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domingo, 24 de junho de 2012

Renascimento é respiração


Renascimento é respiração
Tudo o que vivemos se reflete na nossa respiração e por isso é muito freqüente dizermos e escutarmos coisas como "estou com o peito apertado", "tenho me sentido sufocado", "não tenho tido tempo nem para respirar", "preciso tirar umas férias para experimentar outros ares", "estou sem inspiração", etc. Mesmo sem percebermos, falamos muito de respiração. Mas respiramos pouco e mal... Isso pode ser fácil e rapidamente mudado. Da mesma forma que as tensões da vida geram tensões na respiração, quando desenvolvemos consciência da nossa respiração e a tornamos relaxada e fácil, estamos produzindo um efeito em todos os campos da nossa vida. Os efeitos do Renascimento são profundamente terapêuticos e diariamente presenciamos curas de disfunções respiratórias, stress, ansiedade, fobias, pânico e diversos outros desequilíbrios. Mas o que é mais freqüente são os relatos de alívio, bem-estar, surgimento de compreensão, integração, aceitação, experiências prazerosas de contato com o próprio corpo e aprofundamento em estados meditativos.

Um pouco da história

Tudo começou no Oriente, com os iogues e professores de meditação. Algumas das técnicas de respiração chegaram ao Ocidente e, nos anos 70, um americano estava tomando um banho quente quando começou a sentir que já era hora de sair (aquele amolecimento que sentimos após muito tempo no calor). Leonard Orr ficou curioso para saber o que aconteceria se ficasse por mais uma hora ainda. Ficou, e após alguns minutos sua respiração começou a se alterar e passou a ter a experiência de estar revivendo seu nascimento. Quando sua vivência terminou, estava se sentindo profundamente relaxado, tranqüilo, feliz e "renascido" - daí o nome Renascimento (Rebirthing). Por muito tempo se acreditou que os resultados obtidos com uma sessão de Renascimento se devessem à água e não à respiração e que seu propósito fosse o de reviver o nascimento e renascer. Hoje em dia, ainda que a água (tanto fria quanto quente) tenha influência no processo, a maioria das sessões são realizadas "a seco".

Como é feito e a quem se destina

Numa sessão de Renascimento, inspiramos e expiramos pela mesma via (nariz ou boca), ligando a inspiração e a expiração, sem pausas - o que chamamos de Respiração Circular. Ajudamos a inspiração para que ela seja profunda e permitimos que a expiração seja solta e relaxada, sem interferências. É só isso que precisamos fazer, o resto acontece. Após alguns minutos começamos a experimentar diversas sensações físicas, tais como alterações de temperatura corporal, formigamentos, pequenos espasmos, tremores prazerosos, etc. Também começam a surgir memórias, emoções, sensação de estar fora do corpo ou de reviver algo específico. O importante no Renascimento é permitir que as coisas aconteçam e continuar respirando sem interferir, apenas acompanhando e observando seu corpo. Após cerca de 1h começamos a experimentar um profundo bem-estar, vitalidade e relaxamento. As sessões de Renascimento duram em média 1h e meia, podem acontecer individualmente ou em grupo, na água ou "a seco", em consultório ou na natureza. Os diferentes ambientes induzem diferentes estados de relaxamento e percepção corporal, emocional e mental. Essa técnica não tem contra-indicação e portanto se dirige a todos que queiram experimentar expansão, prazer e bem-estar, além de estados alterados de percepção. Numa sessão, a técnica é explicada e demonstrada por um Renascedor experiente, que também acompanha todo o processo.

Os Cinco Elementos do Renascimento

Tudo aquilo que algum dia você rejeitou ou recriminou, está guardado no seu sistema como um conteúdo reprimido (tensão mental e corporal), esperando que você lhe dê atenção e o integre ao seu bem-estar.
Através do Renascimento podemos eficientemente integrar esses conteúdos usando as sensações físicas para obter acesso ao nosso Inconsciente. Descrevemos Os Cinco Elementos como o check list do Renascimento. Quando todos os elementos estiverem presentes, a Integração deve ocorrer.
Jim Leonard (não confundir com Leonard Orr), o elaborador dos Cinco Elementos, disse: "o período de tempo que se inicia com o começo da respiração circular e termina com uma integração é conhecido como um "Ciclo Respiratório". Uma das maneiras de descrevermos a diferença que os Cinco Elementos exercem no Renascimento é dizer que seu uso encurta o Ciclo Respiratório. Quando os Cinco Elementos são usados com perícia, cada ciclo respiratório pode ter apenas alguns segundos de duração".
Um conteúdo pode e deve ser integrado conforme vai surgindo, desde o início, quando ainda está num nível sutil. Se não for integrado nessa fase inicial, vai deixando de ser sutil, vai se tornando mais e mais intenso, até que sejamos forçados a nos entregarmos a ele. Se os Cinco Elementos não são usados, a "entrega forçada", será o método para se conseguir alcançar a integração (infelizmente muitos Renascedores não conhecem em detalhe ou não aplicam os Cinco Elementos - trabalham apenas com o primeiro e suas sessões costumam gerar sofrimento). A integração a nível sutil (com o conhecimento e o uso dos Cinco Elementos), promove sensações de conforto e segurança no Renascimento.


Apresentamos a seguir, de forma bastante resumida, os Cinco Elementos:

Primeiro Elemento: Respiração Circular

Significa que o ar entra e sai pela mesma via (boca ou nariz, e que a respiração acontece sem solavancos, sem pausas - mal termina uma fase (inspiração ou expiração), já começa a outra e elas têm a mesmo duração. Ênfase na inspiração e no relaxamento da expiração.

Segundo Elemento: Relaxamento total

Significa que não há qualquer controle sobre a expiração, aproveitando cada uma delas para permitir que o corpo e a mente se entreguem e se soltem mais e mais profundamente.

Terceiro Elemento: Consciência Detalhada

Significa estar presente e percebendo cada sensação do corpo, emoção surgindo, sentimento, imagem, pensamento, som, diálogo interno, etc.

Quarto Elemento: Integração ao Êxtase

Significa não lutar contra nada, mas sim permitir que tudo se expresse em você - sem ajudar, sem atrapalhar, apenas dando as boas vindas a tudo o que acontece, da forma como acontece. Este elemento induz a mente a experimentar extaticamente (são na verdade um amplo conjunto de reconhecimentos, como por exemplo, reconhecer que "é muito melhor esse conteúdo estar vindo à tona agora, que estou respirando numa sessão de Renascimento, do que amanhã, quando estarei falando em público").

Quinto Elemento: Faça o que fizer, sempre funciona

Significa que não há uma respiração errada - mesmo que você faça uma respiração bem diferente da do renascimento, pouco eficiente em termos de integração, ainda assim algo em você irá se integrar. É um elemento que gera relaxamento, pois é necessária uma certa prática para se estar atento a todos os quatro primeiros elementos.

Fonte:http://www.renascimento.com.br/renascimento/deep.htm

Recomendo a todos essa experiência maravilhosa. É realmente transformador.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A mente é um tipo de droga



A mente é um tipo de droga, ela o mantém drogado.
Você tem que se livrar da mente,  você tem de colocá-la de lado.
Então não há questão alguma de se entender, você simplesmente vê a verdade.
É uma questão de ver, não de entender.
... Eu estou levando você em direção ao estado de não-mente  e você está tentando entender isso através da mente, isso é impossível.
A mente não tem qualquer capacidade de entender a não-mente, a não-mente é incompreensível,
obviamente, a mente não consegue compreendê-la, consegue somente negá-la.
Coloque a mente de lado.
Enquanto você estiver me escutando, não tente entender, simplesmente escute silenciosamente.
Não considere se o que eu estou dizendo é verdade ou não.
Não se preocupe com sua verdade ou inverdade.
Não estou lhe pedindo para acreditar, por isso não há qualquer necessidade de pensar sobre sua verdade ou inverdade.
Me ouça exatamente como você ouve os passarinhos cantando ou o vento passando através dos pinheiros ou o som da água correndo.
Mas você permanece fixo na cabeça.
A cabeça o mantém quase bêbado com pensamentos, idéias, interpretações.
Tome cuidado com a sua mente!
Você nunca pensou sobre ela como uma droga, ela é uma droga muito sutil e a sociedade vai drogando-o desde a sua infância.
Ela se torna parte e parcela da sua vida e colore tudo.
O que quer que você veja, você vê através dela,
o que quer que você escute, você escuta através dela, e ela é rápida para interpretar a favor ou contra.
Ao me ouvir, se você estiver pensando sobre a favor ou contra, você continuará me perdendo.
Você não sabe aonde você se encontra, o que está fazendo, quem é você. Todo o meu esforço aqui é para trazê-lo para os seus sentidos, da sua mente para os seus sentidos.
A mente o mantém em um tipo de loucura.
A mente é loucura, a diferença é somente de grau.
As pessoas loucas foram um pouco além de você, isso é tudo.
Pode ser que você esteja na mente uns noventa graus, uma outra pessoa em noventa e nove, e uma outra cruzou a fronteira de cem graus, então ela é louca.
Mas o único homem são é aquele que se retirou da mente, porque então a sua visão é clara, sem nuvens, sua consciência é pura, como um espelho sem qualquer poeira.
Meditação significa desligar-se dessa corrente: nem pensar nem sonhar,  simplesmente ser. E então, de repente, você verá o que estou dizendo. Não será uma questão de estar convencido da sua veracidade, será uma realização. E a verdade nunca é uma conclusão, ela é sempre uma realização, uma revelação."
 

OSHO

terça-feira, 22 de maio de 2012

Intimidade



Todo mundo tem medo da intimidade — se você tem consciência disso ou não, é outra coisa. Intimidade significa expor-se perante um estranho — e somos todos estranhos; ninguém conhece ninguém. Somos estranhos até para nós mesmos, porque não sabemos quem somos.

A intimidade aproxima você de um estranho. Você tem de baixar todas as suas defesas; só então a intimidade é possível.

E o medo é tanto que se você baixar todas as suas defesas, todas as suas máscaras, quem sabe o que o estranho fará com você? Todos escondemos mil e uma coisas, não só dos outros mas de nós mesmos, porque somos produtos de uma humanidade doente, com todos os tipos de repressões, inibições, tabus.

E o medo é tanto que com alguém que seja um estranho — e não importa que você tenha vivido com a pessoa por trinta, quarenta anos: a estranheza nunca deixa de existir — parece mais seguro manter algum tipo de defesa, uma certa distância, porque o outro pode levar vantagem sobre as suas fraquezas, sobre as suas fragilidades, sobre a sua vulnerabilidade.

Todo mundo tem medo da intimidade. O problema se complica ainda mais porque todo mundo quer intimidade. Todo mundo quer intimidade porque, do contrário, estaríamos sozinhos no universo — sem amigos, sem um amor, sem alguém em quem confiar, sem ninguém a quem você possa abrir todas as suas feridas.

E as feridas não podem se fechar a menos que estejam abertas. Quanto mais você as esconde, mais perigosas elas se tornam. Elas podem se tornar cancerosas.

Por um lado a intimidade é uma necessidade essencial, portanto todo mundo anseia por ela. Você quer que a outra pessoa seja íntima, de modo que a outra pessoa abaixe as defesas dela, torne-se vulnerável, abra todas as suas feridas, derrube todas as suas máscaras e falsas personalidades, fique nua como ela é.

E, por outro lado, todo mundo tem medo da intimidade — você quer ser íntimo da outra pessoa, mas não abaixa as suas defesas. Esse é um dos conflitos entre amigos, entre pessoas que se amam: ninguém quer abaixar as próprias defesas e ninguém quer se expor em total nudez e sinceridade, abrir-se — e ambos necessitam de intimidade.

A menos que se dispa de todas as suas repressões, inibições — que recebeu da sua religião, da sua cultura, da sua sociedade, dos seus pais, da sua educação —, você nunca será capaz de ser íntimo de alguém. E você terá de tomar a iniciativa.

Mas se você não tiver nenhuma repressão, nenhuma inibição, então também não terá feridas. Se viver uma vida simples, natural, não existirá medo da intimidade, mas a excepcional alegria de duas chamas aproximando-se ao ponto de quase se tornarem uma única chama. E o encontro será imensamente gratificante, satisfatório, realizador.

Mas, antes de tentar chegar à intimidade, você deve limpar completamente a sua casa.

Apenas um homem que pratica a meditação pode permitir que a intimidade aconteça. Ele não tem nada a esconder. Tudo o que ele temia que alguém viesse a saber, ele próprio já deixou para trás. Em seu coração ele guarda apenas o silêncio e a compaixão.
Osho, em "Intimidade: Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros


sexta-feira, 18 de maio de 2012

A MELHOR MANEIRA DE AMAR





O amor não nasce quando buscamos ansiosamente, pois a ansiedade denota um desequilíbrio nas emoções.

Então você busca fora, o que não encontra dentro de você.

Provavelmente o que você precisa, não é de alguém que te ame, mas de uma escora que te sustente...

O desequilíbrio emocional fez com que você saísse do seu centro maior que é o coração.

Como você saiu dali, quer que alguém preencha aquele vazio.

Então diz que precisa de um amor, uma pessoa que te faça feliz.

Quando o sexo oposto te olha, não consegue sentir emoção, pois você não passa isso para as pessoas e o que não existe em você, passa a não existir para o mundo.

Só podemos dizer que existe o que foi criado e as pessoas enxergam em você a imagem que você criou de si mesmo.

Se vai buscar algo fora, é porque falta alguma coisa em você.

A pessoa olha e percebe que falta algo em você que ela não consegue definir o que é.

Sem saber o porque, ela passa a não querer ficar a seu lado, pois ninguém quer ficar com alguém incompleto.

Quando você começar a soltar a vida, as coisas, as pessoas e começar a se achar bom, bonito e merecedor, passa a confiar em sua capacidade de atrair o melhor.

E não busca, não cobra, não se anseia, vai passar a estar na companhia dos outros de uma maneira leve, desapegada, descompromissada.

Então você passa a ser autêntico como é, sem esperar a aprovação ou o interesse do outro.

Enfim, as pessoas começam a se sentir bem do seu lado, pois você não criou expectativa sobre elas.

Ao olharem você, vão ver uma pessoa inteira, livre e feliz, o seu eu real.

Se ela tiver algo a ver com seu jeito de ser, ela vai se apaixonar por você.

Então vai passar a confiar nesse sentimento, pois não foi você quem buscou, mas a vida é que trouxe alguém que combina com seu jeito de ser e a quem você merecia.

Agora, quando você começa a querer controlar a vida para que ela traga alguém pra lhe amar, na hora que você quer. Ou quando você se apaixona por alguém e quer controlar o sentimento da pessoa, fazendo com que ela fique com você de qualquer jeito, só vai atrair o mal para si, pois quem quer controlar a vida e as pessoas, acaba descontrolado.

Puxe o amor por si mesmo e confie que a hora em que isso acontecer, a vida vai lhe trazer a coisa certa, na hora adequada.

Tudo está certo, o errado é você achar que algo não está bem. “Tudo dá certo no final... se ainda não deu certo é porque não chegou no final"...



Texto de Jandira de Moraes

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Existência

 
 
Transforme cada oportunidade em algo criativo e belo.

 Não permaneça com essa idéia ilusória de que pode continuar permanentemente no mesmo estado mental;  isso é possível apenas se você estiver morto.

 Se você está vivo, os climas irão mudar, as estações irão mudar;  e você terá que aprender através de invernos, através de verões, através de chuvas.

... Você terá que passar através de todas essas estações com uma dança em seu coração,  sabendo perfeitamente bem que a existência nunca é contra você.

Então o que quer que ela lhe dê... pode ser amargo, mas é remédio.

 Pode não parecer doce no início,  mas finalmente você verá que lhe proporcionou algo  que apenas um único estado mental não poderia ter lhe dado.

Sendo assim, o que quer que esteja acontecendo, é bom.

 Vá com calma. Isso não é para sempre, isso também vai mudar.

 Mas não faça nenhum esforço para mudar. Deixe isso com a existência.  É a isto que chamo de confiança.

 A existência é mais sábia que você  e irá proporcionar-lhe todas as oportunidades necessárias para o seu crescimento.

Fonte: OSHO

terça-feira, 1 de maio de 2012

Pensamento



"Posso fazê-lo subir ou cair. Posso agir em seu favor ou contra você. Posso torná-lo um sucesso ou um fracasso. Controlo o modo como você se sente e o modo como age. Posso fazê-lo rir ... trabalhar ... amar. Posso fazer seu coração cantar de alegria ... de emoção ... de euforia. Ou posso fazê-lo miserável... abatido...... mórbido. Posso deixa-lo doente ... apático. Posso ser uma algema ... pesada ... presa ... incômoda. Ou posso ser como a nuança do prisma ... dançando ... brilhante ... passageira ... perdida para sempre a menos que seja capturada pela caneta ou pelo intento. Posso ser alimentado e cultivado até ficar grande e formoso ... visto pelos olhos dos outros quando em você me transformo em ação. Nunca posso ser removido ... somente substituído. Sou um PENSAMENTO. Por que não me conhecer melhor?"

(Bob Conklin)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

VIDA A DOIS



A convivência entre duas pessoas com certeza é bastante complicada, uma vez que somos todos diferentes por natureza íntima.

Essa diferença é um dos motivos que nos atraem para a outra pessoa, pois temos a necessidade de completude.

Nascemos com certeza necessitados de um complemento divino, alguém que possa dar a nós aquilo que achamos que nos falta.

As qualidades que um tem falta ao outro ou ficou camuflada interiormente, sem ser exteriorizada e trabalhada.

As pessoas às vezes confundem complemento divino com alma gêmea, e são duas coisas distintas uma da outra, pois no caso da alma gêmea são pessoas que tem os mesmos gostos, pensam da mesma forma e é igual a você, por isso o termo alma gêmea.

Exatamente por achar que são tão parecidos que se atraem e vão viver eternamente sem problemas.

Gostam das mesmas coisas e acreditam que por isso vão estar sempre bem, nunca vão brigar, divergir em opiniões e pensando assim a vida seria um mar de rosas e serão felizes para sempre.

Mas não é assim que acontece, pois se são tão parecidos assim nas qualidades, podem ser também em relação aos defeitos.

Normalmente não gostamos de alguns defeitos nos outros e com certeza são os que temos e não queremos ver.

O não querer ver está relacionado ao fato de que normalmente, foi motivo de crítica e cobranças pelas pessoas de nosso convívio.

Ninguém gosta de ser cobrado e criticado, então criamos resistência em entrar em contato com aquilo.

É natural que isso aconteça, pois ao sermos cobrados e criticados pelos outros sempre nos defendemos, para fugir das punições que poderiam acontecer.

Os problemas das relações a dois são resultantes dos nossos medos e atitudes direcionadas pelo passado, pela mágoa e por tudo que nos marcou. Essas marcas tornam as coisas muito assustadoras para nós.

A vida não pode nos dar a decisão de ficar adultos. Só acontece com uma decisão que vem de dentro e temos que aprender a definir o que é ser adulto.

Isso não pode partir de qualquer outra pessoa, pois tudo o que é imposto, é rejeitado.

Às vezes a pessoa até já ajudou os outros a encontrar o adulto dentro dele, mas não usou isso para si mesmo, porque não tomou a decisão de amadurecer.

Isso vem do fato de não ter digerido algumas coisas ainda. Vamos conseguir ao decidir não mais ser criança, fingir e disfarçar.

É preciso jogar limpo e sério, pois as consequências só nós vamos sentir.

Só quando começa a doer fazendo mau, resolvemos tomar uma atitude. Então o sofrimento e o ódio podem acordar a pessoa pra fazer por si mesmo.

A criança não quer fazer porque espera de Deus, do amigo, dos pais ou do governo (é a coisa infantil dentro de nós). É alguém que se sente menos porque não consegue fazer por si.

A pessoa só se resolve quando as coisas mais difíceis vêm à tona, a mente toma conhecimento, entra em contato e quer perceber e resolver.

A vida nos mostra, mas quando não queremos ver não adianta.

Até então começamos a atrair muitos desencontros, desacertos, medo, inseguranças, entraves e bloqueios, que atrapalham a pessoa.

Então ela não flui bem em sua vida. Quando a pessoa quer se resolver ela reconhece e resolve se olhar.

Estabelece uma auto-análise pra discernir, onde está errado e tem a coragem de assumir para os outros e pra si mesmo.

O que importa é o meu compromisso diante de mim, não é nem dos outros nem de Deus.

Não é Ele que cobra, mas é a necessidade minha de que as coisas se resolvam pra que os problemas não aconteçam mais, com tanta freqüência como antes. É preciso resolver pra vida poder fluir.

Se eu faço curso e procuro a melhora, assumi um compromisso comigo, por ter ido buscar algo melhor para mim.

Quando apenas me cobro e não tomo atitude, eu me decepciono comigo e me sinto muito infantil. Então começo a me punir por não ter feito.

Às vezes uso desculpas pra não assumir... Minto pra mim mesma e faço tipo para os outros. Então a vida pega minha mentira e joga contra mim mesmo, só pra ver se eu acordo.

Quando eu me assumo e fico do meu lado a vida me apoia e fica tudo mágico. Em primeiro lugar temos que ter um firme propósito ao entrar num curso para fazer nossa melhora.

Se eu assumir vou entender, assimilar e usar. Mudanças incríveis vão acontecer em minha vida e muito rápido.

A prosperidade exige que eu me estabeleça metas altas, mas possíveis de serem atingidas pra que eu possa fazer tudo pra conquistá-las.

Estabelecer algo alto demais, vai fazer com que eu arrume desculpas para justificar o fracasso.

Eu me torno criança e imaturo, quando sei que algo é bom e não uso. Deus sabe que eu sei, então não vai ajudar em nada porque eu mesmo posso fazê-lo.

Ele só ajuda quando não posso fazer por mim, então ele me auxilia dando intuição para eu agir correto.

Às vezes começo a agir pelos vícios que adquiri ao longo da vida e não mudo, nem admito que não é mais o meu melhor.

Chega de ter medo, insegurança, de não querer assumir-se por medo de errar, deixando que a vaidade fale mais alto.

Como é que os outros vão me encarar se eu errar?... Como eles vão me cobrar e me criticar? Eu não vou agüentar a auto-crítica. Vou me estrangular por dentro...

Uma coisa importante é ver as verdades que existem dentro de nós, encara-las e assumi-las. A primeira coisa que devo querer ver é a mentira de que eu amo a vida, quando na verdade tenho ódio dela e dos outros.

A maioria das pessoas acha que a vida é difícil que é um enigma, desampara as pessoas e que há injustiça em tudo. Por isso temos medo do amanhã.

Isso por que nos sentimos incapazes de controlar tudo. Esta incapacidade de controlar as coisas nos torna inseguros... Isso faz sentido, pois só me sinto seguro naquilo que posso segurar e controlar.

Por isso temos necessidade de estar no controle de um relacionamento a dois, por medo de que se eu não puder segurá-lo ele vai escapar, vai embora.

Essa sensação de insegurança faz com que passemos a querer dominar a outra pessoa pra que ela ceda à nossos desejos, fazendo nossas vontades.

Queremos na verdade que ela sinta que somos muito necessários em sua vida, a ponto de não poder viver sem a nossa companhia.

Ao mesmo tempo criamos um envolvimento com a pessoa, mas também a estamos sufocando com nosso amor e nossa necessidade de comandá-la.

Isso faz com que ela sinta uma dualidade de emoções em nossa companhia...

Ao mesmo tempo, que ela fica envolvida pelo nosso carinho e atenção, sente-se sufocada pelo exagero de nossas atitudes em relação a ela.

Às vezes esse sentimento toma conta de nosso ser, a ponto de estarmos nos anulando por causa do outro e nossa vida perdeu completamente o sentido porque vivemos em função do outro.

Se perdermos essa pessoa, temos vontade até de morrer e só não fazemos uma besteira, pois sabemos que não é correto e teremos mais problemas ainda.

Se soubéssemos como esse ódio da vida influi no relacionamento com as pessoas.

À medida que não me vejo e não encontro a verdade em mim, também não conseguirei ver a verdade do outro, pois não terei olhos pra ver a verdade em nenhum lugar.

Não combina com os meus padrões enxergar o melhor dos outros, pois não aprendi ver o melhor da vida.

Acho que a vida é um perigo, então passo a achar que as pessoas não são boas ou confiáveis.

Minha vida se torna pobre afetivamente, profissionalmente e emocionalmente.

Quando não me dou uma chance para acreditar que a vida é boa, como vou acreditar que a minha vida ao lado do outro também pode dar certo.

Deixo então o ódio da vida e me abro para ver o melhor de tudo e de todos.

Quando procuro o melhor no outro, vou me sintonizar com esse melhor que existe por si só no mundo.

Mesmo que essa pessoa seja ruim com todos, para mim ela vai demonstrar sua bondade, pois através da confiança que depositei nela, consegui me sintonizar com o melhor dela.

Isso acontece porque estou no meu melhor e quando assim é, vou me sintonizar com o melhor de todo o mundo.

A relação entre pessoas na verdade é uma troca, então quando consigo me doar sem limites e sem esperar retorno, ele acontece espontaneamente.

Quando supero o medo de me doar e falar dos meus sentimentos, sinto-me de bem com a vida e me abro com confiança para um novo amor, sem medo de não dar certo, pois me ocupo com o momento sem apego ao resultado.

Quando não crio expectativas e não alimento ilusões, não vou atrair desilusões que vão tirar o meu animo e alegria de viver.

Quando me desiludo acabo por afastar o entusiasmo pela vida. É como se eu tivesse cortando o fio que me prende vivo aqui na Terra e já começasse a morrer internamente. Então começo a atrair doenças de toda a sorte.

Desencadeio a mágoa que atrai problemas de estômago, por não digerir os acontecimentos, ou outro tipo de doença, pela degeneração interna que atraí por conta de ter acalentado sentimentos ruins que nos destroem por dentro.

Quando a pessoa resolve acabar com o ódio dentro de si, ela pode começar a fazer uma renovação interior muito grande e começa uma fase de renascimento interior.

Então desencadeia um processo de cura, pois quando substituo o ódio por amor, posso me curar. A auto-cura está ligada ao fato de começar a me aceitar como sou e respeitar-me do jeito que estou no momento.

Quando me respeito, estou respeitando a individualidade que existe em mim, sabendo que ninguém é igual a ninguém. Só tomo consciência disso no convívio com as outras pessoas.

Se eu me sentir agradecido ao outro por ter permitido esse confronto, vou saber que eu sou diferente, então vou passar a me aceitar e a aceitar o outro.

Então tudo começa a se encaixar, pois comecei a aceitar a vida e me aceitar... A partir de então me torno pronto pra viver um novo amor...


Fonte: https://www.facebook.com/#!/photo.php?fbid=279371322144022&set=a.206815452732943.50685.206807786067043&type=1