real. Estamos levando o jogo muito a sério. É apenas um filme e ele deveria ser alegre.

Democracia não é liberdade, é uma ditadura camuflada de liberdade. A mesma força controla, direta ou indiretamente, todos os principais partidos políticos e movimentos sociais. Quando você vota em uma eleição, você está escolhendo entre diferentes aspectos da mesma força. O dinheiro e a mídia decide quem tornase presidente dos Estados Unidos e o dinheiro e a mídia são possuídas e controladas pelas mesmas pessoas. Um número pequeno de pessoas dizendo a outras o que elas devem fazer não é liberdade. Na realidade, a maioria dos governantes são eleitos por uma minoria da população. Liberdade é o direito de TODAS as pessoas expressarem quem elas são, o que elas pensam, e como elas desejam viver suas vidas: livres de imposição ou constrangimentos de ninguém. É poder celebrar nossa individualidade única sem regras, regulagem, ridicularização e condenação daqueles que procuram impor seus pontos de vista da vida sobre o resto de nós.

Até que aprendamos a respeitar nosso, e de todos, próprio direito de ser diferente, fazer nossas próprias escolhas, e criar nossas próprias realidades conscientes, livres de imposições e da pressão para nos conformarmos, nós iremos permanecer em uma prisão fabricada por nós mesmos. Continuaremos a ser, ao mesmo tempo, o policial e o prisioneiro. E um punhado de pessoas, com uma agenda muito desagradável, irá continuar a mandar no mundo. A escolha, como sempre, é nossa. Podemos aceitar a prisão ou podemos sair para a liberdade. A liberdade está distante de apenas um pensamento...



Extraído do livro: Eu Sou Eu, Eu Sou Livre. David Icke

domingo, 23 de janeiro de 2011

Por que motivo seríamos nós viciados em pensar?


Porque você se identifica com o pensamento, o que significa que obtém a sua sensação de identidade a partir do conteúdo e da actividade da sua mente. Porque você acredita que deixaria de existir se deixasse de pensar. Ao crescer, você forma uma imagem mental da pessoa que é com base nos seus condicionamentos pessoais e culturais. Podemos dar o nome de ego a esse eu fantasma. Consiste na actividade da mente e só pode continuar a funcionar através do pensar constante. O termo ego significa diferentes coisas para dife-rentes pessoas, mas quando eu o uso aqui significa um falso eu, criado por uma identificação inconsciente com a mente.

Para o ego, o momento presente praticamente não existe. Apenas o passado e o futuro são considerados importantes. Esta total inversão da verdade explica o facto de a mente ser tão disfuncional quando está a funcionar como ego. O ego preocupa-se constantemente em manter vivo o passado, porque, sem ele, quem seria você? Projecta-se constantemente no futuro para garantir a continuidade da sua sobrevivência e para procurar aí algum tipo de libertação ou de satisfação. Ele diz: "Um dia, quando isto, ou aquilo, acontecer, eu vou sentir-me bem, feliz, em paz." E mesmo quando o ego parece preocupar-se com o presente, não é o presente que ele vê: distorce-o completamente porque o vê através dos olhos do passado. Ou então reduz o presente a um meio para alcançar um fim, fim esse que fica sempre no futuro que a mente projecta. Observe a sua mente e verá que é assim que funciona.

O momento presente possui a chave para a libertação. Mas você não poderá descobrir o momento presente enquanto você for a sua mente.
 
 
Extraído do livro O Poder do Agora - Eckhart Tolle

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Despertar

Uma das coisas mais importantes que terá que entender do homem é que o homem está dormido. Mesmo que acredita que está acordado, não o está. Sua estado de vigília é muito frágil; sua estado de vigília é tão insignificante que carece por completo de importância. Sua vigília é só uma bonita palavra, mas totalmente vazia.

A gente dorme de noite, dorme de dia... do nascimento até a morte, a gente vai trocando suas pautas de sonho; mas nunca chega a despertar de verdade. Só porque tenha aberto os olhos, não engane a ti mesmo pensando que está acordado. A menos que lhe abram os olhos interiores, a menos que seu interior se encha de luz, a menos que possa ver-te a ti mesmo, ver quem é... não cria que está acordado. Essa é a maior ilusão em que vive o homem. E se alguém se convence de que está verdadeiramente acordado, então já não tem sentido fazer nenhum esforço por despertar.

O primeiro que deve te gravar bem no coração é que está dormido, completamente dormido. Está sonhando, um dia atrás de outro. Às vezes sonha com os olhos abertos e outras vezes com os olhos fechados, mas está sonhando... você mesmo é um sonho. Ainda não é uma realidade.

É obvio, algo que faça em um sonho carece de sentido. Algo que pense é insustancial; algo que projete seguirá formando parte de seus sonhos e nunca te permitirá ver a realidade. Por isso todos os budas insistiram em uma única coisa: Acorda! Continuamente, ao longo dos séculos, tudo seus ensinos se podem resumir em uma só frase: deve despertar. E para isso idealizaram métodos, estratégias, criaram
contextos e espaços e campos de energia nos que um choque te pode fazer despertar.

Sim, a menos que sofra um choque que te sacuda de acima a abaixo, não despertará. O sonho durou tanto que chegou ao centro mesmo de seu ser. Cada célula de seu corpo e cada fibra de sua mente se encheram de sonho. Não é um fenômeno de pouca subida. Por isso se necessita um grande esforço para manter-se alerta, atento, vigilante. Para converter-se em uma testemunha.

Se houver uma questão em que estão de acordo todos os budas do mundo, é esta: Que o homem, tal como é, está dormido e deveria despertar. O despertar é o objetivo e o despertar é a essência de todos seus ensinos. Zaratustra, Lao Tzu, Jesus, Buda, Bahauddin, Kabir, Nanak... todos os acordados ensinaram uma única lição.

Em diferentes idiomas, com diferentes metáforas, mas sua canção é a mesma. Assim como o mar tem um sabor salgado, já se prove pelo norte ou pelo sul, pelo leste ou pelo oeste, o sabor da condição búdica é o estado de vigília.

Mas se segue acreditando que já está acordado, não fará nenhum esforço.

Parecerá-te que não tem sentido fazer esforço algum. Para que incomodar-se?

E criastes religiões, deuses, orações, ritos, tirados dos sonhos. Seus deuses são parte de seus sonhos, como todo o resto. Sua política é parte de seus sonhos, suas religiões são parte de seus sonhos, sua poesia, sua pintura, sua arte... tudo o que fazem. Como estão dormidos, fazem coisas segundo seu estado mental.

Seus deuses não podem ser diferentes de vós. Quem os vai criar? Quem lhes dará corpo, forma e cor? Vós os criam, vós os esculpem; têm olhos como os seus, narizes como as suas... e mente como as suas!

O Deus do Antigo Testamento diz: - Sou um Deus muito ciumento.

Vamos ver: quem criou este Deus tão ciumento? Deus não pode ser ciumento, e se Deus é ciumento, então o que tem de mau ser ciumento? Se até Deus é ciumento, por que você teria que pensar que está fazendo algo mau quando sente ciúmes? O ciúmes é algo divino!

O Deus do Antigo Testamento diz: - Sou um Deus muito colérico. Se não cumprir meus mandamentos, destruirei-lhes. Jogarei-lhes no fogo do inferno por toda a eternidade. E como sou ciumento, segue dizendo Deus, não devem adorar a ninguém mais. 

Quem criou semelhante Deus? Esta imagem teve que criar-se a partir de nosso próprio ciúmes, de nossa própria cólera. É uma projeção, nossa sombra. Um eco do homem e de ninguém mais. E o mesmo se pode dizer de todos os deuses de todas as religiões.

Por isso Buda nunca falava de Deus. Que sentido tem lhe falar de Deus a gente que está dormida? Escutarão em sonhos. Sonharão com o que lhes diga e criarão seus próprios deuses que serão completamente falsos, completamente absurdos. É melhor prescindir de tais deuses.

Por isso a Buda não interessa falar de deuses. O único que lhe interessa é despertar.

Diz-se que um professor budista iluminado estava sentado uma tarde à beira de um rio, desfrutando de do som da água, do som do vento que passava através das folhas. Lhe aproximou um homem e lhe perguntou:

-Pode me dizer em uma só palavra a essência de sua religião?

O professor permaneceu calado, em silêncio absoluto, como se não tivesse ouvido a pergunta. O homem insistiu:

-Está surdo ou o quê?

O professor disse:

-Ouvi sua pergunta e a respondi. O silêncio é a resposta. permaneci em silêncio. Essa pausa, esse intervalo, era minha resposta.

O homem disse:

-Não posso entender uma resposta tão misteriosa. Não pode ser um pouco mais claro?

Então o professor escreveu na areia com o dedo a palavra Meditação em letras pequenas.

-Isso posso lê-lo -disse o homem-. Isto é algo melhor que o do princípio. Ao menos tenho uma palavra sobre a que refletir. Mas não pode dizê-lo um pouco mais claro?

O professor voltou a escrever MEDITAÇÃO, mas esta vez em letras maiores.

O homem se sentia um pouco incômodo, desconcertado, ofendido, irritado.

-Outra vez escreve meditação? Não me pode dizer isso mais claro?

E o professor escreveu em letras maiúsculas muito grandes MEDITAÇÃO.

-Parece-me que está louco -disse o homem.

-Já descendi muito -disse o professor-. A primeira resposta era a resposta correta, a segunda não era tão correta, a terceira estava ainda mais equivocada, a quarta era já muito incorreta... porque quando escreve MEDITAÇÃO em letras maiúsculas, cria com isso um deus. Por isso a palavra Deus se escreve com D maiúscula. Cada vez que quer que algo seja supremo, definitivo, escreve-o com maiúscula. -Já cometi um pecado -disse o professor. Apagou todas as palavras que tinha escrito e disse-: Por favor, escuta minha primeira resposta. Só com ela te hei dito a verdade.

O silêncio é o espaço no que alguem acorda, e a mente ruidosa é o espaço no que alguém permanece dormido. Se sua mente continua tagarelando, está dormido. Se se senta em silêncio, se a mente desaparecer e pode ouvir o canto dos pássaros e não há barulho em seu interior, um silêncio... este assobio do pássaro, este gorjeio, e nenhuma mente funcionando dentro de sua cabeça, silêncio total... então a consciência aflora em ti. Não vem de fora, surge dentro de ti, cresce em ti. Pelo resto, recorda: está dormido.

 
Fonte: OSHO - Consciência - A chave para viver em equilíbrio

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O perdão é a chave da felicidade.


Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave do significado em um mundo que parece não fazer sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem ameaçar-te a cada esquina, trazendo a incerteza para todas as tuas esperanças de jamais achar a quietude e a paz. Aqui, todas as perguntas são respondidas, aqui está finalmente assegurado o fim de toda a incerteza.


A mente que não perdoa é cheia de medo e não oferece espaço ao amor para ser ele mesmo, nenhum lugar onde ele possa estender as suas asas em paz e elevar-se acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, sem esperança de descanso e de liberar-se da dor. Ela sofre e habita na miséria, espreitando a escuridão sem ver, mas certa do perigo que lá a ronda.

A mente que não perdoa é dilacerada pela dúvida, confusa a respeito de si mesma e de tudo o que vê; medrosa e com raiva, fraca e ameaçadora, com medo de seguir adiante, com medo de ficar; com medo de acordar ou de adormecer, com medo de qualquer som, todavia com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pela escuridão e no entanto mais aterrorizada ainda com a aproximação da luz. O que pode a mente que não perdoa perceber, senão a sua própria perdição? O que pode contemplar, senão a prova de que todos os seus pecados são reais?

A mente que não perdoa não vê equívocos, só pecados. Olha para o mundo com olhos que não vêem e grita ao ver as suas próprias projeções erguerem-se para atacar a sua miserável paródia de vida. Ela quer viver, mas deseja estar morta. Quer o perdão, mas não vê esperança alguma. Quer escapar, mas não pode conceber nenhuma saída, porque vê o pecado em toda parte.

A mente que não perdoa está em desespero, sem a perspectiva de um futuro que possa lhe oferecer alguma coisa que não seja mais desespero. Pensa que não pode mudar, pois o que vê dá testemunho de que o seu julgamento é correto. Não pergunta, porque pensa que sabe. Não questiona, pois tem certeza de que está certa.

O perdão é adquirido. Não é inerente à mente, que não pode pecar. Como o pecado é uma idéia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem que ser aprendido por ti, mas com um Professor diferente de ti, Aquele que representa o outro Ser em ti. Através Dele, aprendes a perdoar o ser que pensas que fizeste e deixá-lo desaparecer. Assim, devolves a tua mente unificada Àquele Que é o teu Ser e Que jamais pode pecar.

Cada mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade para ensinar à tua própria mente como perdoar a si mesma. Cada uma delas espera a liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando-te o Céu aqui e agora. Ela não tem esperança, mas vens a ser a sua esperança. E sendo a sua esperança, vens a ser a tua própria. A mente que não perdoa tem que aprender através do teu perdão que foi salva do inferno. E, ao ensinares a salvação, aprenderás. No entanto, todo o teu ensino e o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para mostrar-te o caminho.

Se estiveres disposto hoje podes aprender a pegar a chave da felicidade e usá-la a favor de ti mesmo. .

A mente que não perdoa não acredita que dar e receber são a mesma coisa.

Fonte: Extraído do livro de exercícios de Um Curso em Milagres.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O medo surge da identificação com o corpo-mente


A consciência, no sentido de percepção, é o que os alquimistas procuravam: o elixir, o néctar, a fórmula mágica que pode ajudar uma pessoa a se tornar imortal.


Na verdade, todas as pessoas são imortais, porém vivemos num corpo mortal e somos tão apegados a ele que daí surge uma identidade. Não há distância para vermos o corpo como algo separado.

Estamos tão imersos no corpo, tão enraizados nele, que começamos a sentir que somos o corpo — e é aí que surge o problema: começamos a temer a morte. Com isso vêm todos os medos, todos os pesadelos.

A percepção cria a distância entre você e seu corpo, deixa você ciente tanto do corpo quanto da mente — pois corpo e mente não são separados. Corpo-mente é uma identidade, a mente está dentro do corpo.

Quando você se torna ciente do complexo corpo-mente, logo percebe que está separado de ambos, e o distanciamento começa a acontecer. É quando você percebe que é imortal, que não é parte do tempo, que é parte do eterno.

Você sabe, então, que não existe nascimento nem morte, que você sempre existiu e sempre existirá.

Você já teve muitos corpos porque desejou demais. Cada desejo traz você de volta ao corpo, porque sem corpo nenhum desejo pode ser realizado. Se alguém é apegado demais à comida, precisa de um corpo. Sem corpo, ninguém pode comer — a alma não ingere comida. Portanto, uma pessoa que é gulosa demais com certeza voltará em outro corpo.

Osho, em "Meditações Para A Noite"
Fonte: http://www.facebook.com/home.php#!/note.php?note_id=145100725546593&id=110193069030599